Postado em 24/11/2010 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral

A pedido de Marina, Senado vai debater posição brasileira sobre clima

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A senadora Marina Silva (PV-AC) aprovou ontem, dia 23, dois importantes requerimentos na reunião da Comissão de Meio Ambiente do Senado. Serão promovidas audiências públicas sobre questões de alta relevância para a proteção do meio ambiente e para a qualificação do processo de desenvolvimento do país.
 
A pauta da primeira audiência pública aprovada aborda três pontos: a) a implementação da lei 12.187, de 29 de dezembro de 2009, que instituiu a Política Nacional sobre Mudança do Clima; b) os compromissos assumidos pelo governo brasileiro durante a Conferência das Partes da Convenção de Mudanças Climáticas (COP 15), que ocorreu em Copenhagen (Dinamarca) em 2009; e c) as posições e os novos compromissos  que serão assumidos pelo governo brasileiro durante a COP 16 que  acontecerá no México, entre os dias 29 de novembro a 10 de dezembro deste ano.
 
Os debatedores convidados serão representantes do Ministério das Relações Exteriores, da Casa Civil da Presidência, do Ministério do Meio Ambiente, do Greenpeace e da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
 
Em razão de a Conferência do México ter início na próxima semana, a audiência pública será realizada nesta quinta-feira, dia 25. O debate é aberto ao público e pode ser acompanhado pela internet (www.senado.gov.br).  Quem quiser enviar perguntas para os participantes poderá fazê-lo por meio do endereço eletrônico da senadora Marina Silva (marinasi@senado.gov.br). Algumas das questões serão sorteadas e encaminhadas aos debatedores.
 
A segunda audiência pública foi convocada por Marina para tratar do projeto de lei complementar nº 01/2010, que promove a regulamentação do artigo 23 da Constituição Federal.

O objetivo original do projeto, que foi encaminhado pelo governo federal em 2007, após amplo processo de debate, era o de deixar mais claras as atribuições da União, dos Estados e dos municípios na formulação e na gestão da política ambiental. Dessa forma, esperava-se dirimir os conflitos de competência, que muitas vezes acaba impondo prejuízos à aplicação da legislação e aos investimentos.

No entanto, o projeto original foi profundamente alterado durante a tramitação na Câmara dos Deputados e, caso seja aprovado como está, representará um grave retrocesso para a legislação ambiental e para a proteção dos recursos naturais. Isso porque, para além de fixar as competências entre os entes da federação, a proposta revisada pelos deputados altera dois pontos essenciais na legislação ambiental: fragiliza o licenciamento ambiental e limita fortemente o poder de fiscalização do Ibama.
 
Para esta audiência, que deverá ocorrer na segunda semana de dezembro, os debatedores convidados pelos senadores são integrantes do Ministério do Meio Ambiente, da Associação Nacional dos Municípios e Meio Ambiente, do Instituto de Pesquisas da Amazônia e do Instituto Socioambiental (ISA). 

Postado em 11/03/2010 por Marina | Categoria(s): Geral

Ajude o Congresso a proibir o fumo nos lugares públicos

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Um estudo recente da Organização Mundial da Saúde demonstrou que os garçons que trabalham em estabelecimentos comerciais onde é permitido o fumo respiram o correspondente a 10 cigarros por dia. Esse é apenas um dos muitos problemas de saúde provocados pelo tabaco com a anuência das leis brasileiras vigentes.

Ontem demos um passo importante para mudar essa situação. Apesar do lobby fortíssimo da indústria do tabaco, a Comissão de Constituição e Justiça aprovou, por 6 votos contra 3, um projeto de lei do senador Tião Viana para proibir o fumo em locais coletivos fechados. Eles conseguiram adiar essa votação por um ano, mas, graças a uma articulação de senadores de diferentes partidos, ela aconteceu.

O projeto de lei agora será apreciado pela Comissão de Assuntos Sociais para, se tudo der certo, ser enviada ao plenário do Senado nos próximos meses. Só então ela será votada. Deixo aqui o meu compromisso de acompanhar de perto o trâmite e fazer o possível para o projeto ser aprovado.

Um dos motivos para o projeto ter sido votado ontem é que os especialistas do Inca, o Instituto Nacional do Câncer, abraçaram a causa e foram incansáveis na tarefa de explicar e esclarecer os parlamentares sobre as consequências do consumo do tabaco. Aqueles que defendem os interesses dessa indústria foram submetidos ao constrangimento ético de ver as consequências das escolhas que estão fazendo.

Essa é uma disputa de toda a sociedade e se você se manifestar, procurar os seus representantes eleitos, mandar um email para ele, e conversar sobre esse assunto com os seus amigos e familiares, vamos continuar produzindo esse constrangimento. Esse é um esforço que, neste instante, poderá fazer a diferença para a saúde dos brasileiros.

Postado em 23/02/2010 por Marina | Categoria(s): Geral

Dúvidas sobre o Projeto Ficha Limpa

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O post recente sobre o Projeto de Lei Ficha Limpa gerou perguntas e comentários de usuários pelo Twitter. São questões relevantes e que refletem o pensamento de muitas pessoas. Vamos às respostas:

PERG: Como evitar injustiças? Se eu não gostar da senhora e processa-la, o seu nome vai ser citado no ficha suja. Como evitar isso?

RESP: Essa preocupação é legítima, mas o projeto só pune quem for condenado em primeira instância ou tiver a denúncia recebida por um juiz de segunda instância. Alguns argumentam que o projeto não respeita a presunção de inocência até tramitação final do processo, que é um princípio constitucional, e coloca a decisão de condenação nas mãos de um único juiz. Isso é verdade, mas precisamos considerar que devem ser feitas exigências rígidas para quem quer ocupar funções públicas de representação tão importantes. O Ficha Limpa é um solução que procura barrar na porta de entrada aqueles que não são coerentes com a ética pública. Como ele está na Câmara e ainda voltará para o Senado, poderá ser aperfeiçoado para servir a esse propósito sem prejudicar inocentes. O mais importante é preservar o espírito do projeto e o mérito desse grupo que se articulou e colheu mais de um milhão de assinaturas, motivado pelo desejo de combater a corrupção entre políticos.

PERG: Gostaria muito de ter o seu otimismo ou o da sua equipe. Mas seria como pedir ao cabrito pra cuidar da horta.

Nem todos os políticos têm interesses escusos. Obviamente será mais difícil que o Ficha Limpa seja aprovado porque ele fere interesses de uma parte dos parlamentares. Há uma maioria que é contra e por isso ele está patinando no Congresso, não consegue tramitação, tem uma série de medidas protelatórias. Toda vez que vai para votação, alguém pede vista. Agora, por outro lado, este é um projeto que chegou sustentado por mais de um milhões de assinaturas de eleitores, isso não pode ser ignorado. Se a sociedade continuar se manifestando favoravelmente, será difícil ignorá-lo.