Marina Silva criticou neste domingo (29) a falta de discussões relevantes para o futuro do país nos programas eleitorais gratuitos dos outros candidatos à Presidência. A senadora se disse também preocupada com o “clima de já ganhou” que permeia algumas campanhas.
As afirmações foram feitas numa cafeteria na capital paulista, onde a presidenciável e seu vice, o empresário Guilherme Leal, se encontraram com colaboradores da plataforma de governo. A ideia foi fazer um balanço da campanha até o momento a partir da visão desses especialistas em saúde, educação, meio ambiente, economia e outras áreas.
“O programa eleitoral virou quase que uma continuidade de novela, só que não com a qualidade das novelas. Tudo está cor-de-rosa ou vai ficar azul, e nós estamos dizendo que há problemas que precisam ser debatidos, que é preciso ter um olhar para o Brasil real”, disse Marina.
Para dialogar com a sociedade e discutir os temas importantes do país, não se pode ter “essa ansiedade tóxica de fazer malabarismo para o eleitor”, explicou a presidenciável.
Ouça aqui as considerações de Marina aos jornalistas presentes ao encontro.
Nesta terça-feira (24), o candidato à Vice-Presidência pelo PV, Guilherme Leal, participa do debate Folha de S.Paulo/UOL entre os candidatos a vice-presidente.
O debate acontece entre 10h30 e 12h30, em São Paulo. O encontro será transmitido ao vivo pelos portais www.uol.com.br e www.folha.com.br.
Marina Silva anunciou em discurso na BM&FBovespa que pretende criar o Índice de Emissão de Gases de Efeito Estufa. O indicador permitirá avaliar a intensidade das emissões de CO² na economia brasileira e nos diversos setores que a compõem.
“É fundamental que tenhamos o indicador para que possamos qualificar nosso desempenho em termos econômicos”, afirmou a candidata do PV, que acionou a campainha para abrir o pregão desta quinta (19), ao lado de seu vice, o empresário Guilherme Leal. “O Brasil cresce. Em relação às emissões, vamos fazer o movimento inverso. Vamos reduzi-las”, disse a senadora.
O indicador será, na verdade, um conjunto de índices que poderão ser aplicados em escala nacional, regional ou local e servirão de referência para implementação de políticas públicas voltadas ao estímulo da economia de baixo carbono. Eles ajudarão também na promoção de produtos e serviços do Brasil no mercado global.
Marina anunciou também que o desenvolvimento do Índice de Emissão de Gases de Efeito Estufa será feito pela Agência Nacional de Clima. Caberá ao novo órgão a articulação de políticas de baixo carbono com diversos setores da sociedade, o monitoramento das emissões CO² e o estabelecimento de direitos de emissão.
A decisão de Marina é tomada em razão de o Brasil, apesar de já contar com uma meta de redução de emissões de gases de efeito estufa, necessitar de uma estratégia para promover a economia de baixo carbono. Objetivo especialmente importante pelo fato de o país ser, de acordo com especialistas, um dos que sentirão com mais intensidade os efeitos das mudanças climáticas, principalmente na agricultura, na geração de energia hidrelétrica e em áreas de risco, onde vive parcela significativa da população.
“A precificação do carbono nos produtos é uma realidade que já está posta no mundo inteiro. O Brasil só tem é que se antecipar, por uma visão estratégica, e não deixar, quando chegar lá na frente, de ter condições de alcançar as exigências que serão feitas”, afirmou em entrevista coletiva após a visita na Bovespa. “Precisamos criar um mecanismo de mais competitividade e um diferencial positivo para nossos produtos”, disse aos jornalistas.
Edemir Pinto, presidente da BM&FBovespa, defendeu em seu discurso uma ação governamental de estímulo à poupança popular e à participação dos brasileiros no capital das empresas. Segundo ele, “a trajetória de vida da senadora Marina Silva é a prova de que este é um país que pode oferecer oportunidades para pessoas que tenham ideais e lutem por eles”.
Marina afirmou que “o mercado de capitais é um instrumento poderoso de financiamento, menos oneroso para empresas poderem aproveitar de forma competitiva as oportunidades de investimento que se colocam”. A candidata lembrou também a importância do Novo Mercado na melhoria da governança corporativa no Brasil.
Veja como foi a visita de Marina e Guilherme Leal na BM&FBovespa e a caminhada que fizeram, depois, pelo centro de São Paulo.