Postado em 02/04/2010 por Marina | Categoria(s): Geral

Visita a Caruaru e uso de recurso público

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A edição da Folha de S.Paulo desta sexta-feira (2 de abril) traz a informação de que, durante visita à Feira de Artesanato de Caruaru (PE), a banda de pífanos que me recepcionou foi paga “com dinheiro da prefeitura” do município pernambucano.

Estive naquele ponto turístico no dia anterior e tive a oportunidade de ser homenageada por artesãos. O sr. Antonio da Silva, com toda a sua simpatia, me ofereceu a linda escultura feita por suas mãos. Também fui recebida com gentileza pelo sr. José Pereira, presidente da Fundação de Cultura de Caruaru, instituição que mantém aquele tradicional local.

O percurso que durou uns 30 minutos foi seguido por músicos regionais. Conversei com alguns deles. Eu e minha assessoria desconhecíamos que esses animadores frequentes da Feira estivessem sendo pagos pela Fundação, conforme seu presidente confirmou à Folha.

Assim que soube disso, busquei esclarecimentos com o PV de Caruaru. Se for confirmada a contratação da banda de pífanos com verba pública, minha orientação é que os dirigentes do partido façam o ressarcimento imediato à administração municipal da despesa feita inadvertidamente durante minha estada na cidade.

Antes que se firme qualquer juízo de valor indevido, é importante lembrar que a prefeitura está nas mãos do PDT, e o PV não participa desse governo.

Como tenho feito ao longo de minha vida política, reitero o princípio ético de que recursos públicos não podem nem devem favorecer interesses particulares.

Postado em 17/03/2010 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral

O perigo dos consensos ocos

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O ex-vice-presidente Al Gore, dos Estados Unidos, foi considerado “otimista” durante sua última entrevista para a Folha de São Paulo. Ele afirmava acreditar que a humanidade fará uma escolha coletiva de proteger o meio ambiente em nome das gerações que herdarão o planeta.

Gore concordou com o repórter acrescentando:

Muitos achavam que as mulheres nunca receberiam permissão para votar e participar de modo igualitário na sociedade. Nos séculos passados, muitos achavam que a escravidão era uma condição natural, que deveria ser tolerada.

Hoje vivemos em uma sociedade que corre o risco de se acomodar pelo cinismo dos consensos ocos.

Por exemplo: acreditamos que é importante acabar com a pobreza e educar a população, então, todos nos tornamos favoráveis a isso e podemos passar para outro assunto porque já estamos em acordo.

Mas não se discute o processo para fazer com que a educação seja melhorada ou para o problema da pobreza ser resolvido. Como se viabiliza os recursos para isso?

Utopias, como as citadas por Al Gore, criam uma espécie de desequilíbrio que nos dá a oportunidade para assimilar novas práticas, costumes, visões de mundo e pensamento. E, por isso, combatem o cinismo de quem é a favor de ideais apenas para não ser incomodado.

Postado em 03/03/2010 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral

Metas da educação

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O jornal Folha de São Paulo estampou hoje em sua capa a manchete: País cumpre só um terço das metas para educação. A notícia traz o resultado do relatório feito sob encomenda para o Ministério da Educação sobre as 294 metas do Plano Nacional de Educação.

Toda vez que metas não são cumpridas na área da educação, é como se pessoas, principalmente crianças e jovens, perdessem proporcionalmente, em termos de oportunidades, ter uma vida melhor. Isso geralmente chega aos jornais como meros percentuais, mas por trás desses números está talvez toda a chance que muitas pessoas têm de viver com dignidade.

O investimento adequado em educação é o que promove a maior inclusão social. Uma inclusão que é duradoura porque inicia um processo de mudança estrutural, de acúmulo de conhecimento, que é mantido de geração em geração. Ou seja, o investimento que o governo faz nessa área vale para quem recebe diretamente instrução e também para os filhos e futuros descendentes dessa pessoa. E esse conhecimento ainda tende a aumentar porque a família instruída busca mais instrução.

É um ciclo virtuoso: o núcleo familiar prospera e a sociedade também, como desdobramento dessa conquista.

O problema é que as respostas dos investimentos em educação só aparecem no longo prazo. Por isso, a definição de metas deve levar em conta esse tempo de maturação para que os resultados apareçam. E no caso do Plano Nacional de Educação, as metas foram colocadas dentro de um planejamento considerando investimentos e prazo.

É grave, portanto, que o desempenho medido pelo relatório seja tão baixo, sendo que o grande desafio do país – do ponto de vista social, cultural e econômico e diante das questões complexas colocadas no contexto de um mundo em crise e com escassez de recursos – é investir decisivamente em educação.