Como falar de política sem ser ingênuo ou apenas sonhador? Como fazer política sem ser engolido pelo pragmatismo que norteia as estratégias dos principais campos políticos do País que atuam dentro de uma mesma faixa de interesses e de compromissos?
A banalização cotidiana da corrupção, atingindo pessoas e partidos de todos os matizes e em todos os níveis de poder mostra que este modelo político que hoje vivemos, está falido. Claro que existem pessoas boas e honestas – e elas também estão diluídas entre todos os partidos. Mas o atual modelo – que contempla o comportamento humano como um todo e que perpassa Executivo, Legislativo e Judiciário e se entranha em sindicatos, associações, igrejas e outras entidades de classe e mesmo movimentos populares – está falido.
Criou-se uma cegueira de conveniências onde despontam éticos de plantão, porque tanto a corrupção quanto a omissão ou a ética eletiva contribuem para a consolidação, junto à sociedade, da visão de que são todos iguais. Quando um político, por uma questão de fidelidade partidária, de compromissos ocultos ou comprometimento financeiro, só vê as mazelas dos seus adversários, ele acaba prestando um desserviço à política.
Mas como propor uma nova forma de fazer política quando, por exemplo, a necessária reforma política é feita exatamente por estes dos quais pouco ou nada se pode esperar? É como deixar as raposas tomando conta do galinheiro…
Mas como falar de política sem ser ingênuo ou apenas sonhador? Mas como fazer política sem ser engolido pelo pragmatismo que norteia as estratégias dos principais campos políticos do País – que atuam dentro de uma mesma faixa de interesses e de compromissos?
Todas estas coisas que acontecem no nosso dia-a-dia (e não é de hoje) e, felizmente, atormentam a cabeça de muitos, precisam ser debatidas, divulgadas e disseminadas. Este é um dos objetivos do evento que acontece dia 26 de março aqui em Brasília – a partir das 19h30 no Auditório do Centro de Excelência em Turismo da UnB.
Para a conversa estão confirmadas as presenças de Marina Silva, José Antonio Moroni, Reguffe e Joe Valle.
Fonte: http://www.debrasilia.com.br