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DIRETRIZES DE GOVERNO

22/05/2012

Diretrizes de Governo - Política Externa

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A política externa brasileira deverá ser pautada por princípios fundamentais, como a manutenção e a promoção da paz, que devem ser defendidos e respeitados nas relações internacionais. Ao dirigir a sua política externa com base em princípios sólidos, e não em conveniências imediatas, o Brasil deve passar a ser visto como uma nação coerente, que abraça as causas corretas, lidera pelo exemplo e assim fortalece seu poder de persuasão e a sua influência no cenário internacional.

a. Cooperação e solidariedade – A globalização aumentou a interdependência dos povos e, com isso, a necessidade de encontrar soluções globais para os problemas que são também globais. Assistiu-se a uma “globalização do Direito”, por meio da proliferação de Tratados e Organizações Internacionais. A relação entre Estados deve ser regida pela cooperação e pelo respeito às regras e instituições criadas em conjunto pelas nações.

Nesse contexto, o Brasil, como oitava economia do mundo que caminha rapidamente para integrar o conjunto de países com alto índice de desenvolvimento, deve basear as suas ações na solidariedade com os menos desenvolvidos, apoiando-os especialmente no alcance das Metas do Milênio.

b. Legitimidade e democracia – Apesar dos avanços nas regras internacionais, a governança global é falha. E grande parte dos problemas enfrentados hoje no sistema internacional tem origem na falta de legitimidade de suas instituições. É preciso que o Brasil, muitas vezes prejudicado por essas “regras do jogo” desiguais, seja um veemente defensor da legitimidade nas instituições internacionais.

Há inúmeros exemplos de distorções que precisam ser corrigidas: pesos desequilibrados dos poderes de voto (como no caso do FMI), existência de poderes de veto (como no Conselho de Segurança da ONU) e desigualdade de obrigações (como ocorre com o Tratado de Não Proliferação Nuclear). Essas instituições, ao serem vistas como pouco legítimas, são pouco respeitadas. Para aumentar a sua efetividade, portanto, é preciso aprimorá-las e democratizá-las.

c. Sustentabilidade – Se a interdependência nos leva a ter que investir na cooperação internacional, nenhum tema é tão “globalizado” quanto a sustentabilidade. O Brasil deve liderar o esforço internacional de implementação das convenções derivadas da Rio-92, em especial o combate às mudanças climáticas pelo risco que representam tanto para o país como para a imensa maioria dos países mais pobres do planeta.

Devemos dar o exemplo, incentivando internamente e entre nossos parceiros a economia de baixo carbono, aproveitando as vantagens comparativas do país, transformando-as em vantagens competitivas. Essa é uma oportunidade inédita de o Brasil sair na frente e se posicionar de forma privilegiada no cenário mundial, dando um passo fundamental na direção de garantir a prosperidade de nossas gerações futuras.

d. Paz e direitos humanos – O Brasil não pode, em nenhuma hipótese, abrir mão da defesa da paz, princípio básico de nossa política externa, como mostra nossa Constituição e nossa tradição. Devemos continuar sendo exemplo do convívio pacífico de diferentes etnias e religiões, procurando refletir e propagar essa experiência em nossas relações internacionais.

Além disso, o Brasil deve ter uma posição firme na defesa dos direitos humanos. Nesse sentido, deve adotar, considerando sempre o principio da não ingerência, uma postura crítica com relação a países que violem esses direitos e, ao contrário do que tem acontecido, o país não deve relativizar estes princípios em suas relações de Estado.

e. Livre comércio – O comércio internacional é, comprovadamente, uma fonte de riqueza para as nações. O Brasil deve ter um papel ativo na eliminação das barreiras e distorções que prejudicam o livre comércio. Para isso, deve se valer dos instrumentos que a globalização jurídica lhe oferece, seja no âmbito internacional (OMC), seja no âmbito regional (Mercosul). O livre comércio, entretanto, não pode ser apoiado quando ele estimula métodos produtivos baseados na degradação ambiental ou avessos ao que a Organização Internacional do Trabalho chama de trabalho decente.

Embora a solução negociada deva ser sempre priorizada, deverão ser utilizados todos os mecanismos legais que permitem ao Estado brasileiro a sua defesa em situações de conflito.

 

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Comentários

  • 19/07/2010
    Leonardo Limax
    Me orgulho de tê-la candidata. Isso prova que ainda há esperança. Obrigado!
  • 09/07/2010
    Túlio Campos
    Estive ontem (08/07) na sua conversa em Uberlândia, mas não me foi aberto espaço para pergunta. Como não encontrei a resposta aqui no site resolvi perguntar por meio de comentário. A primeira parte da pergunta é esta que o Daniel Campos já a fez na comentário anterior. A segunda, é a respeito dos acordos internacionais já firmados pelo Itamaraty. Qual é a perspectiva e objetivos em relação tais tratados, principalmente o MERCOSUL e a CPLP? De que maneira o governo, sob a bandeira do PV, contribuiria para a integração latinoamericana? Parabéns pela conversa de ontem. Cada vez mais me orgulho e apoiá-la nessa luta!
  • 08/07/2010
    Matheus Braz
    Vamos ser o exemplo para o mundo. Se eleita Marina, não vai ter político que possa com o povo brasileiro, e projetos de participação popular como o FICHA LIMPA serão constantes. Seremos o exemplo DE TRANSFORMAÇÕES CONCRETAS para o mundo, não apenas de conquistar a simpatia?
  • 08/07/2010
    Josiel Mendes
    Ótimo!
  • 07/07/2010
    Daniel Campos
    Cara candidata Marina, Sakineh Mohammadie Ashtiani, iraniana, 42 anos, mãe de dois filhos, haverá de ser enterrada até ao pescoço e apedrejada até a morte em seu país. Ela foi condenada por adultério, sem qualquer evidência de tal conduta desabonadora além de uma confissão obtida após um suplício de 99 chibatadas a que foi submetida, por ordem de um tribunal iraniano. É que naquele país, basta que o marido acuse a esposa de adultério, sendo sua palavra suficiente para levá-la a "julgamento", onde a acusada será forçada a confessar mediante uma tortura excruciante, diabólica e covarde. Uma vez estabelecida a "culpa", a condenada aguarda o momento em que será enterrada até o pescoço, em praça pública e apedrejada até a morte, sem a menor chance de defesa. Importante frisar ainda que as pedras utilizadas neste espetáculo sádico são previamente selecionadas, para assegurar que não sejam tão pequenas que não inflijam a maior agonia possível, nem tão grandes ao ponto de causar uma morte demasiadamente rápida. É com este país que nosso Governo Federal pretende estreitar laços comerciais. O teria a candidata Dilma Roussef a dizer sobre isso? Finalmente, o mais importante: O que nós podemos fazer a respeito, antes que se atire a primeira pedra?

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