Relembrando
Quando começou a se discutir a construção das usinas do Madeira, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva dizia que era necessário que fossem feitos estudos mais aprofundados, que a coisa estava sendo feita de modo irresponsável. Na época, Marina só não foi apedrejada por que não veio aqui pessoalmente, mas foi xingada até a quinta geração de sua família. Os defensores das usinas acusavam a ex-ministra de ser “contra o desenvolvimento” e outras asneiras. Percebe-se agora que ela tinha razão, e muita.
Campanha
Isso ocorreu em 2004, quando Roberto Sobrinho disputava sua primeira eleição para a prefeitura, junto com Everton Leoni, Mauro Nazif e outros. Todos defensores ferrenhos da implantação das usinas, que agiam politiqueiramente com discursos que beiravam o absurdo, como promessas de “só empregar pessoas da cidade” e outras pérolas. Quando se falava em prejuízos ambientais, todos eram unânimes, “Marina Silva tem inveja de Rondônia”. Pois bem.
Agora
Que as usinas estão em fase final de construção e foram iniciados testes, percebe-se que erros de cálculos foram imensos e estão refletindo em forma de banzeiros que começam a ameaçar ribeirinhos. Casas estão sendo destruídas, assim como patrimônios históricos. O Rondoniaovivo vem publicando uma série de reportagens mostrando como a força das águas estão causando prejuízos e o pior, não se sabe a extensão do problema. O Madeira é um rio andino, é instável já que o fluxo depende do degelo da cordilheira e do volume de chuvas. Os engenheiros mostraram maquetes, modelos em computação gráfica e outros chamarizes bonitos, mas nunca souberam responder com clareza qual o tamanho do lago a ser formado, nem como o rio vai se comportar. Sabe-se que nessa história toda, a única pessoa coerente foi Marina Silva.