Postado em 10/07/2011 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral

Eu, a Folha e o mensalão

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Leia a seguir carta que enviei ao jornal Folha de S.Paulo para esclarecer uma não-declaração sobre a denúncia da Procuradoria Geral da República sobre o escândalo do mensalão, anunciada na última quinta-feira, dia 7 de julho.

Lamentavelmente, a reportagem “Marina busca fórmula para não submergir” (publicada à pág. A10, da edição de 9 de julho) comete um grave erro de informação em seu trecho final.

Ao ser indagada sobre a recente denúncia do procurador-geral da República no caso do mensalão, não respondi que estava “triste”com o pedido de prisão para ex-colegas do Partido dos Trabalhadores.

Meu comentário, conforme a gravação que está em posse dos autores do texto, tomou emprestada a experiência de uma das minhas filhas quando da descoberta das irregularidades. Relatei, de forma emocionada, o sentimento de decepção vivenciado por ela em razão de ter nascido e crescido num ambiente dominado pelo simbólico e pelas ideias de um partido que se dispunha a ser transformador. Narrativa semelhante eu já havia feito à autora do livro “Marina – a Vida por uma Causa”.

Reafirmei, então, aos repórteres que me sentia da mesma forma frente à atual iniciativa da Procuradoria Geral da República. Declarei minha confiança na seriedade das investigações levadas a cabo pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal, como também já fizera em outras oportunidades.

Portanto, não manifestei, em nenhum momento, qualquer tipo de solidariedade aos envolvidos no caso do mensalão, por mais que tenham sido meus colegas durante os anos em que militei no PT.

Tenho certeza de que a Folha saberá recuperar a verdade dos fatos e evitar que equívocos desta ordem mantenham-se em seus registros.

Atenciosamente,

Marina Silva, ex-senadora da República pelo Acre

Postado em 17/10/2010 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral

Em carta aberta a Dilma e Serra, Marina destaca riscos do atraso político

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Ao final da Plenária Nacional do PV, a senadora Marina Silva, ex-candidata do partido à Presidência da República, leu carta aberta destinada aos candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) para apresentar seus argumentos em defesa de um posicionamento independente no segundo turno da eleição presidencial.

“Quero afirmar que o fato de não ter optado por um alinhamento neste momento não significa neutralidade em relação aos rumos da campanha. Creio mesmo que uma posição de independência, reafirmando ideias e propostas, é a melhor forma de contribuir com o povo brasileiro”, afirmou Marina.

No documento, a senadora chamou a atenção para a história republicana do Brasil: “Vemos que ela é marcada pelo signo da dualidade, expressa sempre pela redução da disputa política ao confronto de duas forças determinadas a tornar hegemônico e excludente o poder de Estado. Republicanos X monarquistas, UDN X PSD, MDB X Arena e, agora, PT X PSDB”.

“Há que se perguntar por que PT e PSDB estão nessa lista. É uma ironia da História: dois partidos nascidos para afirmar a diversidade da sociedade brasileira, para quebrar a dualidade existente à época de suas formações, se deixaram capturar pela lógica do embate entre si até as últimas conseqüências”, afirmou a ex-presidenciável.

Marina relembrou que ambas as legendas, ao rejeitarem o modelo de federação de oposições ao regime militar que era o MDB, “enriqueceram o universo político brasileiro criando alternativas democráticas fortes e referendadas por belas histórias pessoais e coletivas de lutas políticas e de ética pública”.

“Agora, o mergulho desses partidos (PT e PSDB) no pragmatismo da antiga lógica empobrece o horizonte da inadiável mudança política que o país reclama. A agressividade de seu confronto pelo poder sufoca a construção de uma cultura política de paz e o debate de projetos capazes de reconhecer e absorver com naturalidade as diferentes visões, conquistas e contribuições dos diferentes segmentos da sociedade, em nome do bem-comum”.

A senadora fez questão de ressaltar o conservadorismo de legendas que surgiram com objetivo transformador. “Paradoxalmente, PT e PSDB, duas forças que nasceram inovadoras e ainda guardam a marca de origem na qualidade de seus quadros, são hoje os fiadores desse conservadorismo renitente que coloniza a política e sacrifica qualquer utopia em nome do pragmatismo sem limites.”

Ao analisar o resultado do primeiro turno da eleição presidencial, Marina diz que as urnas trouxeram “uma reação clara a esse estado de coisas, um sinal de seu esgotamento. A votação expressiva no projeto representado por minha candidatura e de Guilherme Leal sinaliza, sem dúvida, o desejo de um fazer político diferente”.

“Se soubermos aproveitá-la com humildade e sabedoria, a realização do segundo turno, tendo havido um terceiro concorrente com quase 20 milhões de votos, pode contribuir decisivamente para quebrar a dualidade histórica que tanto tem limitado os avanços políticos em nosso país”, disse.

Sobre a oportunidade criada pelo segundo turno, a senadora diz a Dilma e Serra que lhes foi dada a chance de “liderar o verdadeiro nascimento republicano do Brasil”.

A respeito do apoio dos eleitores evangélicos, Marina afirmou que não usou sua vinculação à fé cristã evangélica como “arma eleitoral”.

Os exemplos de cristãos como Martin Luther King e Nelson Mandela e do hindu Mahatma Ghandi mostram que é possível fazer política universal com base em valores religiosos, lembrou. “São inspiração para o mundo.”

Por fim, Marina apela a Dilma e Serra que “reconheçam o dano que a política atrasada impõe ao país e o risco que traz de retrocessos ainda maiores. Principalmente para os avanços econômicos e sociais, que a sociedade brasileira, com justa razão, aprendeu a valorizar e preservar”.

Leia a íntegra da Carta Aberta aos Candidatos à Presidência da República.

Postado em 16/10/2010 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral

PT e PSDB se posicionam sobre programa de Marina

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Desde a última quarta-feira, dia 13 de outubro, integrantes da Executiva Nacional do PV foram procurados por representantes do PT e do PSDB para discutir a “Agenda por um Brasil Justo e Sustentável“, dez pontos do programa de governo da candidatura Marina Silva à Presidência apresentados à sociedade brasileira como  essenciais para a construção de uma governabilidade baseada em valores e princípios éticos.

Alfredo Sirkis, vice-presidente nacional do PV, e Bazileu Alves foram os interlocutores dos verdes. O PT indicou Marco Aurélio Garcia, coordenador do programa de governo de Dilma Rousseff. Pelo lado do PSDB, de José Serra, Aloysio Nunes Ferreira, senador eleito por São Paulo, e Francisco Graziano, coordenador do programa de governo do candidato tucano.

Esses encontros fazem parte do processo estabelecido pelo PV para definir o posicionamento do partido em relação ao segundo turno da eleição presidencial, o que acontecerá em Plenária Nacional a ser realizada neste domingo, dia 17, em São Paulo.

Petistas e peessedebistas já se manifestaram sobre a “Agenda por um Brasil Justo e Sustentável” por meio de cartas assinadas, respectivamente, por Dilma Rousseff e Sergio Guerra, presidente nacional do PSDB.