Postado em 03/10/2011 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral

Lançamento do “O Efeito Marina†hoje em São Paulo

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O livro “O Efeito Marinaâ€, que relata a campanha de Marina Silva para as eleições presidenciais de 2010 no Brasil, será lançado nesta segunda-feira (3), às 19 horas, em São Paulo. O autor Alfredo Sirkis e a ex-senadora participarão de uma noite de autógrafos na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos, na zona sul da capital paulista (Av. Nações Unidas, 4777).

Em “O Efeito Marina, notas da campanha histórica de Marina Silva à Presidência da República em 2010â€, Alfredo Sirkis ― deputado federal pelo Rio de Janeiro e vencedor do Prêmio Jabuti pela obra “Os carbonários†― mostra o surgimento do fenômeno no qual a candidata se transformou. O livro, lançado pela Editora Nova Fronteira, traz os relatos de Sirkis, um dos coordenadores da campanha, traçados no calor da ocasião, entre 2009 e 2010, junto a entrevistas, notícias de jornais, anotações e observações atuais, iluminando os bastidores dos acontecimentos daquele período.

Nas palavras do autor, trata-se de um caleidoscópio dos momentos que viveu e se tornaram uma das experiências mais ricas e emocionantes que presenciou em 43 anos de vida política. Esses sentimentos são perfeitamente refletidos no texto de Sirkis, resultando em uma obra que mostra de maneira única o cotidiano de uma campanha política.

A própria Marina Silvia assina o prefácio: “Ao ler O efeito Marina, um relato pessoal de Alfredo Sirkis sobre o processo eleitoral de 2010, pude reviver cada momento desse magnífico período que partilhamos com milhares de militantes verdes, colaboradores, simpatizantes e ‘marineiros’ de todo o país. Foi uma experiência fantástica, enriquecedora, mas nem por isso fácil. Enfrentamos máquinas político-partidárias poderosas, que há tempos estavam anunciadas como as únicas na disputa, ao mesmo tempo em que nos deparávamos com as anomalias da legislação eleitoral brasileira. Foi um desafio complexoâ€, recorda.

Alfredo Sirkis acompanhou toda a trajetória e registra no livro os desafios, surpresas e alegrias de uma candidatura que partiu dos 3% das intenções de voto para um resultado que abrangeu quase 20% do eleitorado brasileiro. Da incredulidade acerca da filiação de Marina à decisão de manter a independência durante o segundo turno, a obra não apenas revisita um passado próximo como resgata temas e levanta questões essenciais à realidade nacional, mantendo viva a proposta de não permitir que a ética e a sustentabilidade fiquem de fora do dia a dia político.

Fonte: Assessoria do deputado Alfredo Sirkis.

Postado em 19/07/2011 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral

O transbordamento verde*

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A crise do Partido Verde nos remete a uma reflexão mais profunda sobre o inglório destino dos partidos numa vida política dominada pela cultura cartorial-clientelista.

Aquele partido que se propunha portador de novas ideias e de novas formas de fazer política ora naufraga, ingloriamente, numa tragédia de erros quase caricatural, mas altamente emblemática daquilo que há de errado e anacrônico no fazer política brasileiro.

Embora possa haver entre nós nuances em relação ao “timing” da coisa, sou profundamente solidário com o gesto de Marina Silva em resposta ao tratamento ignóbil que recebeu por parte dos burocratas que controlam o partido como cartório de mediocridades patenteadas.

Negaram aquele mínimo de oxigênio democrático à coerência entre o funcionamento interno do partido e as suas ideias generosas para a sociedade.Lidamos com três círculos sociais diferentes. O eleitorado e a opinião verde na sociedade, que não são todos os 20 milhões de votos de Marina Silva na eleição de 2010, mas parte considerável que se identifica com ecologia, sustentabilidade e cidadania.

O segundo é o dos militantes mobilizados ou mobilizáveis pela causa verde, suas lutas e projetos, que participam sem pertencer a uma estrutura partidária regular.

O terceiro -e minúsculo- circulo é aquele da burocracia partidária, da “copa & cozinha” do PV, em que se enfrentam idealismo e clientelismo, que optou pelo atraso com requintes de cegueira política suicida. É o espaço do cartório eleitoral, das capitanias hereditárias, da presidência por tempo indeterminado, quiçá vitalícia.

Nosso enfrentamento ocorreu nesse último e minúsculo círculo, mas que aparece na mídia e no establishment político como o institucional, o que vale, não obstante a patética falta de representatividade eleitoral ou de conteúdo.

Nossa resposta será esquecê-los em sua redoma, abandoná-los aos seus conchavos e partir em busca daqueles dois outros círculos maiores: o dos ativistas das causas verdes e de cidadania e o dos eleitores que confiaram a Marina Silva seus votos não apenas como uma personalidade carismática, mas como portadora de esperança para uma política diferenciada.

Nosso movimento dos verdes e da cidadania vai se estruturar capilarmente em todo o país, a partir de bairros, cidades, regiões, locais de trabalho, estudo, congregação, movimentos e lutas afins, com apoio dos meios digitais hoje disponíveis, das estruturas em rede, democráticas e inclusivas, que a maioria da cúpula do PV negou-se tão enfaticamente a experimentar.

Não será, a princípio, um partido político, pois formar um partido agora, apressadamente, seria se expor a mais do mesmo.

Não desejamos caracterizar nossa ação como mais um “racha” típico de partido, embora possa assim parecer. Foi mais um transbordamento de uma estrutura apequenada, que não soube nem quis assimilar o potencial extraordinário gerado pelos 20 milhões de votos conquistados em outubro de 2010.

Nosso movimento continuará a ajudar e a apoiar quadros e candidaturas, no PV e em outros partidos, com os quais possamos estabelecer vínculos programáticos claros e laços de confiança e afinidade.

Nosso transbordamento significa simplesmente libertar-se de uma luta interna desgastante, sem perspectivas, para poder canalizar energias para os sonhos, os propósitos e as expectativas que afloraram tão intensamente na campanha de Marina Silva, no ano passado, e dos quais não podemos descuidar ao focar no cartório em detrimento da sociedade. Pois rumo a ela transbordamos.

*Alfredo Sirkis, 60, jornalista e escritor, é deputado federal pelo PV-RJ e autor dos livros “O Efeito Marina” e “Os Carbonários”, entre outras obras.

Postado em 29/03/2011 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral

Transição Democrática comenta declarações do presidente do PV

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Leia a seguir nota distribuída nesta segunda-feira, dia 28 de março, aos veículos de comunicação pelo Movimento Transição Democrática, do Partido Verde.


O Movimento Transição Democrática lamenta as declarações do atual presidente nacional do PV, José Luiz Penna, reproduzidas hoje pelo jornal “Folha de S.Pauloâ€, segundo as quais considera ilegítima a reivindicação daqueles integrantes do partido que defendem a reestruturação do PV em bases democráticas.

A reportagem “Penna ironiza novatos do PV†relata conversa entre o dirigente nacional e internautas em que ela afirma: “Entrou no ônibus e já quer ir para a janela, né?”. Era uma referência à reivindicação expressa publicamente pela ex-candidata verde à Presidência da República, Marina Silva, de que o partido deve estimular a democratização de suas estruturas por meio de amplo debate que envolva todos os militantes, os simpatizantes e os núcleos vivos da sociedade que se vincularam ao projeto defendido durante a campanha eleitoral de 2010 propiciando a conquista de quase 20 milhões de votos.

Tratar uma questão dessa dimensão como mera disputa do poder pelo poder significa profunda incompreensão daquilo que deveria ser um processo de diálogo, capitaneado pela própria Direção Nacional do partido, que leve o PV a assumir seu protagonismo transformador na política brasileira.

Marina nada mais é, dada a sua proeminência, do que uma das porta-vozes das idéias compartilhadas por lideranças históricas do PV, como Alfredo Sirkis, Fernando Gabeira, Fabio Feldman, Sergio Xavier, José Fernando Aparecido, Maurício Brusadim, Roberto Santiago e outros 100 dirigentes partidários (entre eles 7 presidentes de Diretórios Estaduais e 8 deputados federais) que se reuniram em São Paulo na última quinta-feira, 24 de março, para reivindicar maior democracia no partido, a começar pela realização da Convenção Nacional nos próximos meses. Todos esses e outros tantos pelo Brasil participam do Movimento Transição Democrática.

A opinião pública brasileira precisa ser esclarecida de que, ao convidar Marina Silva para se filiar ao PV em 2009, a própria Executiva Nacional, liderada por Penna, havia decidido previamente que o partido teria uma candidatura própria à Presidência da República, renovaria sua carta programática e reveria sua estrutura partidária.

Portanto, tratar a discussão sobre qual PV se pretende construir como se fosse mera questão pessoal deste ou daquele filiado é, sem dúvida, uma iniciativa para restringir o diálogo e desconsiderar aqueles com quem, momentaneamente, se tem divergências.

Se a atual direção do partido realmente não tem apego a cargos, não há motivos para não atender a demanda de antecipar a convocação da Convenção Nacional. As regras estabelecidas no Estatuto do partido garantem que será eleito aquele que tiver “maioria consistente”. Hoje, tudo indica que as regras garantem à atual direção essa maioria. Essa é a beleza da democracia (mesmo que parcial). Cada um ocupa o lugar que é legitimado pelo processo.

Movimento Transição Democrática