DIRETRIZES DE GOVERNO

06/09/2010

Cultura e fortalecimento da diversidade

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Diversidade é um valor superior para a vida. Promovê-la na centralidade das políticas públicas é investir no aprofundamento da democracia e na sustentabilidade do Brasil, assim como na originalidade da nossa contribuição para o equilíbrio da vida no planeta. O Brasil é chamado de megadiverso por sua biodiversidade e sua diversidade de ecossistemas, mas deveria ser graças à sua sociodiversidade.

 

A cultura brasileira é plural e dinâmica. Abrange linguagens, artefatos, estilos, ideias e valores sejam elas artísticas, técnicas ou científicas; sejam elas eruditas ou populares. Cultura é um patrimônio construído no passado, é o processo em fluxo de produzir e inovar, e é também projeto de conservar e transmitir o adquirido e ao mesmo tempo renová-lo e ampliá-lo. A capacidade de fazer isso depende de meios, recursos e técnicas.

 

A política cultural no Brasil deve abranger o conjunto múltiplo das formas de pensamento, sensibilidade e expressão dos vários segmentos da população. Para isso, precisa estar articulada com a educação, integrada com o desenvolvimento sustentável, com foco na incorporação dos aspectos ligados à proteção e promoção da diversidade das expressões culturais, nas áreas urbanas e nos diferentes ecossistemas. É preciso democratizar os meios de produzir, circular e acessar os objetos culturais.

 

Somos um povo formado por muitos povos, muitas culturas. Além dos 233 povos indígenas e dos quilombolas, com direitos reconhecidos na Constituição, estima-se em mais de 8 milhões o número de brasileiros que se reconhecem como povos e comunidades tradicionais. A eles se somam dezenas de culturas e identidades vindas com os imigrantes europeus, africanos, asiáticos e de todas as Américas. Mas nossa diversidade não para por aí. Não podemos nos reivindicar uma sociedade plural se não assumirmos de forma integral o direito à diversidade, se não considerarmos as pessoas com deficiência e se não tivermos políticas que abracem a diversidade de direitos e necessidades da juventude e da terceira idade.

 

Para um Brasil justo e democrático, temos de levar em conta a existência de muitos povos, culturas, comportamentos e necessidades, cada qual com sua própria realidade e situação. Isso exige do Estado, para além da universalização do acesso às políticas públicas, a criação de estruturas adaptadas do respeito às diferenças.

 

a.   Gestão cultural Fortalecer a construção de políticas culturais integradas com outras políticas especialmente educação. Estimular a criação e estruturação de órgãos municipais e estaduais exclusivos e ampliar a descentralização de políticas públicas de cultura, fazendo uso de novas formas de participação como redes sociais. Regulamentar o Plano Nacional de Cultura (em tramitação no Congresso) e implementar o Sistema Nacional de Cultura (com articulação de todos os entes federativos). Promover a avaliação e aprimorar o programa Pontos de Cultura, na direção do fortalecimento de Redes de Cultura que interliguem Espaços de Cultura. Repensar a forma de gestão dos contratos e convênios com as organizações e artistas vinculados a Programas do Ministério. Levantar o PIB real da cultura, considerando a economia formal e informal.  

 

b.   Acesso à cultura e ao conhecimento – Ampliar o acesso à cultura e ao conhecimento, respeitando os direitos do criador e o interesse público pelo acesso a toda a diversidade cultural brasileira. Garantir que as novas tecnologias para disseminação da informação sejam utilizadas a favor das pessoas e do fluxo dinâmico de geração de conhecimento. Desenvolver mecanismos que contribuam para a efetiva utilização das obras para fins educacionais, culturais, científicos e de preservação do patrimônio cultural. Promover a expansão do acervo em domínio público, inclusive através de digitalização de obras. Fomentar a disponibilização das obras para a facilitação dos processos educativos. Fortalecer mecanismos de supervisão pública, com foco na proteção e autonomia dos autores e na defesa dos consumidores em toda a cadeia produtiva da cultura. Garantir o apoio a projetos culturais e artistas em áreas com baixo acesso à cultura. Utilizar a ampliação do acesso como critério de avaliação e seleção de projetos culturais apoiados com recursos públicos. Apoiar a construção da nova legislação de Direitos Autorais.

 

c.    Apoio e fomento cultural – Fomentar política nacional integrada entre os entes federais para criação de fontes de financiamento e repasses de recursos para construção e manutenção de espaços culturais. Investir na formação dos agentes culturais para participação em editais, uso dos recursos públicos e prestação de contas. Melhorar canais de comunicação entre Ministério e organizações culturais, e criar mecanismos para descentralizar a gestão dos investimentos. Adotar um modelo gerencial semelhante ao CNPq, vitalizando a atividade com consultores “ad-hoc” credenciados para avaliar projetos. Criar novas formas de repasse de recursos públicos para organizações culturais e gestão dos mesmos (como prêmios e  editais). Aprovar o Procultura e implementar as novas formas de financiamento da cultura, especialmente com a revisão da Lei Rouanet.

 

d.    Implementar a Política Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais – Reconhecer e respeitar seus direitos, conhecimentos, inovações, práticas, tradições e suas formas próprias de organização social. Garantir seus territórios e seu direito ao acesso e uso dos recursos naturais que formam a base para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica. Identificar e implementar formas adequadas às suas culturas para garantir seu acesso às políticas e aos recursos públicos. Criar e colocar em prática formas adequadas para o fomento às suas atividades econômicas. Apoiar os processos de gestão ambiental de seus territórios.

 

e.   Ampliar e intensificar a promoção de produtos da sociobiodiversidade – É uma política transversal que associa o apoio à organização social e gerencial dos produtores, o uso sustentável da biodiversidade brasileira tanto na alimentação quanto para outras finalidades e a agregação de valor por meio de atuação intersetorial. Esses produtos devem ser colocados no centro de uma visão estratégica de país. Além de permitir o uso sustentável de nossos ecossistemas e a inserção destas populações no geral marginalizadas, essa visão nos confere vantagens competitivas e de possibilidade de inovação únicas. Investimento em ciência e tecnologia, ampliação da garantia de preços mínimos a mais produtos da sociobiodiversidade, apoio à gestão dos territórios de povos e comunidades tradicionais e agregação de valor in loco devem ser prioridade.

 

f.   Reconhecer e valorizar as diversas formas de manifestação cultural – Apoiar decididamente a aprovação do Plano Nacional de Cultura, em tramitação no Congresso Nacional, e sua implementação. A extraordinária riqueza cultural do Brasil deve ser promovida, ampliada e resgatada como patrimônio nacional. O poder público não pode estar ausente do apoio à produção cultural e artística, mas também não pode ser um canal hegemônico. Deve apoiar e subsidiar as atividades culturais e artísticas de reconhecido interesse público e comunitário e de coesão que tenham dificuldade de se viabilizar através dos mecanismos de mercado. E, paralelamente, estabelecer uma política de estímulo à cadeia produtiva da cultura como dimensão da economia nacional. Ademais, o poder público deve zelar para que as iniciativas culturais e artísticas que apoie sejam elementos de afirmação dos valores nacionais - democracia, tolerância,  paz e preservação do meio ambiente. O poder público deve estimular a democratização dos meios de comunicação social, particularmente da mídia eletrônica e as novas tecnologias de informação que propiciem uma democracia mais participativa.

 

g.  Garantir os processos de demarcação e homologação das terras indígenas e as possibilidades de desenvolvimento com autonomia dos povos indígenas – Várias áreas indígenas ainda não tiveram seu processo de reconhecimento iniciado ou concluído, o que deve ser feito no mais breve tempo possível, com sua participação. Identificar e implementar formas adequadas às suas culturas para o acesso às políticas e aos recursos públicos. Criar estrutura adequada para sua participação na tomada de decisão nas políticas que lhes dizem respeito, e que tenha por função articular e normatizar estas políticas. Apoiar os processos de gestão ambiental de seus territórios. 

 

h.   Intensificar os processos de reconhecimento dos quilombos e o apoio à gestão de seus territórios Manter e aperfeiçoar o decreto n° 4887, de 20 de novembro de 2003, e os processos de reconhecimento dos territórios quilombolas, nas áreas rurais e nas cidades. Identificar e implementar formas adequadas às suas culturas para o acesso às políticas e aos recursos públicos. 

 

i.  Lutar contra todas as formas de discriminação: étnica, racial, religiosa, homofobia, sexismo ou outra – Garantir a cada grupo espaço próprio de participação política e de respeito e atenção às suas demandas específicas, ou seja, uma porta de entrada para suas reivindicações, clara e bem identificada, no governo federal. Os Conselhos de Políticas para as Mulheres e da Juventude, as Conferências de Direitos Humanos e de LGBT são exemplos de instrumentos na luta contra a discriminação e na melhoria da elaboração de políticas para públicos específicos. Políticas de igualdade racial, inclusive a manutenção das cotas para negros, serão reforçadas, como parte de um processo de restauração de equilíbrio aos desequilíbrios históricos contra as minorias.

 

j.   Juventude e Terceira Idade – É necessário realizar um pacto geracional que fomente oportunidades sustentáveis de vida; gerar emprego e renda com novas tecnologias socioambientais; promover e fomentar trocas de experiências, intercâmbios, livres expressões e manifestações culturais, espaços permanentes, redes sociais, organizações juvenis e movimentos sociais.

 

k.  Garantir a transversalidade da questão ambiental – Integrar a questão ambiental ao planejamento das políticas e projetos governamentais.  

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Comentários

  • 02/09/2010
    ricardo luciano
    Marina e Equipe, antes de mais nada parabéns pelo brilhante trabalho que vcs vem desenvolvendo durante a campanha. no começo eu sinceramente nem cogitava votar no PV mas hoje me sinto seguro nessa opção. Agora a minha pergunta é a seguinte: O governo Marina, vai continuar apoiando o sistema de cotas nas faculdades, mesmo sabendo que este sistema distorce a realidade educacional e fortalece o racismo? Não seria mais coeso estas cotas serem direcionadas de acordo com a soma da arrecadação mensal de cada família? A partir do momento que estamos facilitando para um grupo étnico não estamos fomentando um desequilíbrio, levando-se em consideração que mais da metade da população brasileira é misturada? Pois no Brasil não é só negros e índios que sofrem com desigualdade educacional e sim toda a classe do salário mínimo.
    Caro ricardo, hoje 70% das universidades públicas já adotam políticas de cotas ou bonus e isso é um progresso em direção a uma sociedade mais plural e sustentável. As políticas de cotas adotadas são diferentes e em grande maioria respondem também às diferentes necessidades regionais. É importante deixar claro que ações afirmativas são adotadas voluntariamente em países como Alemanha, e EUA por exemplo, com o objetivo de constituir e unir forças para uma produção diversificada. Obrigado. Equipe de Conteúdo.

  • 29/08/2010
    Fabricio
    Gostaria de saber, se existem diretrizes ou se, pelo menos se pensa em políticas votadas para o desenvolvimento e independência tecnológica do Brasil, principalmente com relação a software livre, e também qual a visão de Marina, com relação a política norte americana, de dominar, subjugar , escravizar e viver por intermédio da exploração destes povos, e o que se pensa da questão do Nosso pré-sal e com relação a atitude dos norte americanos,(EUA, especificamente) quanto a quarta frota americana, e se caso ocorresse uma pressão norte americana para colocar a mãos em nossas riquezas, qual seria a posição de Marina. Abrigado e aguardo respostas.
    Caro Fabricio, está entre as diretrizes programáticas do governo de Marina investimentos em inovação nas indústrias criativas, entre elas o desenvolvimento de softwares livres. Quanto as demais questões, todo tipo de relação comercial deve ser galgado com bases em um comércio mais livre, mais justo e mais sustentável. Veja Comércio mais livre, mais justo e mais sustentável na diretriz: Política externa para o Século 21. Obrigado. Equipe de Conteúdo.

  • 28/08/2010
    Sofia L.B.
    "Olá Maite, A palavra casamento designa uma cerimonia religiosa, diferente de união civil. Marina defende que os direitos civis de todos os cidadãos devem ser assegurados. Defende também a diversidade em todos os aspectos como sendo fundamental para construção de uma sociedade sustentável. Obrigado. Equipe de Conteúdo. " Do jeito que está posto, isso é uma mentira. A palavra CASAMENTO é usada no civil, coisa que percebemos com frequência, tanto que há um documento oficial chamado certidão de CASAMENTO. Existe, contudo, uma outra coisa chamada UNIÃO ESTÁVEL, coisa que garante direitos bem diferentes do casamento. Gostaria de saber por qual a candidata e o partido vão lutar. Por ambos? http://mixbrasil.uol.com.br/pride/seus-direitos/entenda-diferenca-entre-casamento-e-uniao-estavel.html Mudando de assunto: qual a posicão do partido quanto a educação religiosa em escolas públicas? Contra? A favor? Mudanças?
    Olá Maite. Você tem razão. No código civil consta as palavras casamento civil. É sobre o ponto de vista religioso que a palavra casamento designa o sacramento. De qualquer forma, Marina defende que os casais homoafetivos possam ter exatamente os mesmos direitos de casais heterosexuais casados. Quanto ao ensino religioso Marina acredita que a conquista do senador Darcy Ribeiro deve ser levada a diante para que seja discutido a religiosidade como um conhecimento democrático, dando espaço as diferenças de opiniões. obrigado. Equipe de Conteúdo.

  • 20/08/2010
    Carlos Machado
    É fundamental que nas diretrizes de governo da candidata a presidência Marina Silva a população negra tenha prioridade. Somos 50,3% da população brasileira de mais de 192 milhões de brasileiros e precisamos ter oportunidades iguais de desenvolvimento num país que tem a nossa presença desde o século 16. É prioridade estratégica que as politicas públicas de promoção da igualdade racial expressas na LEI Nº 12.288, DE 20 DE JULHO DE 2010 sejam implementadas e ampliadas para que o Brasil tenha de fato desenvolvimento sustentável para todas e todos. Somos a 8ª economia do mundo com capacidade de se tornar a 5ª potência do mundo capitalista, mas estamos no 75º lugar no ranking mundial do índice de desenvolvimento humano da ONU. Se não houver um melhor equilíbrio de oportunidades no Brasil continuaremos a ser a Belíndia, uma ilha de prosperidade num mar de pobreza e desigualdade racial. Precisamos enfrentar isso pelo futuro da nação.Não somos apenas cultura, somos múltiplos e somos ciência e tecnologia também! Quem assume esta questão estratégia está apta a se tornar a 1ª presidenta negra do Brasil.
  • 20/08/2010
    Carlos Eduardo Dias Machado
    É fundamental que nas diretrizes de governo da candidata a presidência Marina Silva a população negra tenha prioridade. Somos 50,3% da população brasileira de mais de 192 milhões de brasileiros e precisamos ter oportunidades iguais de desenvolvimento num país que tem a nossa presença desde o século 16. É prioridade estratégica que as politicas públicas de promoção da igualdade racial expressas na LEI Nº 12.288, DE 20 DE JULHO DE 2010 sejam implementadas e ampliadas para que o Brasil tenha de fato desenvolvimento sustentável para todas e todos. Somos a 8ª economia do mundo com capacidade de se tornar a 5ª potência do mundo capitalista, mas estamos no 75º lugar no ranking mundial do índice de desenvolvimento humano da ONU. Se não houver um melhor equilíbrio de oportunidades no Brasil continuaremos a ser a Belíndia, uma ilha de prosperidade num mar de pobreza e desigualdade racial. Precisamos enfrentar isso pelo futuro da nação.Não somos apenas cultura, somos múltiplos e somos ciência e tecnologia também! Quem assume esta questão estratégia está apta a se tornar a 1ª presidenta negra do Brasil.
    Caro Carlos Eduardo, Marina defende prioritariamente uma educação que dê bases para construção de uma sociedade sustentável. Concorda e criará meios para que as politicas públicas expressas na LEI Nº 12.288 sejam ampliadas. Se tiver mais sugestões nos envie. Obrigado. Equipe de Conteúdo.

  • 18/08/2010
    Daniel Couto Vale
    Se não quiserem responder, favor retirar minha pergunta anterior da página. Quando perguntei se a Marina vai LUTAR pelo Casamento Civil (União Civil) para os LGBT, eu perguntava se ela tinha isso como meta a ser cumprida durante o seu governo. Nunca estive e não estou interessado na opinião pessoal da candidata sobre o tema. Pela segunda vez, envio a reformulação da minha pergunta com o objetivo de saber metas de governo sem as quais o meu voto (e meu esforço de convencimento) não será para a candidata. 1) A candidata tem como meta articular o Congresso Nacional para a aprovação de uma lei ou emenda constitucional, durante o seu primeiro mandato, que permita que duas pessoas se casem no civil independente de serem dois homens, duas mulheres ou um homem e uma mulher? A candidata se compromete politicamente com os seus eleitores a arquitetar uma estratégia de esclarecimento e convencimento do legislativo para que o registro de casamento civil seja concedido não exclusivamente a um homem e uma mulher, mas também a dois homens e a duas mulheres?
    Olá Daniel, Em poucas palavras a resposta é sim para as duas perguntas. Para que as diretrizes propostas por Marina sejam cumpridas é necessário que haja mudanças no código civil para que a união estável entre casais homoafetivos esteja prevista em lei. Obrigado. Equipe de Conteúdo.

  • 18/08/2010
    Juliana
    Sou estudante de Produção Cultural da Universidade Federal Fluminense e muito pouco tem sido questionado sobre a cultura nos debates. Li as idéias da Marina sobre Cultura e no campo das idéias, é perfeita. Mas achei tudo muito amplo, muito aberto, são objetivos gerais. Por exemplo: "Criar novas formas de repasse de recursos públicos para organizações culturais e gestão dos mesmos (como prêmios e editais)." Prêmios e editais já existem, estão aí a muito tempo, qual vai ser a diferença dos novos editais? o que vai torná-los diferentes? Prêmio e edital não é uma forma nova. Logo, Queria saber quais são as ações pontuais para a Cultura? O que será concreto? quero saber as metas e objetivos específicos pra cultura? Além disso, gostaria de deixar uma sugestão, como estudante de Produção Cultural e a favor da Marina, acharia muito interessante se ela respondesse os questionamentos dos estudantes da Cultura. Talvez os alunos enviarem perguntas por e-mail e essas perguntas serem respondidas pela twitcam. Seria possível?
    Olá Juliana, A discussão por aqui, apoiada e sugerida por Marina, é a questão da inclusão PIB/ Economia Criativa. A ideia é criar mecanismos legais para que a economia criativa se regularize de forma a fazer girar capital (contabilizar o giro), desconstruir os empregos informais na área, gerar público para produção nacional, para que esses editais e incentivos citados por você possam ser repensados e revistos pela iniciativa privada e pública como uma area para maior investimento de incontáveis benefícios. Sua sugestão será considerada. Equipe de Conteúdo.

  • 17/08/2010
    Ed Garcia
    Exemplo de Fortalecimento da Diversidade. Faveka da Rocinha. Possuem suas próprias rádios, seu próprio canal de TV, Seu portal, jornal de Internet, suas manifestações culturais/artísticas. Muito pouco ou quase nada contaminado pelo americanismo, Hollywood e Globo. É uma comunidade autônoma em muitos aspectos.
  • 17/08/2010
    Nome Ed Garcia
    Marina. Excelente pronunciamento. Concordo plenamente com tudo que vc disse. Mas quantos estão aptos a processar e ententer o que vc disse. O nivel de abstração está muito alto. Neste tom, nesta altura, você não vai atingir quem decide eleição. Pessoas simples, humildes, sem educação... Classes E e D. E olha que muitos da classe C teriam dificuldade com uma abordagem tão holística.
  • 16/08/2010
    DANIEL
    pretendo votar e ajudar a marina, só preciso que me responda se no caso de marina se eleger, e como ela apoia a união civil de duas pessoas do mesmo sexo, e uma eventual proposta para liberar o casamento do mesmo, ela concordaria e aprovaria?
    Sim Daniel. Marina apoiaria a mudanças cabíveis no código civil para que os casais homoafetivos possam ter os mesmos direitos de casais heteros. Marina apenas discorda do nome/terminologia casamento. Obrigado. Equipe de Conteúdo.

  • 12/08/2010
    Priscila
    Já que temos perguntas sobre união civil de homossexuais nesse tópico, farei outra pergunta do tema: qual a posição de Marina na adoção de crianças por casais homossexuais?
    Cara Pricilla, Na opinião de Marina qualquer criança em direito a um lar, receber e dar carinho, conviver em paz e harmonia. Qualquer adoção deve ser realizada com cautela e acompanhada de avaliações técnicas realizadas por especialistas. Obrigado. Equipe de Conteúdo.

  • 12/08/2010
    Daniel Couto Vale
    Sofia L.B. perguntou se a candidata vai lutar para que os LGBTs possam ter EXATAMENTE os mesmo direitos dos heterossexuais. Vocês afirmaram que "sim, sempre". A resposta continua transparecendo não-comprometimento político. Refaço a pergunta de modo mais objetivo ainda que Sofia L.B. 1) A candidata vai lutar para que duas pessoas possam se casar independente de serem dois homens, duas mulheres ou um homem e uma mulher? Para que o registro de casamento civil seja concedido não exclusivamente a um homem e uma mulher, mas também a dois homens e a duas mulheres? 2) A candidata vai lutar para que os sexos dos parceiros casados não sejam um critério eliminatório ou preteridor na adoção de crianças? Para que um casal composto de uma mulher e um homem não tenha exclusividade ou preferência na adoção de crianças?
    Caro Daniel, 1)É importante que se esclareça o significado popular e legal da palavra casamento. No codigo civil brasileiro, estão presentes duas palavras: união estável e casamento civil. Este último fazendo referência à união civil, que envolve os direitos legais do casal. Popularmente a palavra casamento faz referencia ao sacramento religioso. Desta forma é importante colocar também a opinião pessoal de Marina que não interfere em suas tomadas de decisão diante da chefia do Estado (Laico). A confusão que ocorre é justamente em função da terminologia casamento. Marina é favoravel que todos os direitos referentes a união entre casais homoafetivos sejam garantidos por lei, da mesma forma que ocorre com casais heterosexuais. 2)O preconceito nunca pode ser um valor, um carater eliminatório, nem um parâmetro para nenhuma tomada de decisão. No caso da adoção é importante que os pais, sejam eles homoafetivos ou hetero passem avaliações tecnicas de profissionais competentes para que a adoção seja efetivada. O foco é o bem estar da criança. Obrigado. Equipe de Conteúdo.

  • 05/08/2010
    Letícia
    Desabafo Se Marina defende que os direitos civis de todos os cidadãos devem ser assegurados isso significa apoio a união civil de pessoas do mesmo sexo? Acho que para haver igualdade e acabar de vez com o preconceito não basta combater apenas a homofobia, mas a idéia de que casais homossexuais não podem manter uma família com direitos garantidos em lei (incluindo leis de adoção). Outra questão é a cota para negros em universidades. A cor não define quão inteligente é a pessoa. Penso que essa não é uma política de inclusão, mas de desrespeito. Se eu fosse negra não gostaria de ingressar em uma faculdade por esse sistema, é absurdo. Para combater as injustiças sofridas no passado, é necessário oferecer escolas públicas de maior qualidade. Qualidade é diferente de quantidade. Se todas as crianças tivessem não só o direito, mas a oportunidade a um ensino digno e público, não haveria necessidade alguma de oferecer cotas, tanto para negros quanto para alunos de escolas públicas. Por falar em escolas públicas, vou confessar uma coisa: eu gostaria de ser professora. Gostaria. Mas não vejo possibilidade de viver em boas condições com o salário oferecido pelo governo (principalmente na educação infantil e no ensino fundamental). O pagamento não condiz com o maravilhoso trabalho desses profissionais que são quase uma "segunda família" para os estudantes. Não apenas o salário, mas as condições de trabalho também. Não faz sentido criar novas escolas se as antigas estão caindo aos pedaços... Pelo menos, o ensino superior público AINDA é de qualidade. Voto na Marina porque acredito que ela é capaz de lidar com tais problemas, e, mais ainda, porque tenho certeza que ela sabe lidar com as questões ambientais do país, promovendo desenvolvimento sustentável e sem conflitar com os interesses dos agricultores sábios. Tenho 18 anos, faço pré-vestibular, e ainda acredito que nosso país tem muito futuro. A esperança é a última a acabar, não é mesmo? Abraços.
    Cara Leticia, Marina é a favor da união civil entre de pessoas do mesmo sexo. Não sei se já olhou mas de qualquer forma, sobre cotas raciais, dê uma olhada em http://www.minhamarina.org.br/perguntas_frequentes/cotas_raciais.php Obrigado. Equipe de Conteúdo.

  • 04/08/2010
    Sofia L.B.
    Obrigada pela resposta, me sinto mais segura agora :) Exitem diversas reportagens sobre o estudo na internet, entre elas a que eu mencionei no meu primeiro comentário: http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=3506 Há o livro com o estudo propriamente dito: "Laicidade: O Ensino Religioso no Brasil", uma das autoras é a Débora Diniz.
  • 03/08/2010
    Sofia L.B.
    Por favor, respondam explicitamente às minhas perguntas, ou apaguem meu comentário anterior. Já estou cansada de demagogias. 1 - A candidata vai lutar para que os LGBTs possam ter EXATAMENTE os mesmo direitos dos héterossexuais? 2 - Há um estudo que afirma que livros didáticos de ensino religioso mais aceitos pelas escolas públicas promovem a homofobia e pregam o cristianismo. NAS ESCOLAS PÚBLICAS. Qual a posição dos senhores quanto a isso? Pretendem fazer mudanças? Se sim, de que tipo? (Sim, há mudanças nas palavras das perguntas. Mas imagino que a própria necessidade de (re)mandar o comentário as justifique.) Grata.
    Cara Sophia. Aí vão suas respostas. Desculpe-nos caso as anteriores não tenham sido suficientes. Nós também estamos cansados de demagogias. 1 - Sim. Sempre. 2 - Por favor nos forneça este estudo para que possamos analisar. De qualquer forma a homofobia nunca deve ser um valor. Lutamos e criaremos mecanismos para que a cultura democrática e sustentável seja uma realidade. Obrigado. Equipe de Conteúdo.

  • 03/08/2010
    Manuel
    Já fiz essa proposta por e-mail, mas vou repeti-la aqui, que parece ser o espaço mais apropriado. Uma vez que a luta contra a homofobia e a defesa da diversidade constam entre as diretrizes de governo, sugiro que, na versão mais específica do programa, a candidata deixe claro seu apoio ao PLC 122/2006, que dá à homofobia o mesmo tratamento que recebe o racismo. Vale dizer que ele pune também discriminação contra héteros, se ela existir. Ele ainda protege mulheres (ou homens, se discriminados), idosos e deficientes, além de substituir a expressão "procedência nacional" por "origem", permitindo também combater o preconceito contra brasileiros que migram para outras regiões, ou descendentes de estrangeiros.
  • 02/08/2010
    Sofia L.B.
    Gostaria de saber se posso contar com a candidata para lutar para que os LGBT possam ter exatamente os mesmo direitos dos héteros. Uma pequena proposta: poderia haver uma matéria para os cursos de licenciatura para discutir/ensinar diversidade. Obrigatória ou seletiva obrigatória. Mudando um pouco de assunto, há um estudo que afirma que livros didáticos de ensino religioso mais aceitos pelas escolas públicas promovem a homofobia e pregam o cristianismo. NAS ESCOLAS PÚBLICAS. Qual a posição dos senhores quanto a isso? (sobre o estudo: http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=3506 )
    Cara Sofia, A ideia de Marina é incorporar a diversidade a todos os processos. Sua sugestão é interessante. Obrigado. Equipe de Conteúdo.

  • 30/07/2010
    Manuel Amaral Bueno
    Em relação ao sexismo, sugeriria a ampliação da licença-maternidade, e que ela pudesse ser dividida pelo casal, com um período mínimo de licença para cada cônjuge, como no Suécia. Lá, a licença é de 13 meses, sendo um mínimo de dois meses para cada cônjuge. Penso que isso permitiria aos homens se sentirem mais responsáveis pela criação dos filhos e nas questões domésticas. Por outro lado, sugiro uma cota para mulheres nos conselhos administrativos das grandes empresas (na Noruega, a cota é de 40%). Vale ressaltar que, no Brasil, as mulheres já são mais qualificadas que os homens. Contra a discriminação por idade, sugiro o apoio à PEC 20/07, que reduz de 35 para 30 anos a idade mínima para se assumir o cargo de senador. Acredito que essa idade mínima se baseia num preconceito a respeito da responsabilidade e experiência dos mais jovens. Como sabemos, essas características não são exclusivas daqueles com mais idade.
    Caro Manuel, Qualidade de vida e igualdade de oportunidades são alguns dos pricipios que norteiam as diretrizes de governo de Marina. Obrigado pelas sugestões. Equipe de Conteúdo.

  • 29/07/2010
    Luiz Carlos Azarany
    Sou ex-petista e filiado ao PV por conta de Marina e seu posicionamento ante o pouco caso do Governo Lula com relação às questões ambientais. Acho que o futuro governo deva implementar na prática, o SIPAM (Sistema de Proteção da Amazônia) incorporando o SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia). Quem conhece, sabe a importância desse projeto multifacetário para a perfeita integração da Amazônia. Acho também que o próximo governo deva redirecionar seus gastos publicitários, acabando com a propaganda institucional, pois um bom governo se promove com suas ações e suas práticas, não necessitando de nenhum veículo divulgador.
  • 28/07/2010
    Maite
    E quanto ao casamento gay? Algo será feito a respeito? Haverá algum apoio ou atitude quanto ao andamento desse possível processo? Eu entendo que existe um fortalecimento de direitos e uma luta contra a homofobia, unidos ao aumento de conferências e coisas do tipo. Mas uma legalização do casamento gay é algo pensado?
    Olá Maite, A palavra casamento designa uma cerimonia religiosa, diferente de união civil. Marina defende que os direitos civis de todos os cidadãos devem ser assegurados. Defende também a diversidade em todos os aspectos como sendo fundamental para construção de uma sociedade sustentável. Obrigado. Equipe de Conteúdo.

  • 28/07/2010
    José Luís de Freitas
    Creio que pouco ou quase nada tem sido esclarecido aos produtores culturais sobre os mecanismo de incentivo, marketing e promoção da economia da cultura em nosso País. Por isso deve haver referencia e compromisso da candidata Marina a esse tema, que corresponde a pelo menos 15% do PIB de países altamente criativos na Europa. Nós tb somos, e por ter menos recursos do que eles muitas vezes considerados o povo mais empreendedor do planeta. Nossos artistas dependem muito da economia da cultura para poder sobreviver sem depender apenas de editais publicados pelo Estado. O Governo Federal pode abrir linhas de crédito junto a bancos e instituições de fomento cultural para aprimorar e desenvolver esse tão importante setor. E oferecer grades e cursos específicos nas Universidades Federais para aumentar a inovação desse importante setor.
    Caro José Luis, A ideia de Marina e seu compromisso com a cultura ficam explicitos ao longo de algumas diretrizes. O incentivo é fundamental para o desenvolvimento dos demais setores. Sua sugestão é importante. Obrigado. Equipe de Conteúdo.

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