Postado em 29/07/2010 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral

‘É possível ter serviço público de qualidade’, diz Marina

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Marina Silva visitou Bauru, em São Paulo, nesta quinta-feira (26). A candidata cumpriu uma agenda extensa. Pela manhã se encontrou com lideranças religiosas da cidade, à tarde visitou o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da USP – conhecido como Centrinho – e inaugurou uma Casa de Marina. À noite fez seu primeiro comício no Estado.

Centrinho

Ao lado de Eduardo Jorge, um dos colaboradores para a área de saúde pública nas Diretrizes para o Plano de Governo do PV, Marina Silva conheceu o hospital que é referência na reabilitação de anomalias craniofaciais. “Queremos dar evidências de boas políticas públicas”, disse.

Eduardo Jorge lembrou que nenhum candidato irá se opor à universalização da assistência médica, porém Marina tem um “compromisso afetivo e pessoal†com o setor por conta de sua vivência para além do compromisso teórico ou político.

“É preciso estudar biologia, é preciso estudar anatomia, mas é preciso sentir a solidariedade. Nenhum profissional da saúde é perfeito se ele tão tiver no seu coração o sentimento de solidariedadeâ€, disse o médico sanitarista, que propôs um serviço social de prestado por recém-formados na área médica.

Casa de Marina

No início da tarde, Marina visitou o casal Camila e Rodrigo Sugayama para inaugurar mais um comitê domiciliar, desta vez um “Apartamento de Marinaâ€.

Depois disso, concedeu entrevista coletiva.

Ouça a primeira parte

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Postado em 27/07/2010 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral

Diretrizes de Marina incorporam sugestões da sociedade

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Integrantes da equipe de colaboradores das Diretrizes do Programa de Governo de Marina Silva receberam a imprensa nesta terça-feira (27) para apresentar o resultado das novas colaborações recebidas desde a primeira divulgação do documento, em 10 de junho. Trata-se de um processo aberto de discussão em que os compromissos de governo são aprofundados e detalhados. “Não me julgo trazendo soluçõesâ€, disse Marina, “mas convidando a sociedade brasileira a se pensarâ€.

Ao grupo de 70 especialistas que começaram a compor as diretrizes juntou-se, entre 10 de junho e 25 de julho, mais 22 especialistas. Nesse período foram recebidas 980 colaborações de 180 pessoas por meio da internet.

Para José Eli da Veiga, um dos coordenadores da parte econômica das diretrizes, o programa avança na defesa da sustentabilidade. Segundo o professor da USP, o conceito vem sendo entendido em sentido negativo, como o conjunto de coisas que devemos deixar de fazer para não comprometer o mundo das gerações futuras. É preciso mudar. “Temos que fazer hoje coisas que vão ser importantes para as gerações futurasâ€.

Ricardo Paes de Barros, pesquisador do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), falou da necessidade, contemplada pelas diretrizes, de avançar em relação aos programas de simples transferência de renda, como o Bolsa Família. Além de renda, disse Ricardo, as diretrizes prevêem um amplo leque de opções a ser colocado à disposição das famílias pobres. Convidou os ouvintes a imaginar “o que será feito por meninas e meninos que tiverem um amplo leque de oportunidades e não as poucas oportunidades que Marina teve e aproveitou tão bemâ€.

A característica de ser uma plataforma que envolve a discussão real com a sociedade torna as diretrizes de Marina Silva diferente dos programas dos outros candidatos, segundo Alfredo Sirkis, vice-presidente nacional do PV. “Não é um programa feito por marqueteiros com base em pesquisas que identificam aquilo que o eleitor quer ouvirâ€, disse Sirkis.

Colaborador na área de saúde, o secretário municipal do Meio Ambiente de São Paulo, Eduardo Jorge, ressaltou a concepção centrada no ser humano que marca as diretrizes. Com esse princípio em mente, as diretrizes propõem uma visão para a saúde que foca a atenção na saúde básica, comprometendo-se com a aplicação dos recursos destinados à saúde previstos pela Constituição, mas que os governos se negam a regulamentar e a aplicar, e com uma concepção intersetorial para a saúde. “A saúde sozinha não resolveâ€, disse Eduardo Jorge. “É preciso pensar ao mesmo tempo a questão educacional, a questão ambiental, a questão socialâ€.

“Inventemos um futuro que não se pareça com nenhum passadoâ€, propôs o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro. E, sobretudo, que não faça de novo a Revolução Industrial, observou Antonio Donato Nobre, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, com a exploração e poluição do século 19, como se está fazendo na China. Para isso, as diretrizes propõe uma “educação para o século 21â€, disse Neca Setúbal, colaboradora das diretrizes para a área da educação. Segundo Neca, as diretrizes põem a educação “como um pilar da sociedade sustentávelâ€.

O candidato a vice-presidente, Guilherme Leal, insistiu na característica de processo aberto que a construção das diretrizes representam. “Todo processo contém em si mesmo a possibilidade de um avançoâ€, disse. Esse processo, consolidado nas diretrizes, revela “a importância de pensar sobre o Brasil que gostaríamos de serâ€.

Veja aqui a íntegra da fala de Marina Silva no evento de apresentação das Diretrizes para o Programa de Governo acrescidas de novas colaborações.

Postado em 20/07/2010 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral

Eduardo Jorge é o verdadeiro autor da lei dos genéricos

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A polêmica entre os candidatos a presidente José Serra (PSDB) e Dilma Roussef  (PT) sobre a paternidade dos medicamentos genéricos no Brasil esconde o verdadeiro autor da lei: Eduardo Jorge, secretário do Verde e do Meio Ambiente do município de  São Paulo e colaborador do programa de governo de Marina Silva.

A discussão começou em 1991, quando Eduardo Jorge, então deputado federal, propôs um projeto de lei sobre o assunto que teve o também deputado Fábio Feldmann (hoje candidato ao governo paulista pelo PV) como relator. A forte oposição ao projeto impediu que a matéria fosse votada.

Em 1993, o então ministro da Saúde Jamil Haddad baixou um decreto que abriria caminho para a criação dos genéricos, mas a iniciativa não teve sucesso. Eduardo Jorge voltou à carga em 1999, quando Serra era ministro da Saúde. “Negociamos um substitutivo mais moderado do que meu projeto original e tivemos a aprovação da Lei 9787/99â€, diz Eduardo Jorge. “Assim muitos ajudaram, porém o autor da lei sou eu mesmoâ€.