Postado em 05/04/2010 por Marina | Categoria(s): Geral

Fenômenos naturais, problemas artificiais

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Já estamos nos acostumando a ver todos os anos as imagens de tragédias relacionadas a chuvas e enchentes no Brasil e, no final, as prefeituras pagam a conta pelos gastos para atender as populações afetadas.

Já não podemos tratar essas chuvas e enchentes como sendo problemas naturais. Eles decorrem também do impacto dos seres humanos nos ecossistemas, talvez porque exista ocupação irregular na região ou porque o saneamento não foi feito ou porque os rios são assoreados, entre várias outras causas.

Todos os anos vemos famílias sendo desalojadas de suas casas, muitas perdas materiais e de vidas, e o que se faz é esperar o ano seguinte para ver tudo acontecer de novo.

Se essas enchentes acontecem recorrentemente e as causas não são apenas naturais, as prefeituras não podem arcar sozinhas com as despezas em ações de emergência. Os governos Estaduais e Federal devem apoiar os municípios para resolver questões dessa magnitude.

Sabemos que esses problemas causados pela utilização irresponsável do meio ambiente não podem ser controlados a curto ou médio prazos, de modo que nós já deveríamos ter investimentos voltados para o atendimento dessas populações vulneráveis.

É preciso, por exemplo, termos planos e sistemas de alerta para avisar moradores sobre a iminência de enchentes. Os treinamentos para atender essas situações devem, ainda, extrapolar o treinamento clássico dado pela Defesa Civil e pelo Corpo de Bombeiros, para capacitar a população sobre como agir nessas situações.

Postado em 30/03/2010 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral

Um novo desenvolvimento para o Nordeste

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Estou em viagem pelo Nordeste brasileiro, uma região que sempre é vista como um lugar de grande desigualdade social.  Acredita-se que esses problemas não serão resolvidos por processos espontâneos, e sim, por uma forte indução do poder público.

Ainda temos um grande números de analfabetos no Nordeste. Um professor nordestino ganha 30% menos que a média nacional. Sem falarmos no agravamento dessas mazelas diante dos problemas específicos das regiões atingidas pelo semi-árido. Portanto, a pobreza é muito maior.

Pensar o desenvolvimento socioeconômico do Nordeste é pensar a superação dessas desigualdades. Com certeza o poder público – tanto o federal, quanto o estadual e municipal – tem um papel fundamental. Mas, não podemos resumir a dinâmica de desenvolvimento apenas com a ação do Estado. É fundamental que tenhamos em mente que toda e qualquer superação se dará também com uma forte parceria.  Uma sinergia de investimentos públicos e privados.

Nos últimos anos, tivemos um aumento significativo dos investimentos privados no Nordeste. Saímos de cerca de R$ 300 milhões para cerca de R$ 3 bilhões de investimento privado.  Temos a expectativa dos investimentos do PAC, e aí, temos que ter o cuidado de ver o que é anunciado e o que realmente se faz, de R$ 80,4 bilhões.  Sabemos que entre o anunciado e o realizado há uma distância muito grande.  A cada PAC anunciado tem obras que estão sendo sobrepostas.

Não podemos pensar em soluções no velho paradigma do “crescimento pelo crescimentoâ€. Precisamos de um desenvolvimento que signifique melhoria de vida das pessoas: mais moradia, saneamento, saúde e educação. Uma educação que seja capaz de treinar e capacitar o nosso jovem para o primeiro emprego e para a universidade.

Quando pensamos desenvolvimento dessas regiões mais carentes, obviamente, temos que pensar dessa maneira.

Postado em 20/03/2010 por Marina | Categoria(s): Geral

As candidaturas estaduais do PV

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Nesta visita a Mato Grosso, fui muito questionada sobre a orientação do Partido Verde para a composição das chapas aos governos estaduais.

A regra geral é que se tenha candidatura própria em todos os Estados da União. Já temos candidatos no Rio, na Bahia, no Rio Grande do Sul, em Minas Gerais e em Pernambuco. No Acre, já estava decidido o apoio ao candidato do PT, Tião Viana.

Queremos palanques fortes para o projeto nacional e, para isso, dirigentes locais estão debatendo as possibilidades com a coordenação nacional.

Estamos abertos para diálogos com todos os partidos, desde que isso não prejudique duas coisas: a nossa visão programática no que concerne ao desenvolvimento sustentável e também o projeto nacional do PV se posicionando como alternativa para o país que saia dessa polarização plebicitária que está sendo colocadas pelo PT e pelo PSDB.