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	<title>Marina Silva &#187; história</title>
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	<description>Blog da Marina Silva, ambientalista, senadora do Estado do Acre e pré-candidata à Presidência da República pelo Partido Verde</description>
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		<title>Suplicy e Meirelles prestigiam lançamento de livro sobre a vida de Marina Silva</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 20:49:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Marina</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Marina Silva esteve nesta segunda-feira (9) na livraria Cultura, em São Paulo, para o lançamento da reportagem biográfica &#8220;Marina &#8211; A Vida por uma Causa&#8221; (editora Mundo Cristão), escrita pela jornalista Marília de Camargo César. O livro aborda todas as fases da vida da candidata do PV. Fala da infãncia em um seringal no Acre, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Marina Silva esteve nesta segunda-feira (9) na livraria Cultura, em São Paulo, para o lançamento da reportagem biográfica &#8220;Marina &#8211; A Vida por uma Causa&#8221; (editora Mundo Cristão), escrita pela jornalista Marília de Camargo César.</p>
<p>O livro aborda todas as fases da vida da candidata do PV. Fala da infãncia em um seringal no Acre, de sua decisão de morar em Rio Branco, a alfabetização aos 16 anos, a vida como empregada doméstica e os mandatos como vereadora, deputada estadual e senadora, além dos cinco anos como ministra do Meio Ambiente. No último capítulo aborda a decisão de se lançar candidata à Presidência.</p>
<p>Assista aos depoimentos do cineasta Fernando Meirelles, autor do prefácio do livro, e do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que estiveram no lançamento.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/utOF-zhymqw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/utOF-zhymqw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/HLreRegsyWY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/HLreRegsyWY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Veja como foi o lançamento do livro sobre Marina Silva</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Aug 2010 22:02:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Marina</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>A candidata do PV participou neste domingo (8) em Fortaleza (CE) do lançamento da reportagem biográfica &#8220;Marina &#8211; A Vida por uma Causa&#8221; (editora Mundo Cristão). A autora do livro, a jornalista Marília de Camargo César, investigou desde a infância nas florestas do Acre até o lançamento da candidatura presidencial pelo PV.</p>
<p>O prefácio é de Fernando Meirelles. Diz o cineasta: &#8220;[Marina] sabe que precisamos começar hoje a mudar alguns paradigmas de nossa vida, se queremos deixar algum planeta para nossos descendentes. Ao compreender como poucos líderes a importância dessa guinada em nossa civilização, Marina mostra-se alinhada com o pensamento científico de ponta e representa o que de mais novo existe hoje no Brasil&#8221;.</p>
<p>Assista ao vídeo sobre o lançamento.</p>
<p><object width="640" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/SYzFyOmlI2Y&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/SYzFyOmlI2Y&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"></embed></object></p>
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		<title>Para Marina, livro-reportagem é como um &#8216;caleidoscópio de sua história&#8217;</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Aug 2010 20:09:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Marina</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A candidata à Presidência da República Marina Silva participou, neste domingo dia 8, do lançamento do livro &#8220;Marina &#8211; A Vida por uma Causa&#8221;, em Fortaleza, escrito pela jornalista Marília de Camargo César. &#8220;Eu queria lembrar, e vim pensando isso hoje, como é simbólico lançarmos esse livro aqui no Ceará porque é aqui que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A candidata à Presidência da República Marina Silva participou, neste domingo dia 8, do lançamento do livro &#8220;Marina &#8211; A Vida por uma Causa&#8221;, em Fortaleza, escrito pela jornalista Marília de Camargo César. &#8220;Eu queria lembrar, e vim pensando isso hoje, como é simbólico lançarmos esse livro aqui no Ceará porque é aqui que a história começa. É daqui que os pais da senadora saem para ir tentar uma  nova vida lá no Acre&#8221;, ressaltou a autora presente no evento.</p>
<p>Marina contou que a proposta para essa &#8220;reportagem biográfica&#8221; apareceu bem antes de sua candidatura à presidência, quando ainda estava no Ministério do Meio Ambiente.</p>
<p>&#8220;Foi uma experiência muito rica, viu Marília. Esse encontro co<a href="http://www.minhamarina.org.br/blog/wp-content/uploads/2010/08/cartaz.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4634" title="cartaz" src="http://www.minhamarina.org.br/blog/wp-content/uploads/2010/08/cartaz-209x300.jpg" alt="" width="209" height="300" /></a>m você, a forma como você lidou com tudo isso, de conversar comigo, com pessoas próximas, pessoas queridas e até mesmo com as pessoas que têm uma visão crítica sobre o meu trabalho, sobre quem eu sou. Acho que isso deu uma densidade para que se tenha esse caleidoscópio que vocês vão ter a oportunidade de ver&#8221;, afirmou a senadora se dizendo muito feliz com o lançamento da obra.</p>
<p>Para os jornalistas presentes, Marina contou a história de como foi tirar a foto que ilustra a capa do livro e lembrou da época em que concorreu ao cargo de deputada federal constituinte, no Acre. A presidenciável narrou a passagem em que, muitos anos depois dessa cantidatura, ao voltar em uma delegacia sindical, viu o cartaz amarelado em que aparece ao lado de Chico Mendes.</p>
<p>Ouça abaixo as falas da autora e de Marina sobre o livro e entenda a história da fotografia da capa.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=pt-br&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fmarina-silva%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fmarina-silva%2F&amp;user_id=46939238@N05&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="300" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=pt-br&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fmarina-silva%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fmarina-silva%2F&amp;user_id=46939238@N05&amp;jump_to="></embed></object></p>
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		<title>Guilherme Leal concilia excelência em gestão e ativismo socioambiental</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jun 2010 11:47:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marina</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>“Há pessoas que, arrebatadas pela proximidade do poder, entram na política arrombando a porta. Guilherme Leal é daquelas que pedem licença.” A metáfora é da senadora Marina Silva (AC) para definir o empresário escolhido por ela e pelo Partido Verde para ser o seu companheiro na chapa que disputará o Palácio do Planalto.</p>
<p>Copresidente licenciado do Conselho de Administração da Natura, principal empresa de cosméticos do país, Leal, 60, é neófito na política partidária (filiou-se ao PV em setembro de 2009) com uma trajetória que o tornou, nos últimos 30 anos, um dos principais agentes políticos no meio empresarial em defesa da cidadania.</p>
<p>Ao mesmo tempo em que dedicou seu esforço para a construção de uma empresa reconhecidamente inovadora e que preza pela qualidade de seus relacionamentos, o vice de Marina teve forte envolvimento com o movimento socioambiental brasileiro. Foi um dos fundadores do Instituto Ethos (hoje é membro de seu Conselho Deliberativo) e integrou o Conselho Deliberativo do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), como presidente, e o Conselho Consultivo da WWF Brasil.</p>
<p>Na década de 1980, integrou o Pensamento Nacional de Bases Empresariais (PNBE), núcleo criado para discutir novos caminhos para o setor e incentivar o surgimento de novas lideranças entre os empresários.</p>
<p>A preocupação de Leal com o tema da sustentabilidade e com o preparo de profissionais para atuarem numa nova economia o levou a incentivar a parceria entre a Natura e o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) para a constituição da Escas (Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade). Dedica-se também ao fortalecimento de seu Instituto Arapyaú para a Educação e o Desenvolvimento Sustentável.</p>
<p>Nos últimos anos, outro tema que tem sido alvo de suas inquietudes é o desenvolvimento do espaço urbano. Em 2007, ao lado de Oded Grajew, seu parceiro de Ethos, fundou o Movimento Nossa São Paulo. Constituído por 649 empresas, entidades empresariais e de trabalhadores e diversas outras organizações da sociedade civil, o Movimento se propõe a “transformar São Paulo em uma cidade segura, saudável, bonita, solidária e realmente democrática”.</p>
<p>Nascido em Santos, litoral paulista, em 22 de fevereiro de 1950, Guilherme Peirão Leal, obteve sucesso empresarial graças a muita batalha para ter acesso às oportunidades e ao seu esforço empreendedor.</p>
<p>“Sou filho de pais de classe média-média, meu pai era funcionário público, e eu vim de uma família que deu escola boa, mas… acabou o dinheiro. Quando era adolescente, com muito esforço, meu pai permitiu-me estudar no Colégio Rio Branco (São Paulo), uma escola privada de boa qualidade. Depois, eu tinha não só de entrar numa faculdade pública, gratuita, como tinha de me virar para trabalhar. Era o mais novo de quatro irmãos e vi que, se eles não conseguissem trabalhar, não iam sobreviver. Então comecei a trabalhar aos 17 anos, foi aí que decidi fazer Administração de Empresas na USP, à noite. Entrei na FEA (Faculdade de Economia e Administração) em 1969”, conta o empresário.</p>
<p>Antes de entrar na Natura, Leal ocupou uma das superintendências da Fepasa, empresa estatal de transporte ferroviário do Estado de São Paulo.</p>
<p>No final dos anos 1970, apesar de ter filhos pequenos, com o Fundo de Garantia recebido pela demissão da Fepasa e a venda de um pequeno terreno, decidiu investir na ampliação de uma pequena empresa de cosméticos, que veio a ser a Natura.</p>
<p>De acordo com ele, “foi uma experiência muito rica, dinâmica, inovadora. Lidar com o universo feminino para mim era absolutamente novo, lidar com cosmético, venda direta, distribuir para o Brasil inteiro. Colocar uma empresa de pé foi absolutamente desafiador. Tanto que, depois de oito anos, tive um infarto, aos 37”.</p>
<p>A visão de negócios de Leal, assim como a de seus sócios, Pedro Passos e Luiz Seabra, concilia crenças pessoais e comportamento empresarial ético. Por estar convencido de que o papel de uma empresa não se resume à geração de empregos e de impostos, defende que toda organização pode e deve contribuir para a transformação socioambiental, usando seu potencial para ajudar a construir uma sociedade mais justa, solidária e sustentável. Essa postura imprimiu uma forte identidade à Natura -reconhecida como referência em responsabilidade social corporativa e em inovação baseada na sustentabilidade- e tornou o vice de Marina Silva uma relevante liderança da sociedade civil do Brasil. O sucesso de seus negócios também o fizeram dono de uma das maiores fortunas do país.</p>
<p>O vice do PV é  casado pela segunda vez. Tem dois filhos do primeiro casamento. É ardoroso torcedor do Santos Futebol Clube.</p>
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		<title>Principal líder socioambiental no Brasil, Marina Silva é exemplo de superação</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jun 2010 11:35:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marina</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em quase 30 anos de vida pública, Marina Silva ganhou reconhecimento dentro e fora do país pela defesa da ética, da valorização dos recursos naturais e do desenvolvimento sustentável. Uma reputação construída em mandatos de vereadora, deputada estadual e senadora – eleita sempre com votações recordes – e no período em que esteve à frente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em quase 30 anos de vida pública, Marina Silva ganhou reconhecimento dentro e fora do país pela defesa da ética, da valorização dos recursos naturais e do desenvolvimento sustentável. Uma reputação construída em mandatos de vereadora, deputada estadual e senadora – eleita sempre com votações recordes – e no período em que esteve à frente do Ministério do Meio Ambiente, entre janeiro de 2003 e maio de 2008.  </p>
<p>Nos cinco anos e quatro meses no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a ser vista também como gestora competente. Na pasta, uma de suas conquistas foi o Plano de Ação para Prevenção e o Controle do Desmatamento da Amazônia Legal, que contou com o esforço integrado de 14 ministérios. Graças ao projeto, o ritmo de desmatamento da Amazônia caiu 57% em apenas três anos, passando de 27 mil km² para 11 mil km² ao ano. Mais de 1.500 empresas ilegais foram desmanteladas, com a prisão de 700 pessoas. A apreensão de madeira somou um milhão de metros cúbicos. </p>
<p>Iniciativas como essa aumentaram sua projeção internacional. No final de 2007, o jornal britânico “The Guardian” incluiu a então ministra entre as 50 pessoas que podem ajudar a salvar o planeta. </p>
<p><strong>Primeiros anos</strong></p>
<p>Maria Osmarina Marina Silva de Lima nasceu em 8 de fevereiro de 1958 em uma pequena comunidade chamada Breu Velho, no Seringal Bagaço, no Acre. Seus pais, nordestinos, tiveram 11 filhos, dos quais três morreram. A mãe morreu quando tinha apenas 15 anos. A vida no seringal era difícil. “Eu acordava sempre às 4h da manhã, cortava uns gravetos, pegava uns pedaços de seringuins, acendia o fogo, fazia o café e uma salada de banana perriá com ovo. Esse era o nosso café da manhã”, conta. </p>
<p>Na adolescência sonhava em ser freira. “Minha avó dizia: ‘Minha filha, freira não pode ser analfabeta’”, lembra. O desejo de aprender a ler passou então a acompanhá-la. Aos 16 anos, contraiu hepatite, a primeira das três que foi acometida. Seu histórico de saúde ainda inclui cinco malárias e uma leishmaniose. Essas fragilidades a levaram a Rio Branco em busca de tratamento médico. Aproveitou a oportunidade para também se dedicar à vida religiosa e, ao mesmo tempo, estudar. Obteve a permissão do pai e deixou a floresta. </p>
<p>Na capital acriana, para se sustentar, passou a trabalhar como empregada doméstica. Revia as lições durante as madrugadas. O progresso nos estudos foi rápido. Entre o período de Mobral, no qual aprendeu a ler e a escrever, até a formação em História transcorreram apenas dez anos. Sua formação foi complementada posteriormente com a pós-graduação em Psicopedagogia. </p>
<p>A vocação social se revelou quando deixava a adolescência. Marina se inscreveu em um curso de liderança rural e conheceu o líder seringueiro Chico Mendes. Passou a ter contato com as idéias da Teologia da Libertação e a participar das Comunidades Eclesiais de Base. Em 1984, ajudou a fundar a CUT (Central Única dos Trabalhadores) no Acre. Chico Mendes foi o primeiro coordenador da entidade e Marina a vice-coordenadora. </p>
<p><strong>Parlamento</strong></p>
<p>Filiada ao PT, Marina disputou seu primeiro cargo público em 1986, ao concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados. Ficou entre os cinco mais votados, mas o partido não atingiu o quociente eleitoral mínimo exigido. Os sucessos eleitorais de Marina começaram dois anos depois, ao se eleger vereadora, a mais votada de Rio Branco. Uma de suas primeiras manifestações foi devolver o dinheiro de gratificações, auxílio-moradia e outras mordomias que os demais vereadores recebiam sem questionamento. </p>
<p>Com atos como esse, atraiu a ira dos adversários políticos ao mesmo tempo em que obtinha um reconhecimento popular que se manifestou na eleição seguinte, em 1990, quando se tornou deputada estadual, novamente com votação recorde. Em 1994, aos 36 anos, chegou a Brasília como a senadora mais jovem da história da República. Foi reeleita em 2002, com votação quase três vezes superior à anterior.  </p>
<p>No Senado, foi a primeira voz a defender a importância de o governo assumir metas para redução das emissões de gases do efeito estufa. Em 2009, o Planalto anunciou, finalmente, a adoção dessas metas. Também cobrou do Executivo federal e do Congresso a inclusão da meta brasileira, com os percentuais para a redução das emissões de gases do efeito estufa até 2020, no Plano Nacional de Mudanças Climáticas, que seria aprovado e sancionado pelo presidente antes da realização da Conferência de Clima (COP15), em dezembro, em Copenhague. </p>
<p><strong>Ministério</strong></p>
<p>No Ministério do Meio Ambiente, Marina Silva trabalhou por políticas estruturantes baseadas em quatro diretrizes básicas: 1) maior participação e controle social; 2) fortalecimento do sistema nacional de meio ambiente; 3) transversalidade nas ações de governo; 4) promoção do desenvolvimento sustentável. </p>
<p>No governo do presidente Lula, Marina buscou transformar a questão ambiental em uma política de governo, que quebrasse o tradicional isolamento da área. Foi assim que o governo passou a exigir, nos projetos hidrelétricos a serem leiloados, a obtenção da licença prévia para que a viabilidade ambiental dos empreendimentos fosse avaliada antes da concessão para a exploração privada. Também baseado nessa diretriz, o ministério, por intermédio do Ibama, passou a ser ouvido prioritariamente antes da licitação dos blocos de petróleo. </p>
<p>Em 13 de maio de 2008, pediu demissão do ministério. Em carta ao presidente Lula, afirmou que deixava o cargo por conta das dificuldades que enfrentava dentro do governo. “Esta difícil decisão, Sr. Presidente, decorre das dificuldades que tenho enfrentado há algum tempo para dar prosseguimento à agenda ambiental federal”, afirmava Marina, que voltou para o Senado.</p>
<p>Em 19 de agosto do ano passado deixou o PT. Em comunicado ao partido, manifestou seu desacordo com uma “concepção do desenvolvimento centrada no crescimento material a qualquer custo, com ganhos exacerbados para poucos e resultados perversos para a maioria, ao custo, principalmente para os mais pobres, da destruição de recursos naturais e da qualidade de vida”. Onze dias depois, anunciou sua filiação ao PV. </p>
<p><strong>Pré-candidatura à Presidência</strong></p>
<p>Em 16 de maio deste ano, Marina lançou sua pré-candidatura à Presidência e anunciou o empresário Guilherme Leal como seu vice. Em seu discurso durante encontro do PV em Nova Iguaçu (RJ), a senadora disse esperar que o país saia da próxima eleição com um novo &#8220;acordo social&#8221;, que integre avanços dos governos passados e aponte para uma economia de baixo carbono. Lembrou conquistas dos governos Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, entre elas a estabilização econômica e a redução da pobreza.  </p>
<p><strong>Prêmios</strong></p>
<p>A lista de prêmios e reconhecimentos nacionais e internacionais mostra a expressão internacional conquistada pela senadora. Além de ser incluída na lista do jornal “The Guardian”, conquistou o “2007 Champions of the Earth&#8221;, o principal prêmio da ONU na área ambiental. Em outubro de 2008, recebeu das mãos do príncipe Philip da Inglaterra, no palácio de Saint James, em Londres, a medalha Duque de Edimburgo, em reconhecimento à sua trajetória e luta em defesa da Amazônia brasileira &#8211; o prêmio mais importante concedido pela Rede WWF. Em 2009, recebeu o prêmio Sophie da Sophie Foundation, concedido a pessoas e organizações que se destacam nas áreas ambientais e do desenvolvimento sustentável, em Oslo, Noruega. Também em 2009, recebeu da Fundação Príncipe Albert 2º de Mônaco o Prêmio sobre Mudança Climática (Climate Change Award), em reconhecimento à sua contribuição para projetos na área do meio ambiente, ações e iniciativas conduzidas sob a ótica do desenvolvimento sustentável.   </p>
<p>Casada, Marina Silva tem quatro filhos. Mesmo sem entender a regra de impedimento em um jogo de futebol, a candidata do PV se declara torcedora do Palmeiras.   </p>
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		<title>Luta por uma candidatura sustentável</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jun 2010 06:12:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marina</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com uma história marcada por superações improváveis, Marina tenta se firmar como alternativa política após romper com Lula e o PT Flávia Tavares &#8211; O Estado de S.Paulo Já no segundo mandato do presidente Lula e, portanto, em seu segundo termo como ministra do Meio Ambiente, Marina Silva se sentia constrangida em alguns eventos onde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com uma história marcada por superações improváveis, Marina tenta se firmar como alternativa política após romper com Lula e o PT</p>
<p>Flávia Tavares &#8211; O Estado de S.Paulo</p>
<p>Já no segundo mandato do presidente Lula e, portanto, em seu segundo termo como ministra do Meio Ambiente, Marina Silva se sentia constrangida em alguns eventos onde os participantes teimavam em gritar &#8220;Marina presidente&#8221;.</p>
<p>Em encontros com jovens ou em conferências de mulheres, com o chefe ao seu lado, a seringueira que virou empregada doméstica que virou professora de história e uma das ambientalistas mais respeitadas do mundo era convocada por quem a queria no posto mais alto de comando.</p>
<p>Irritada, Marina ordenou a seus assessores que impedissem esse tipo de manifestação. Esse papo de Presidência estava fora de cogitação. &#8220;Ela não demonstrava intenções do que faria depois que saísse do ministério e voltasse ao Senado&#8221;, lembra Bazileu Margarido, um de seus assessores mais próximos. &#8220;Marina dizia que, se pensasse no passo seguinte, deixaria de tomar as decisões corretas para tomar as convenientes.&#8221; A única certeza era de que não queria se perpetuar no Senado e ser uma congressista profissional.</p>
<p>Se os gritos de seus admiradores foram abafados, o desejo do Partido Verde (PV) de tê-la como titular na corrida presidencial seguiu pungente. O namoro foi esquentando conforme Marina perdia espaço na gestão do companheiro de 30 anos de PT. Depois de cinco anos no ministério, com movimentos que demandaram extrema força política, outras correntes do governo começaram a se sobrepor.</p>
<p>Influência. Em 2004, o Plano de Combate ao Desmatamento da Amazônia Legal foi possivelmente a maior vitória da gestão Marina. A queda no desmatamento foi de 57% nos primeiros três anos &#8211; um número que ela adora repetir. A influência da ministra era tanta no começo do governo Lula que o plano foi implantado a partir da articulação com 13 ministérios, coordenados pela Casa Civil de José Dirceu e, claro, por Marina.</p>
<p>Porém os Estados e as empresas que mais devastavam encontraram brechas na lei. Além disso, outro plano estava sendo construído, o PAC. A demora para liberar licenças do que seria o trunfo do segundo mandato de Lula foi isolando a ministra.</p>
<p>Quando, no final de 2007, dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostraram que o desmatamento voltava a crescer, o então governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, contestou as informações publicamente. O conflito entre os dois era latente, embora &#8220;sempre tenha sido respeitoso&#8221;, nas palavras de Maggi. &#8220;Marina sabia ser dura na defesa de seus argumentos, mas sabia refletir sobre posições contrárias às suas&#8221;, diz o agora candidato ao Senado. O fato é que, na época, Maggi ganhou o apoio de Lula. &#8220;Perguntada pelo Jornal Nacional, ela não recuou um milímetro&#8221;, lembra Bazileu.</p>
<p>O sinal definitivo de que seu espaço no governo havia se reduzido veio no lançamento do Plano Amazônia Sustentável, em 8 de maio de 2008. Pressionado, Lula anunciou, em uma reunião tensa com os governadores da Amazônia legal, que revisaria um decreto de 2007 que fechava o cerco ao desmatamento. Para completar, passou o comando do plano para o então ministro Mangabeira Unger, da Secretaria de Assuntos Estratégicos. Sem consultar Marina. Cinco dias depois, ela comunicava sua saída da pasta. &#8220;Ela nos disse que preferia um filho vivo no colo de outro a um filho morto em seu colo&#8221;, conta João Paulo Capobianco, seu braço direito no ministério.</p>
<p>Apesar da repercussão internacional do rompimento da ambientalista com o presidente, o PT não se constrangeu em continuar minando a senadora também no Congresso. &#8220;Seus projetos eram tirados da pauta, sem cerimônia&#8221;, diz Capobianco. O partido onde Marina havia iniciado sua atuação política com Chico Mendes, em 1985 (um ano antes eles fundaram a Central Única dos Trabalhadores do Acre), e pelo qual se elegeu a senadora mais jovem da história, com 36 anos, agora lhe virava as costas. E o PV a cortejava.</p>
<p>Dirigentes verdes prometeram a Marina, em meados de 2009, uma revisão do programa partidário e de seus quadros. Queriam que ela participasse do processo e fosse a candidata à Presidência em 2010. Mal sabiam que, decepcionada com o PT, ela planejava se afastar da política partidária ao completar o mandato de senadora. Queria voltar a lecionar no Acre.</p>
<p>Queria também criar o Instituto Democracia e Sustentabilidade, lançado na segunda-feira, nos moldes do Instituto Cidadania que Lula fundou antes de se eleger &#8211; apenas mais um ponto em comum com a trajetória do presidente a que serviu. &#8220;Em termos de história de vida, a verdadeira sucessora do Lula é ela&#8221;, acredita Capobianco.</p>
<p>Marina nasceu na colocação de seringa Breu Velho, a 70 quilômetros de Rio Branco. Aprendeu a ler aos 16 anos, no Mobral. Queria ser freira, virou professora. Não antes de se envolver com o sindicalismo, as Comunidades Eclesiais de Base e os movimentos sociais. Tem quatro filhos e está no segundo casamento. Sua vida foi pontuada por problemas de saúde, decorrentes de uma contaminação por metais. Não há como não pensar no sindicalista nordestino&#8230; Mas nenhum de seus assessores próximos ousa afirmar que, se não for eleita, essa será a primeira de muitas tentativas de Marina para chegar ao Planalto.</p>
<p>Passos. Ao ouvir a proposta do PV, a senadora optou por agir em três passos: primeiro, sairia do PT (o que ela considera, até hoje, a ação mais difícil de sua história). Saiu no dia 19 de agosto de 2009. Depois, se filiaria ao PV, o que aconteceu no dia 30 daquele mês. Por fim, pensaria na candidatura que tão veementemente refutava dois anos antes.</p>
<p>Decisões firmes podem não combinar com seu aspecto frágil e sua voz serena. Quando ministra, ela ia a reuniões sempre acompanhada de algum de seus assessores, o que lhe rendia a pecha de insegura sobre assuntos técnicos. &#8220;A Marina é muito firme, segura, mas reconhece que não sabe tudo. Ela diz que é a equipe que conseguir montar.&#8221; É assim que a pré-candidata vem lidando com a pressão de montar um programa de governo para o País. &#8220;Só sou grande porque me apoio no ombro de gigantes&#8221;, costuma dizer.</p>
<p>Publicado em 16 de maio de 2010</p>
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		<title>História de vida revista em BH</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Apr 2010 23:19:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marina</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nesta sexta, a Marina foi entrevistada durante o programa Rádio Viva da Rádio Itatiaia de Belo Horizonte. A primeira parte da conversa (1 a 6) tratou da vida e de momentos marcantes da trajetória da senadora. Na parte final (7 em diante), falou-se de temas relacionados a política em Minas e no Brasil. 1. Boas-vindas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.minhamarina.org.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/090420101933.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1395" title="No estúdio da Rádio Itatiaia" src="http://www.minhamarina.org.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/090420101933-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Nesta sexta, a Marina foi entrevistada durante o programa Rádio Viva da <a href="http://www.itatiaia.com.br/site/" target="_blank">Rádio Itatiaia</a> de Belo Horizonte. A primeira parte da conversa (1 a 6) tratou da vida e de momentos marcantes da trajetória da senadora. Na parte final (7 em diante), falou-se de temas relacionados a política em Minas e no Brasil.</p>
<p>1. Boas-vindas dos apresentadores do programa</p>
<p>2. Família, primeiros anos, alfabetização, perda da mãe, desejo de ser freira</p>
<p>3. Trabalho como doméstica, encontro com Chico Mendes, iniciação política, Teologia da Libertação</p>
<p>4. Saúde, tratamentos e cuidados</p>
<p>5. Desenganada pelo médico aos 16 anos, fé e ciência</p>
<p>6. Casamento, filhos, desejo de estudar, grupo de teatro, parto da primeira filha como indigente</p>
<p>7. Abertura do segundo bloco</p>
<p>8. Tragédia no Rio de Janeiro, causas e alternativas para prevenção de problemas ambientais</p>
<p>9. Chances de ser eleita, disputa de currículos, gerentes vs. estrategistas</p>
<p>10. De quem tira voto, visão patrimonialista da eleição, preconceitos, mulher presidente</p>
<p>11. Diferenças com Dilma e Serra, modelos de desenvolvimento</p>
<p>12. Saída do PT, influência da pré-candidatura do PV nas pré-candidaturas do PT e do PSDB</p>
<p>13. Em MG apoiará candidatura de Aécio Neves para o senado? Méritos de FHC e Lula</p>
<p>14. Guilherme Leal como vice, relação com vice presidente José de Alencar</p>
<p>15. Aborto</p>
<p>16. Aposentadoria, previdência, campanha limpa, agradecimentos</p>
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		<title>&#8220;Cada uma de nós tem dentro de si uma história&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 11:25:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Marina</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Assista a seguir a mensagem gravada pela Marina sobre o Dia Internacional da Mulher.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assista a seguir a mensagem gravada pela Marina sobre o <a href="http://www.minhamarina.org.br/blog/2010/03/8-de-marco/" target="_self">Dia Internacional da Mulher</a>.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/hl1lQs73We8&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/hl1lQs73We8&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>O discurso de Marina Silva é um ‘convite’ à reflexão</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 12:54:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Marina</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Candidata à presidência a bordo do minúsculo PV, Marina Silva injetou no debate sucessório o tema mais relevante já abordado até agora: a governabilidade. Marina diz que, se fosse eleita, promoveria um “realinhamento histórico”. Governaria &#8220;com os melhores do PSDB e os melhores do PT&#8221;. Para ela, &#8220;enquanto o PT e o PSDB não conversarem, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Candidata à presidência a bordo do minúsculo PV, Marina Silva injetou no debate sucessório o tema mais relevante já abordado até agora: a governabilidade.</p>
<p>Marina diz que, se fosse eleita, promoveria um “realinhamento histórico”. Governaria &#8220;com os melhores do PSDB e os melhores do PT&#8221;.</p>
<p>Para ela, &#8220;enquanto o PT e o PSDB não conversarem, vai ficar muito difícil assegurar uma governabilidade”.</p>
<p>Corta para o ano de 1978. Fervilhava uma atmosfera de abertura política, conduzida pelo general Ernesto Geisel.</p>
<p>Na região do ABC paulista, a cena sindical era sacudida por um líder irrequieto: Lula. Um Lula diferente do atual, sem engajamento partidário.</p>
<p>Esse Lula de então espantava os líderes políticos tradicionais com seus desafios às estruturas ideológicas convencionais.</p>
<p>Naquele mesmo ano, um professor universitário de verniz esquerdista foi convencido a disputar uma cadeira no Senado: Fernando Henrique Cardoso.</p>
<p>Deu-se numa reunião na casa do amigo José Gregori. Presentes, Francisco Weffort, Plínio de Arruda Sampaio e Almino Afonso, ex-ministro de João Goulart.</p>
<p>Após duas horas, FHC topou ir às urnas. Precisou da ajuda do amigo Flávio Bierrenbach para descobrir onde funcionava o MDB, partido ao qual se filiaria.</p>
<p>FHC obteve 1,27 milhão de votos. Não foi eleito. Mas tornou-se uma novidade da política. Na campanha, fora cortejado por artistas e intelectuais.</p>
<p>Melhor: o professor construíra uma ponte entre a academia e o universo sindical comandado por Lula.</p>
<p>A despeito da ojeriza que nutria por políticos, Lula atuara como cabo-eleitoral de FHC na porta das fábricas.</p>
<p>Um dos coordenadores de boca-de-urna de FHC era um estudante de pós-graduação de economia: Aloizio Mercadante.</p>
<p>Corta para 1992. Sob Fernando Collor, o Brasil se preparava para um plebiscito. O eleitor decidiria entre o presidencialismo e o parlamentarismo.</p>
<p>Lula foi ao apartamento de FHC, no bairro paulistano de Higienópolis. Presente, além do anfitrião, Tasso Jereissati, então presidente do PSDB.</p>
<p>A trinca pôs-se a discutir os rumos plebiscito que poderia converter o Brasil numa nação parlamentarista já em abril do ano seguinte.</p>
<p>Decidiu-se que Lula e Tasso correriam o país em defesa da causa parlamentarista. Iriam às universidades e aos sindicatos. Visitariam os donos de jornais.</p>
<p>Fizeram segredo da segunda parte do plano: as viagens serviriam para preparar o terreno da sucessão presidencial seguinte.</p>
<p>O PSDB apoiaria a candidatura de Lula. Indicaria o vice. Juntos, PT e PSDB negociariam o nome do primeiro-ministro. Lula e FHC pareciam, então, fadados a fazer política juntos.</p>
<p>Na memória de Lula, estava fresca a imagem do tucanato no seu palanque, no segundo turno da sucessão de 1989, que perdera para Collor.</p>
<p>Na cabeça de FHC, permaneciam intactos os ideais do professor de 1978, que animara o líder sindical a fazer campanha para ele nas fábricas.</p>
<p>Retorne-se a Marina Silva e à cena de 2010: “Devíamos ser capazes de estabelecer uma governabilidade básica, onde o PT e o PSDB digam: &#8216;Naquilo que é essencial para o Brasil, nós não vamos colocar em risco a governabilidade&#8217;. O Brasil é maior que essas picuinhas&#8221;.</p>
<p>Difícil ignorar a verdade escondida atrás das considerações da candidata do PV. Escravos das picuinhas, tucanos e petistas tornaram-se inimigos irreconciliáveis.</p>
<p>Somando-se os dois mandatos de FHC ao par de gestões de Lula, PSDB e PT governam o país há 16 anos.</p>
<p>Naquilo que realmente importa, a gestão da economia, Lula manteve o que FHC iniciara. Preservou-se a estabilidade que permitiu ao Brasil dar um salto.</p>
<p>Porém, a pretexto de assegurar a “governabilidade”, ambos ligaram-se ao que há de mais arcaico na política. Produziram escândalos em série.</p>
<p>Hoje, PSDB e PT dedicam-se a esfregar na cara um do outro as perversões que nutriram durante anos. Lula covida ao plebiscito: “Nós contra eles”.</p>
<p>Em artigo, FHC aceita o desafio. Mas parece mais empenhado em desqualificar a candidata oficial: “Boneca de ventríloquo”, “autoritária”, etc.</p>
<p>A julgar pelas pesquisas, o Brasil será presidido, a partir de 2011, por um tucano, José Serra. Ou por uma petista, Dilma Rousseff.</p>
<p>O “realinhamento histórico” de que fala Marina Silva tornou-se coisa utópica, irrealizável. Arma-se a continução da gincana de lama. Cedo ou tarde virá um novo mensalão.</p>
<p><em>Publicado originalmente no Blog do Josias de Souza, dia 27 de janeiro de 2010</em></p>
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