Postado em 19/04/2012 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral

Brasil protesta contra novo Código Florestal no dia da Terra

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Várias manifestações ocorrem em todo o Brasil contra o novo Código Florestal. Votação está prevista para acontecer no dia 24 de abril

No dia 22 de abril, Dia da Terra, o Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável – coalizão formada por quase 200 organizações da sociedade civil brasileira – e os movimentos Floresta Faz a Diferença e Mangue Faz a Diferença realizarão eventos em todo o Brasil para protestar contra a aprovação do projeto de lei do novo Código Florestal (PLC 30/2011).

A votação está prevista para a próxima terça-feira. Haverá vários tipos de ação: marchas, pedaladas, passeatas, apitaços e flash mobs. O objetivo é alertar a todos sobre a degradação ambiental do planeta e de iniciativas que podem colaborar para melhorar ou piorar, esse quadro. Os manifestantes cobrarão também a presidenta Dilma Rousseff promessa de veto feita durante campanha eleitoral. Poderão participar das iniciativas ONG’s, representantes de movimentos sociais, sociedade civil, estudantes, cientistas, deputados ou qualquer pessoa interessada em aderir à causa.

Os principais problemas da proposta do Código Florestal é que estimula novos desmatamentos, anula multas de crimes ambientais, reduz Áreas de Preservação Permanente (APPs) e de reservas legais e desobriga a recuperação da grande maioria das áreas ilegalmente desmatadas.

Kenzo Jucá, especialista em políticas públicas do WWF-Brasil, afirma que “o texto aprovado no Senado é extremamente ruim e representa um retrocesso na legislação brasileira”. “Por isso, defendemos que a única solução é o veto da presidente, caso a Câmara dos Deputados insista em votar o projeto no dia 24”, diz ele.

Apesar dos pedidos de cientistas, juristas, organizações da sociedade civil e movimentos sociais para que o processo seja revisto e realizado de forma responsável, o texto deve entrar na pauta da Câmara na próxima semana. O texto do relator Paulo Piau, porém, ainda não foi apresentado.

Para Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, “o cenário é muito preocupante”. “O governo joga com o público ao dizer que quer o relatório antes, mas a previsão é que o texto saia na véspera da votação para evitar pressão da sociedade civil. O desenho está se dando como foi na última votação na Câmara, ou seja, na base da chantagem”, afirma. Ele diz ainda que teme que todas as controvérsias contidas na Emenda 164 voltem nesse novo relatório.

Programação:

Aracaju/SE
O quê: Plantio e distribuição de mudas de plantas
Onde: Parque dos Cajueiros
Quando: Dia 22/04 às 10h

Brasília/DF
O quê: Mobilização contra a aprovação do Código Florestal
Onde: Em frente ao estádio de vôlei de praia na esplanada dos ministérios, ao lado da rodoviária.
Quando: Dia 22/04 às 8h

Campo Grande/MS
O quê: Marcha e bicicletada
Onde: Avenida Afonso Pena, esquina com 14 de julho
Quando: Dia 22/04 às 10h

Mineiros/GO
O quê: Campanha sobre Código Florestal “Veta Dilma”
Onde: Pinga Fogo
Quando: Dia 22/04 às 10h

Curitiba/PR
O quê: Mobilização contra a aprovação do Código Florestal
Onde: Passeio Público
Quando: Dia 22/04 às 10h

Dourados/MS
O quê: Plantio de árvores, oficina de Circo e de barricada de bambu
Onde: Parque do Lago
Quando: Dia 22/04 de 8h às 19h

Florianópolis/SC
O quê: Grande Piquenique
Onde: Parque Ecológico do Córrego Grande
Quando: Dia 22/04 de abril às 9h

Florianópolis/SC
O quê: Entrega de moção contra as mudanças no Código Florestal ao Superintendente do IBAMA
Onde: Universidade do Estado de Santa Catarina
Quando: 23/04 de abril às 9h

Fortaleza/CE
O quê: Mobilização contra a aprovação do Código Florestal
Onde: Avenida Beira Mar (Próxima à estátua da Iracema Guerreira)
Quando: Dia 22/04 às 9h

Itajaí/SC
O quê: Mobilização popular “A Barca dos Povos”
Onde: Sairá da frente da Vila da Regata da Volvo Ocean Race (Pavilhão da Marejada)
Quando: Dia 19/04 às 22h

João Pessoa/PB
O quê: Mobilização contra a aprovação do Código Florestal
Onde: Bar do Surfista
Quando: Dia 22/04 às 10h

Maceió/AL
O quê: Mobilização contra a aprovação do Código Florestal
Onde: Praia da Ponta Verde em frente ao Clube Alagoinhas
Quando: Dia 22/04 às 9h

Porto Alegre/RS
O quê: Mobilização contra a aprovação do Código Florestal
Onde: Parque da Redenção e Usina do Gasômetro
Quando: Dia 22/04 às 10h

Ribeirão Preto/SP
O quê: Colagem de cartazes em varal, distribuição de panfletos, teatro, malabares e caminhada
Onde: Parque Maurílio Biagi, ao lado da rodoviária
Quando: Dia 22/04 à partir das 15h

Rio Claro/SP
O quê: Passeata Veta Dilma
Onde: Saída e chegada da Praça dos Bancos
Quando: Dia 22/04 às 14h

Rio de Janeiro/RJ
O quê: Mobilização contra a aprovação do Código Florestal
Onde: Praia de Copacabana em frente ao Copacabana Palace – Rio de Janeiro/RJ
Quando: Dia 22/04 às 10h30h

Salvador/BA
O quê: Mobilização contra a aprovação do Código Florestal
Onde: Parque da Cidade
Quando: Dia 22/04 às 09h

São João da Boa Vista/SP
O quê: Oficina e diálogos
Onde: Bar do Peixotinho
Quando: Dia 22/04 às 15h

São Paulo/SP
O quê: Mobilização contra a aprovação do Código Florestal com roda de conversa no evento da Rede de Jovens Rio+Você
Onde: Parque da Juventude
Quando: Dia 22/04 às 10h
Para chegar ao local os realizadores sugerem três rotas de bicicleta, com saídas da estação de Metrô Santana às 10 horas, da Praça do Ciclista às 9h30 e da Praça Panamericana, às 14h.

São Paulo/SP
O quê: Distribuição de cartilhas sobre o Código Florestal e da campanha Veta Dilma
Onde: Stand do #Florestafazadiferença na Adventure Sports Fair – Pavilhão da Bienal do Ibirapuera
Quando: De 18 à 21/04, durante todo o dia

São Paulo/SP
O quê: Mobilização com batucada com Maurício Bade e Grupo pernas de pau, máscaras e Varal Veta Dilma
Onde: Em frente do Pavilhão da Bienal do Ibirapuera
Quando: Dia 20/04 às 16h

São Paulo/SP
O quê: Roda de Conversa “Juventude e o Código Florestal”
Onde: Evento da Rio+você, no Parque da Juventude
Quando: Dia 22/04 de abril às 10h

Tamandaré/PE
O quê: Mobilização na praia contra a aprovação do Código Florestal
Onde: Pier de Guadalupe Praia de Carneiros
Quando: Dia 22/04 às 10h

Teresina/PI
O quê: Show cultural com artistas
Onde: Praça Pedro II
Quando: Dia 22/04 às 16:30h

Uberaba
O quê: Mobilização Veta Dilma
Onde: Piscinão
Quando: Dia 22/04 às 15h

Entrevistas:

Mario Mantovani (Fundação SOS Mata Atlântica): (11) 8425-2122
Kenzo Jucá (WWF): (61) 82160102
Raul Telles do Valle (Instituto Socioambiental – ISA): (61) 8155-7492


Postado em 18/04/2012 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral

“O governo brasileiro não acredita na mudança climática”, afirma Rubens Ricupero

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Diplomata divulgou carta assinada por ambientalistas que critica postura brasileira na condução da Rio+20. Conferência da ONU, afirmam, corre o risco de ser irrelevante e representar um retrocesso

A Rio+20 corre o risco de ser irrelevante e representar um retrocesso nas discussões sobre o desenvolvimento sustentável. É o que afirma um documento lançado nesta quarta-feira, em São Paulo, pelo fórum de ex-ministros do Meio Ambiente e assinado por diversos ambientalistas. “O governo não acredita na mudança climática”, disse o diplomata Rubens Ricupero, ex-ministro do Meio Ambiente (1993-1994) e principal articulador do documento. “Tenho dúvidas de que alguém do governo brasileiro, à exceção da ministra do Meio Ambiente, tenha lido o relatório da ONU sobre as mudanças do clima.”

A carta publicada nesta quarta-feira afirma que a atual posição do governo brasileiro diminui a importância do meio ambiente na Rio+20, inviabilizando qualquer discussão sobre o desenvolvimento sustentável. “Voltaremos a um ponto anterior à Rio 92″, disse a ex-senadora Marina Silva, uma das signatárias do documento. Uma versão preliminar das proposições foi entregue ao vice-presidente, Michel Temer, e a versão final será encaminhada à presidente Dilma Rousseff.

Um dos pontos mais criticados pelos especialistas é a falta de um plano de medidas práticas que permitam a transição para uma economia de ‘baixo carbono’. Uma economia de baixo carbono é aquela que usa fontes de energia renováveis, como solar, eólica e hidrelétrica. “Emite o mínimo de gás carbônico e outras substâncias que aceleram o efeito estufa”, disse Ricupero.

O documento afirma que exceto no caso dos favorecimentos a aparelhos da linha branca em 2008, como geladeiras, fogões e máquinas de lavar, de maior economia de energia, o Brasil praticamente ignorou a questão climática nos pacotes de estímulos adotados desde então. “As políticas econômicas e industriais devem ser coerentes com a transição para uma economia de baixo carbono”, defende o documento.

Na opinião dos ambientalistas que assinam a carta, isso ocorre porque há um atraso na implementação e na divulgação de planos previstos na Política Nacional de Mudanças do Clima, estabelecida em dezembro de 2009. As medidas seriam capazes de coordenar as políticas climáticas, industriais e de transporte de maneira integrada.

Destaque ao ambiente — Os que assinam a carta também criticam a possibilidade da Rio+20 não dar o devido destaque para a questão ambiental, “a mais importante”, dizem. Para eles, a degradação do meio ambiente impede o desenvolvimento econômico e o social. “Não é possível falar de desenvolvimento sustentável sem resolver a questão do meio ambiente”, disse Ricupero.

O governo brasileiro, por outro lado, defende que a conferência trate igualmente dos problemas sociais, econômicos e ambientais. A justificativa para não dar destaque às questões climáticas, por exemplo, seria a existência de uma conferência específica para isso (a próxima será em novembro, no Qatar).

“Se não discutirmos com ênfase os problemas ambientais na Rio+20 voltaremos a um ponto anterior à Rio 92 – seria um retrocesso”, disse Marina Silva, ministra de 2003 a 2008. “Se destruirmos as fontes de onde tirarmos energia renovável, o social e o econômico estão condenados”, disse José Goldemberg, físico e secretário do Meio Ambiente durante o governo Collor.

Pragmatismo — Goldemberg defende uma visão pragmática de proteção ao meio ambiente. “Não é pelo amor às baleias ou pássaros que queremos preservar o planeta”, ponderou. “Uma economia predatória, que gasta sem limite os recursos naturais, destroi as bases do que se entende por uma economia sustentável.”

O físico afirma que o Brasil poderia se sair bem naturalmente, dado a quantidade de recursos naturais à disposição do país e de sua matriz energética renovável.

De acordo com Ricupero, a intenção não é ser partidário. “Ficamos decepcionados com o posicionamento oficial do Brasil na Rio+20 e oferecemos uma nova visão, livre de partidos”, disse.

Fonte: Veja

Postado em 17/04/2012 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral

Marina fala sobre desafios do desenvolvimento sustentável no MIT

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A palestra será no dia 24 de abril, às 16h30 (hora local) no Teatro Bartos, no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).  A palestra será em português e aberta ao público.