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DIRETRIZES DE GOVERNO

10/02/2012

Diretrizes de Governo - Programas Sociais

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O país deu grande salto nas políticas sociais nos últimos anos superando os métodos assistencialistas de socorro aos mais pobres (simbolizado pelo programa de Cestas Básicas).

Houve evolução para a segunda geração de programas sociais, com formas menos paternalistas de superação da pobreza extrema com a distribuição de renda direta às famílias com contrapartidas dos beneficiários, como o Bolsa Família.

É preciso agora avançar para a terceira geração de programas sociais que amplie os esforços atuais de forma proativa, integrada e adequada a diferentes condições de carência. O objetivo é superar a pobreza por meio da garantia do acesso e da oferta de oportunidades a indivíduos e famílias para a sua inclusão produtiva na sociedade.

a. Consolidar e ampliar as boas práticas associadas a políticas e programas sociais – Institucionalizar programas que alcançaram bons resultados, tais como o Bolsa Família, partindo da identificação feita por esse programa das 15 milhões de famílias mais pobres do país, reunidas no Cadastro Único para Programas Sociais, e definindo esse grupo social como usuário principal de iniciativas complementares e associadas, voltadas para a erradicação da pobreza no Brasil.

b. Ampliar e integrar programas sociais dirigidos para a erradicação da pobreza – Dar maior eficácia, eficiência e efetividade às políticas e programas sociais hoje disponíveis em vários níveis de governo (federal, estadual e municipal) consolidando-os, integrando-os e orientando-os prioritariamente para o atendimento das famílias mais pobres do país, enfatizando de modo específico o atendimento das principais necessidades, bem como a realização de suas melhores habilidades.

c. Esforço individual e familiar como estratégia de superação da pobreza – Transformar os beneficiários dos programas sociais em parceiros dotados de protagonismo na escolha das oportunidades que lhes são oferecidas, assim como tornar-lhes cientes de que a superação da situação em que se encontram dependerá principalmente da sua capacidade de aproveitar plenamente tais oportunidades.

d. Diferenciação entre produção e oferta de programas sociais e definição dos usuários dessas oportunidades – É preciso separar produção e gestão de programas e serviços sociais da oferta e seleção dos seus usuários. Uma Rede de Agentes de Desenvolvimento Familiar será responsável por levar os programas sociais às famílias mais pobres e dar apoio a suas escolhas. Além disso, apresentarão aos produtores e gestores desses serviços os seus usuários preferenciais, garantindo aos beneficiários a possibilidade de inscrição nesses programas.

e. Garantir a disponibilidade, integração e complementação de políticas sociais orientadas para previdência, assistência social e saúde, educação, cultura e trabalho, habitação, urbanismo e saneamento – Assegurar a integração orçamentária e a transversalidade das políticas desses setores por meio de ações matriciais e territoriais.

f. Priorizar a aquisição de conhecimento – Garantir que programas educacionais e de formação básica e profissional façam parte e adquiram prioridade numa estratégia nacional de erradicação da pobreza.

g. Estimular o empreendedorismo como estratégia de superação da pobreza – Assegurar que os indivíduos e famílias atendidas pelos programas sociais integrados se sintam instadas a buscar melhores condições fora do ambiente de atendimento desses programas, principalmente tomando consciência de suas potencialidades e desenvolvendo capacidades que as permitam garantir sua sobrevivência.

h. Buscar e estimular parcerias público-privadas – avançar além do Estado unicamente provedor para o Estado mobilizador e atrair o setor empresarial e as organizações não-governamentais para participarem do esforço de erradicação da pobreza no Brasil por meio da associação à execução de políticas e programas sociais integrados, assumindo o lugar de agente econômico principal, capaz de recrutar, treinar e empregar indivíduos e – eventualmente – famílias em atividades produtivas que façam parte de cadeias de valor que envolvam o fornecimento de bens e serviços descentralizados necessários aos seus processos produtivos.

i. Constituir uma Rede de Agentes de Desenvolvimento Familiar (ADF) – Integrar o funcionamento de diferentes sistemas de oferta de programas sociais hoje existentes que operam em nível federal, estadual e municipal em numa única rede voltada para o atendimento prioritário das famílias mais pobres do país, constantes do Cadastro Único para os Programas Sociais. Aos agentes dessa Rede caberá atualizar o Cadastro Único, fornecer informações sobre deficiências, oportunidades e efetividade dos programas sociais, estabelecer com a família o Plano de Desenvolvimento Familiar, demandar junto aos produtores de programas e serviços a participação das famílias e acompanhar e estimular a evolução da família no alcance das metas por elas definidas.

j. Plano de Desenvolvimento Familiar – Avaliar as necessidades de cada família, priorizar acesso aos programas sociais e serviços públicos e estabelecer metas a serem por elas alcançadas.

 

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Comentários

  • 26/07/2010
    Eloise Tsukuda
    Cara Equipe de Conteúdo, não pude deixar de notar, como acadêmica do curso de Terapia Ocupacional, como essa Diretriz de Governo harmoniza-se com o objeto profissional da profissão que estudo. Digo em específico por esse curso por se tratar de uma profissão promissora para os próximos anos, com um número crescente de vagas ofertadas nas melhores Universidades do nosso país, o que ocasiona em cada vez mais profissionais, e principalmente pelos estudos sociais, de atenção básica à saúde e melhoria de vida inerentes ao papel do profissional, que visa habilitar o sujeito de forma a ter uma forma independente de vida e com qualidade, seja física, emocional, psicológica, social. No Sistema Único de Sáude, essa profissão não é caracterizada com o devido valor. Ao estudar essas diretrizes propostas, acredito que o governo de Marina Silva concretizaria a erradicação da pobreza, o esforço individual e familiar para superação da mesma com mais propriedade aproveitando os serviços de Terapia Ocupacional que abrangem esses conteúdos de forma ímpar.
    Cara Eloise, O objetivo é criar mecanismos para uma sociedade sustentável como você mesma colocou. A terapia ocupacional é realmente um campo a ser explorado com mais afinco. Obrigado pela sugestão, Equipe de Conteúdo.

  • 23/07/2010
    ANTONIO FERREIRA FILHO
    Interessante as ideias apresentadas, como alternativas criadoras de receitas adicionais para fins de sustentação destes programas sugiro uma tributação adicional acentuada nos impostos de importação e de vendas (ICMS e IPI) de bebidas alcoólicas. Além de dificultar o acesso aos mais pobres (em grande parte vítimas irrecuperáveis deste tipo de consumo), permitiria a geração de recursos adicionais para serem utilizados na recuperação das vítimas sociais do consumo.
    Caro Antônio, Sua sugestão será considerada. Obrigado, Equipe de Conteúdo.

  • 23/07/2010
    Luana Silva
    Acho importante manter o Bolsa Família, mas também regularizar as outras fontes de renda das famílias mais pobres. Por exemplo, acho que deveria haver uma campanha massiva para a regularização do trabalho das empregadas domésticas, com carteira de trabalho, salário mínimo, direito a previdência, férias, fgts e horário para a jornada de trabalho. Essas mulheres MUITAS vezes sustentam a família, e promover essa valorização e reconhecimento seria crucial para muitas famílias brasileiras, contribuindo também na educação, pois concerteza essa estabilidade daria mais tempo e cabeça para que essas mães dessem atenção para os filhos e suas atividades fora e dentro da escola.

  • 21/07/2010
    Marcio
    Programas Sociais com renda direta devem ter contrapartidas claras por parte do beneficiado. Também devem ter um prazo definido. Devemos evitar ao máximo a transformação destes programas sociais em fontes de renda interminável e incentivo à indolência. Deve também haver combate a fraudes nos programas sociais.
  • 08/07/2010
    Luis Filipe Gomes
    Como posso contribuir com sugestões de projetos. Tenho um projeto que se chama Clube dos Onze, no qual as famílias assistem seus menores infratores dentro das instituições correcionais. Como posso envia-lo?
  • 08/07/2010
    Edson Ferreira da Silva
    Muita boa a inserção do desenvolvimento de práticas e a tomada de atitudes para superação da pobreza e estímulo de libertação das pessoas das amarras dos programas sociais
  • 07/07/2010
    Nadia Regina Gindri Mileto
    Marina e Guilherme Sou militante da saúde mental e participo do Movimento da luta antimanicomial desde a faculdade. Hoje moro e trabalho na minha cidade natal, São Francisco de Assis-RS, mas morei por 15 anos e ainda trabalho também em Alegrete onde ajudei a construir o que hoje é uma das referências em saúde mental deste país e isto muito me orgulha. Penso que o sofrimento humano é consequencia deste modelo sócio-econ\õmico excludente, mas precisamos cuidar dos que adoeçem e dos que cão parar na linha da miséria humana, mas além do cuidado urgente, as pessoas precisam tomar conciência de sua cidadania e sabemos que da forma como vem sendo conduzidas as políticas de inserção social dos brasileiros pobres, dificilmete conseguem superar a miséria. É preciso o real enfrentamento do problema da fome e da exclusã o social e acredito nas propostas elaboradas para o programa de Marina Silva presidente. Peço informações sobre como posso colaborar em relação à política de saúde mental.
  • 07/07/2010
    valdir
    Trabalhar na defesa firme da garantia e respeito aos direitos dos idosos e aposentados, defendendo e votando sempre leis que favoreçam a proteção e a garantia de benefícios adquiridos e uma vida digna com assistência médica e farmacêutica. Adotar um discurso mais claro em defesa dos idosos e aponsentados como apoiar o fim do fator previdenciario e recuperar as perdas dos aposentados com certeza trará para nossa candidata um grande apoio dessa fatia do eleitorado.Marina precisa manifestar esse apoio com fiemeza e clareza por questão de justiça social e de estratégia de campanha. SAUDAÇÕES VERDES VERDE É A ESPERANÇA E A ESPERANÇA AINDA TEM VEZ,PRESIDENTE É MARINA 43 !!!!!!!
  • 06/07/2010
    Luis Filipe Gomes
    ESSA SUGESTÃO PERPASSA OS PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO, INSERÇÃO SOCIAL E SEGURANÇA, COM O INTUITO DE REALMENTE RESSOCIALIZAR O MENOR INFRATOR, UTILIZANDO-SE PARCIALMENTE A MENTALIDADE ASSISTENCIAL DE PROGRAMAS COMO BOLSA FAMÍLIA OU SIMILARES. PODENDO FACILMENTE SER AGRUPADO AOS PROGRAMAS DE TERCEIRA GERAÇÃO CITADOS. PROJETO CLUBE DOS ONZE Justificativa ? O afastamento do seio familiar, e a falta de condições de um atendimento individualizado dos menores internos, em instituições correcionais, bem como seu gigantismo, faz dessas instituições sabidamente celeiros de novas gerações de criminosos, com índice de recuperação bastante baixo. Conceito ? A idéia central do Projeto Clube dos Onze é resgatar o convívio familiar dentro das instituições correcionais, de maneira a proteger e estimular a recuperação dos menores infratores, e ao mesmo tempo trabalhar o lado social e psicológico da família envolvida, ajudando a todos a superar o trauma da internação, dando-lhes a real perspectiva de uma nova vida. Os menores seriam subdivididos em grupos de 10 com constante monitoria de um membro indicado pela família de cada um (o 11º do Clube dos Onze), em sistema de revezamento 24 horas, todos os dias do ano. Execução ? Por serem 10 os número de menores por grupo, e considerando-se o número 30 como base de cálculo para a quantidade de dias do mês, e considerando-se também plantões de 8hs, chega-se a um número de 90 plantões/mês, ou seja 9 plantões por família, que se cumpridos dariam direito a uma cesta básica e um salário do bolsa escola ou algum programa similar. Os grupos teriam uniformes e coletes ou outra forma de identificação coloridos, inclusive o monitor(a) plantonista, de forma a ter-se fácil identificação de todos. Os dormitórios teriam onze camas, para que o monitor(a) da turma da noite durma no mesmo ambiente dos internos. As famílias teriam o apoiamento das instituições, com seu aparato sócio-pedagógico e psicológico, podendo-se esperar que facilmente se tornarão grupos de ajuda mútua, e troca de experiências. Conseqüências ? A redução das tensões internas, potencialmente deflagradoras de violência, pois o constante controle dos monitores, trará antes de mais nada, o calor humano necessário a recuperação dos jovens, ausente no sistema atual. Efetivo controle pela sociedade, dos agentes públicos envolvidos, na forma das famílias dos internos que estando inseridas dentro do processo de recuperação, servirão como elemento fiscalizador do serviço prestado. Conclusão ? O sistema tem baixo custo se comparado a quantidade necessária de recursos humanos e materiais que teriam que ser alocados no modelo tradicional, para se obter a mesma cobertura humana, (contida no Projeto Clube dos Onze), porém provavelmente sem alcançar os resultados que esse projeto, tem potencialmente no seu bojo, pela absoluta incapacidade do agente público, levar para dentro do sistema a humanização que esse tanto necessita.
    Caro Luis Filipe, sua sugestão será considerada. Seria interessante entrar em contato via e-mail com mais detalhes sobre esse projeto. Obrigado.Equipe de Conteúdo.



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