Home

DIRETRIZES DE GOVERNO

10/02/2012

Diretrizes de Governo - Qualidade de Vida

10

As cidades são a moradia de grande parte da população brasileira. Das megacidades aos pequenos e emergentes aglomerados urbanos, realidades opostas convivem lado a lado: riqueza e pobreza, inclusão e exclusão, participação e marginalidade. Cidades sustentáveis e democráticas são um dos grandes desafios do século 21, onde a garantia de mobilidade e direito à cidade para todos os seus habitantes, a valorização da diversidade sociocultural e a busca de padrões sustentáveis para uso dos recursos naturais devem ser valores centrais.

A questão urbana deve ser encarada como estratégica para o Brasil no curto, médio e longo prazo, com o objetivo de superar déficits de saneamento e habitação, aumentar a eficiência na gestão das cidades por meio de mecanismos para garantir recursos para os municípios financiarem o seu desenvolvimento urbano, onde o governo federal tem importante papel de induzir políticas e ações que integrem e articulem a promoção do desenvolvimento humano e qualidade de vida de seus habitantes.

a. Bem-estar humano como valor central – Incorporar condições dignas de moradia, alimentação saudável e em quantidade suficiente, vida saudável, prevenção de doenças e redução da violência como valores centrais das políticas governamentais na área da saúde, saneamento, gestão urbana e desenvolvimento regional.

b. Reconhecer e valorizar os diferentes modos de vida existentes no território – Qualificar os espaços urbanos e rurais e as diferentes tipologias de cidades, particularidades e formas de ocupação existentes no nosso território. Estabelecer como objetivo estratégico para uma ocupação ordenada do espaço urbano nacional o estímulo à formação de sistemas integrados de cidades, nas escalas nacional, regional e municipal, estimulando a distribuição tanto da população quanto das atividades econômicas.

c. Ambiente saudável e bem-estar humano como valores centrais para a saúde dos brasileiros – Para aprimorar a capacidade de gestão e planejamento do setor, é necessário: garantir o financiamento estável para o SUS; universalizar o acesso dos usuários do SUS ao Programa de Saúde da Família, com objetivo de aprimorar a atenção básica; ampliar a capacidade de prevenção e promoção da saúde; diminuir desigualdades de acesso e de infra-estrutura regional; valorizar o profissional de saúde, incluindo investimento em formação continuada e atração para diferentes áreas do país; garantir o uso racional da tecnologia da saúde e estabelecer parâmetros e indicadores que possibilitem o aprimoramento das políticas em saúde e qualidade de vida da população.

d. Saneamento básico integrado ao direito à moradia digna e qualidade de vida – Articular o acesso ao saneamento básico às ações de superação do déficit habitacional e de promoção da saúde. Manter investimentos constantes, progressivos e melhor distribuídos no território nacional visando aumentar o ritmo de superação do déficit de acesso à rede de coleta e tratamento de esgotos (atualmente metade da população não tem acesso a redes de coleta de esgotos, e mais de 80% do esgoto gerado no país é lançado nos corpos d’água sem nenhum tratamento, inclusive mananciais de abastecimento).

e. Água de boa qualidade e para todos – Criar política de acesso à água potável e proteção aos mananciais de abastecimento de água, incorporando a saúde humana, a qualidade da água e uso sustentável como valores centrais na cadeia de produção da água para abastecimento.

f. Resíduos Sólidos - Apoiar fortemente a aprovação da política nacional de resíduos sólidos no Congresso e priorizar a sua regulamentação. Criar diretrizes e incentivos para implantação de programas estruturados de coleta seletiva e reciclagem, visando o desenvolvimento de sua cadeia de produção com a inclusão dos catadores e cooperativas. Fomentar ações e programas para aprimorar e ampliar o tratamento, disposição e reutilização de resíduos industriais e inertes, em especial os resultantes da construção civil.

g. Habitação como política de Estado – Evoluir de uma política setorial de direito à moradia para uma política de direito à cidade (“construir bairros e cidades, e não apenas casas”), aliada à inclusão social com desenvolvimento econômico e inovação (tecnológica, de gestão e de governança das cidades). Implementar uma política nacional de regularização urbanística e fundiária e urbanização de favelas e outras formas de ocupações.

h. Mobilidade urbana saudável – Reordenar e direcionar os investimentos e subsídios em transportes de forma a orientar e estruturar o crescimento e mobilidade nas cidades, visando sistemas adequados aos diferentes tamanhos e tipologias de cidades existentes no território. Criar incentivos e inserir nos critérios de financiamento o estabelecimento de instituições reguladoras de transportes coletivos em regiões metropolitanas e aglomerados urbanos (integrar modais, otimizar frotas e itinerários, reduzir tempo de viagens, entre outros). Incorporar a bicicleta como meio transporte e criar condições para seu uso seguro (ciclofaixas, ciclovias, ligações intermodais).

i. Reestruturação da Segurança Pública – Garantir o pleno exercício dos direitos e liberdades constitucionais por meio da implantação de uma Nova Estrutura Institucional da Segurança

Pública, combinando a mudança do modelo policial com o investimento em políticas intersetoriais preventivas, para que se constitua um sistema integrado, pautado na equidade do acesso à Justiça, valorização dos profissionais que atuam no sistema com carreira unificada e salários dignos, correspondentes à importância e aos riscos de sua função, colaboração entre esferas de governo (União, Estados e Municípios) e na interação participativa com a sociedade.

Discutir com a sociedade a política de drogas e investir no esclarecimento, na prevenção e no tratamento dos dependentes. Focalizar a problemática das armas e do crime organizado (envolvendo as polícias, como as milícias) como alvos centrais de recursos, ações, esforços concertados em todos os níveis e por todas as instituições pertinentes.

j. Enfrentamento de mudanças climáticas e desastres naturais – Implantar um Sistema Nacional de Alerta  Desastres); regulamentar a Lei de Mudanças Climáticas; criar a Agência Nacional de Clima; reestruturar e fortalecer o Sistema Nacional de Defesa Civil com a criação da carreira de agente da Defesa Civil; reativar o Fundo Nacional de Defesa Civil; apoiar a criação de Conselhos de Defesa Civil.

k. Defesa Nacional – A modernização das Forças Armadas e a incorporação da missão de proteção do meio ambiente, particularmente dos grandes ecossistemas brasileiros, serão objetivos prioritários da política de defesa nacional, bem como a adequação dos seus efetivos às necessidades constitucionais, o aprimoramento da capacidade operacional das nossas Forças Armadas, a elevação do seu nível tecnológico, foco na preservação e defesa dos recursos marítimos e do potencial hídrico da Amazônia, e em geral ao controle efetivo sobre as fronteiras.

 

Anterior: Terceira Geração de Programas Sociais

 

Próxima: Diversidade Sociocultura e Ambiental

Compartilhe

Link


Comentários

  • 18/07/2010
    donSimeon
    esperar a aprovação da política de residuos solidos é se torna coadjuvante. propor a proibição de refrigerantes e bebidas alcoolicas em vasilhames plásticos até o volume de um galão ou 3,6 litros por vasilhames de alumínio.
  • 12/07/2010
    Edilson Feitosa
    Parabéns! Tem q mudar sim o sistema de segurança pública nesse país, acabar com o militarismo q é o Câncer da segurança pública!
  • 08/07/2010
    Geraldo Napoleão
    Pode parecer chover no molhado,a minha insistencia da importancia de constar no programa de campanha,alguma coisa alusiva aos aposentados,porém nós nos sentimos esquecidos,e somos um número substancial de aposentados querendo ser lembrados.
  • 08/07/2010
    Jose Paulo Loureiro
    O Brasil precisa de investimentos em infra-estrutura sustentável como hidrovias que se conectem com seus maiores portos, reduzindo o custo das mercadorias e o consumo de combustíveis fósseis. Isto é possivel de se fazer com a tecnologia disponível desde o século XVI. Ficamos sempre a mercê dos grupos oligarcas de plantão que comandam este País e não estabelecemos padrões tecnológicos próprios para nosso desenvolvimento equilibrado.
  • 08/07/2010
    Tiago dos Santos
    Acredito que a melhor maneira de garantir qualidade de vida e bem-estar a população é lhes dar acesso a educação de qualdiade e a programas de praticas de esporte. Isso por si só já melhoraria muitos problemas de segurança pública, saúde, habitação de áreas de risco, limpeza das cidades, etc, além de acabar com a ?falta de educação? do povo brasileiro, que a cada dia que passa me envergonha mais. Porém, embora educação traga benefícios, muito dos problemas precisam de solução a curto prazo. É preciso muito investimento em educação, saúde, segurança pública, saneamento básico, porém infelizmente não tenho conhecimento sobre esses assuntos.
  • 08/07/2010
    Edwayne Aparecido Areano Arduin
    Muito inconsistente seu programa de segurança pública, existem grandes novidades na área que devem ser consideradas (maior relevância ao papel do município na gestão/discussões e estabelecimento de políticas de SP; PRONASCI; valorização com cobrança de resultados/produtividade dos profissionais e gerentes de SP; grande e relevantes participações da comunidade na gestão de SP; etc? quer saber mais estou a disposição: Secretário Municipal de SP, especialista em SP PUCRS, Especialista em Adm Policiail UFPR, Bacharel em direito, duas obras editadas na área de SP, Major da PM? a sua disposição.
  • 08/07/2010
    Josiel Mendes
    Sigamos!
  • 08/07/2010
    Luciana Conde
    Podemos focar a emoçao da campanha de modo que conseguísse-mos materializar esta ?emoçao? para a classe C, D e E?
  • 07/07/2010
    Gibran Dias - Estudante de Administração
    Isso tudo realmente parece fantástico, coerente e coeso. Mas, será mesmo que as pessoas que irão fazer parte destas diretrizes são capazes de seguí-las e direcioná-las á aumento da qualidade de vida, educação, segurança, saúde (muito importante, nenhum político se importa com o S.U.S que é uma vergonha mundial, apontado como um dos piores sistemas de saude do mundo) etc..??? O primeiro passo não é simplesmente apostar nestes programas como resposta ao país, mas sim criar uma revolução educacional (ensinos fundamental, medio e universitario) para melhoria deste, apresentar soluções em saúde cabíveis à economia do país e apostar na formação dos adolescentes e crianças, que são o futuro do país. Falta, no mundo todo, pensadores, pessoas criativas e acima de tudo cidadãos que se importem com o próximo e valorizem o ser humano!!!
  • 06/07/2010
    João Batista Brússolo Jr.
    Reordenamento e Redivisão Territorial do Brasil, por favor, urgente.


Política de Privacidade | Sua Segurança
Todo o conteúdo deste site está licenciado sob a CC-Attribution 3.0 Brazil, exceto quando
especificado em contrário e nos conteúdos replicados de outras fontes.