Postado em 30/11/2011 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral

Marina é indicada ao Prêmio Personalidade do Ano do GreenBest 2012

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Clique na imagem para votar em Marina. Não esqueça de escolher mais dois candidatos.

Marina Silva foi indicada para participar na categoria “Personalidade do Ano” do Prêmio de Consumo e Iniciativas Sustentáveis GreenBest 2012. O prêmio é realizado pelo Greenvana, empresa que comercializa e orienta o consumo sustentável, e idealizado pelo empresário Marcos Wettreich, criador do prêmio iBest no Brasil, México e Espanha.

Em 2011, Marina foi a mais bem votada entre todas as personalidades, empresas e todos os projetos sociais voltados para a promoção da sustentabilidade que integraram a lista de concorrentes à primeira edição do prêmio GreenBest, o que lhe assegurou o Grand Prix. Na ocasião, a ex-senadora disse o prêmio era “mais um reconhecimento de que a nossa sociedade definitivamente colocou em sua agenda o tema do desenvolvimento sustentável. São milhões de brasileiros que consideram a preservação de nossos recursos naturais estratégica para a promoção da expansão econômica do país. Esses consumidores, hoje, sabem que economia e ecologia devem fazer parte da mesma equação”.

Voto popular – A fase de pré-votação vai até o dia 13/12/2011. Os internautas vão votar em três candidatos de cada categoria. Cada pessoa poderá votar uma única vez em até três nomes por grupo. Os três candidatos mais votados pelos internautas em cada categorias serão classificados como finalistas TOP10. Posteriormente o voto popular escolherá os nomes de cada categoria para formar o TOP3 e assim escolher o melhor para receber o prêmio principal.

Sobre o prêmio GreenBest – O GreenBest é o primeiro prêmio de consumo e iniciativas sustentáveis com abrangência nacional e que elege os vencedores de diversas áreas e setores que investem na sustentabilidade por meio de votação popular e de um júri especializado. O objetivo é dar visibilidade para as melhores iniciativas e produtos. Esta é a segunda vez que o prêmio de sustentabilidade é desenvolvido no Brasil permitindo votação popular integrando a web e as redes sociais na votação. Os votos serão auditados pela Ernst & Young Terco.

Postado em 03/05/2011 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral

Texto do Deputado Aldo Rebelo sobre o Novo Código Florestal Brasileiro

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Clique aqui e veja o texto do deputado Aldo Rebelo sobre o Novo Código Florestal Brasileiro que foi apresentado ontem (2/5) no Congresso Nacional e pode ser votado hoje.

Postado em 29/04/2011 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral

Pelo adiamento da votação do Código Florestal

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O presidente da Câmara dos Deputados, Deputado Marco Maia, disse à imprensa que colocará o relatório do Deputado Aldo Rebelo que propõe mudanças viscerais  no Código Florestal Brasileiro em votação na próxima terça-feira, dia 3 de maio. O relator confirma que apresentará o texto final na próxima segunda-feira, dia 2, para que a votação ocorra no máximo até quarta-feira, dia 4. Sem tempo para a sociedade analisar e se manifestar sobre a proposta.

A falta de transparência e o açodamento na votação não são coerentes com a democracia em que vivemos, com a importância e o aprofundamento que o tema merece. Não existe consenso ainda na proposta defendida pelo relator. Por isso, mais uma vez, é necessário que os cidadãos se manifestem sobre o que está sendo feito em seu nome.

O Código Florestal diz respeito a todos nós. É a principal lei que protege nossas florestas e biodiversidade. Já perdemos 93% da Mata Atlântica, mais da metade do Cerrado e da Caatinga e quase 20% da Amazônia. As perdas de florestas são tão assustadoras em todo o mundo que a Organização das Nações Unidas (ONU) definiu 2011 como o Ano Internacional das Florestas. A intenção é fazer uma convocação aos governos, empresários e cidadãos do mundo para a responsabilidade de recuperar as áreas já degradadas e  protegermos adequadamente o que ainda nos resta.

Padecemos também de graves problemas de contaminação dos rios e aquíferos por agrotóxicos e adubação excessiva. E para piorar, a maior parte de nossa contribuição para o agravamento da crise climática vem da forma como produzimos carne e grãos, ou seja, de como usamos nossas terras e florestas. Fontes que respondem por quase 70% das emissões de gases de efeito estufa.

Na última década conseguimos importantes conquistas na luta contra o desmatamento. O ritmo de destruição da Amazônia caiu cerca de 70% nos últimos seis  anos, evitando que fossem lançadas na atmosfera mais de quatro bilhões de toneladas de CO2. Em decorrência disso, o Brasil pode criar uma Política Nacional de Mudanças Climáticas e assumir compromissos de redução das emissões de gases de efeito estufa. Metas assumidas pelo Brasil na Conferência de Copenhagen pelo próprio Presidente Lula.

Mas esses promissores resultados são apenas o começo de uma mudança gigantesca que precisamos fazer para conseguir desenvolvimento com sustentabilidade. Podemos fazer nossa economia crescer, mas sem destruir nosso meio ambiente. E a maior garantia que a sociedade pode ter de que continuaremos avançando é a existência de uma forte governança ambiental no país, da qual o Código Florestal é o principal esteio. Ele estabelece os limites para o uso do nosso solo, de modo a permitir que todas as atividades econômicas possam acontecer de forma cuidadosa para preservar a qualidade de vida de todos nós e das próximas gerações.

No lugar de discutir a atualização do Código Florestal para diminuir a proteção das florestas e conferir anistias aos que descumpriram a lei, deveríamos debater uma política florestal que melhore a proteção das florestas, que crie políticas de incentivo para promover o desenvolvimento do setor agrícola e florestal e a geração de empregos e melhoria da renda no setor rural numa escala muito maior. E, obviamente, discutir os ajustes necessários e as políticas de apoio para que os produtores possam superar os passivos ambientais e para que nossa agricultura possa ganhar em qualidade.

Somos uma potência ambiental, detemos mais de 20% das espécies vivas conhecidas, 11% da água doce e a maior floresta tropical do mundo, que produz mais de 20 bilhões de toneladas de água por dia, além de uma rica diversidade de biomas. É essa riqueza natural que nos permite ser um dos campeões mundiais de produção agrícola.

Não podemos decidir sobre o futuro de nosso desenvolvimento dessa forma. A dificuldade de se chegar a um consenso entre o governo e o relator do projeto, a falta de transparência e participação social com que ambos estão discutindo demonstram, claramente, a falência desse tipo de negociação. Os cientistas nacionais estão clamando por participação, assim como os agricultores familiares, entidades ambientalistas e profissionais de vários setores.

Todas essas razões me levam a fazer um apelo à Presidente Dilma Rousseff e aos deputados pelo adiamento, por alguns meses, da votação anunciada para a semana que vem. Para tanto, poderíamos adiar o prazo de averbação da reserva legal previsto para 11 de junho, de forma que tenhamos um ambiente menos açodado para o diálogo.

Marina Silva, 53, ex-senadora do Acre pelo PV, foi candidata do partido à Presidência da República em 2010 e ministra do Meio Ambiente do governo Lula (2003-2008)