Postado em 07/08/2010 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral

Leia a íntegra do poema recitado por Marina no debate da Band

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Marina terminou suas considerações finais no debate da Band, no último dia 5, declamando um poema que havia sido feito por ela após visitar a comunidade do Coque, em Recife. Na Escola Popular de Direito Constitucional Pequeno Cidadão, a senadora conheceu Dado, um menino alegre e espontâneo, homenageado pelo poema.

Pequeno Dado – por Marina Silva

Eis um pequeno Dado
Jogado por sobre a mesa:
Ali nada era certeza
Tudo era interrogar.

Mas, para minha surpresa,
Na forma de um colosso,
o pequeno Dado jogado,
Era de carne e osso
E sabia até cantar.

Pulava, gingava e sorria,
Cheio de alegria
No milagre do olhar,
No cuidado e na labuta

De René, Nega e Ângela,
Mulheres que nos constrangem
A também lhe enxergar.
A também a dar-lhe a voz
Voz que em cada um de nós,
Visitantes, jornalistas,
Fotógrafos a perder de vista,
Se embargava no chorar.

Vendo aquele Dado exposto
Num lugar de dar desgosto
Que nem dá para explicar

Como é que aquele Dado
Lá no Coque tão jogado
Podia ser tão garboso,
Podia ser tão charmoso.

Hip-hop, capoeira, cantor,
Constitucionalista,
Denunciador de injustiça,
Com quatro anos de idade?

Dado, meu pequeno Dado
Que Dilma, Serra, Plínio ou Marina
Ajude a mudar a sina
De tantos Dados jogados.

Postado em 09/03/2010 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral

Congresso homenageia o Dia Internacional da Mulher

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O Plenário do Senado esteve lotado na manhã desta terça-feira (9) para comemorar, em sessão solene do Congresso, o Dia Internacional da Mulher e premiar as vencedoras do Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz.

Além do presidente do Senado, José Sarney, fizeram parte da mesa o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer; a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff; a ministra da Secretaria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres, Nilcéa Freire; o presidente do Conselho do Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz, senador Marco Maciel (DEM-PE), e as coordenadoras das bancadas femininas na Câmara e no Senado, deputada Alice Portugal e senadora Serys Slhessarenko (PT-MT)

As premiadas foram Leci Brandão, Maria Augusta Tibiriça Miranda, Cleuza Pereira do Nacimento, Andréa Maciel Pachá, Clara Perelberg Steinberg e Maria Lygia de Borges Garcia (homenagem especial) e Fani Lerner (in memoriam), representada pela sua filha, Ilana Lerner.

Em pronunciamento no Plenário do Senado, a senadora Marina Silva afirmou que a possibilidade de ter uma mulher na Presidência da República após 500 anos de história é uma conquista das mulheres mas também da sociedade brasileira. A senadora ainda alertou para o cuidado que se deve ter para as conquistas não fazerem desaparecer os desafios que ainda precisam ser superados e completou:

Quando falamos dos direitos das mulheres, às vezes parece ser o direito de uma parte da sociedade. … O direito das mulheres é também o direito dos homens; o direito dos homens é, também, o direito das mulheres, porque nós não somos uma civilização que tem de se perceber cindida. Ela não precisa se perceber cindida, basta se perceber diversa.

Marina terminou o pronunciamento recitando o poema de sua autoria “De Marias, Amélias e Madalenas”:

No sofrimento somos Maria,
Mãe de um Deus crucificado.
Marias, sem alegria.
Dor sem futuro ou passado.

Na renúncia somos Amélia,
de uma triste verdade.
Amélias sem sonho,
desejo ou vontade.

No preconceito, Madalena,
nas praças apedrejada.
Madalenas: ao pecado
e à culpa predestinadas.

Só no amor temos os nomes
e as formas de nossa estima;
Velha mãe, jovem formosa
e, eternamente, menina.

Postado em 11/02/2010 por Marina | Categoria(s): Geral

Agradecimento aos que me desejaram feliz aniversário

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Tenho o costume de escrever poemas em algumas situações ou acontecimentos que para mim são marcantes. É minha maneira de fazer registros íntimos sobre o que experienciei naquelas circustâncias.

Sou avessa à exposição excessiva, que parece ser intrínseca à política. Encontrar o equilíbrio entre as duas tem sido um grande desafio. E agora, a condição de pré-candidata está trazendo ainda mais holofotes para a minha vida, inclusive por causa dessas novidades de blog e Twitter.

Passei o meu aniversário esta semana com o olhar para esse momento, aos 52 anos, cercada de tanto verbo, tantas vozes e palavras. Fiz o poema e depois pensei que publica-lo aqui no blog seria uma maneira menos impessoal de agradecer àqueles que mandaram suas afetuosas felicitações para mim pela Internet.

O poema ficou assim:

Não sou Cyrano de Bergerac
para disfarçar meus parcos encantos
por trás do magnífico dom da escrita,
resvalando de mim seu olhar,
para fixa-lo no deslumbrante desenho da palavra
que letra a letra se dita.
Escrita, espelho da voz, que nos reflete e conflita