O Plenário do Senado esteve lotado na manhã desta terça-feira (9) para comemorar, em sessão solene do Congresso, o Dia Internacional da Mulher e premiar as vencedoras do Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz.
Além do presidente do Senado, José Sarney, fizeram parte da mesa o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer; a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff; a ministra da Secretaria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres, Nilcéa Freire; o presidente do Conselho do Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz, senador Marco Maciel (DEM-PE), e as coordenadoras das bancadas femininas na Câmara e no Senado, deputada Alice Portugal e senadora Serys Slhessarenko (PT-MT)
As premiadas foram Leci Brandão, Maria Augusta Tibiriça Miranda, Cleuza Pereira do Nacimento, Andréa Maciel Pachá, Clara Perelberg Steinberg e Maria Lygia de Borges Garcia (homenagem especial) e Fani Lerner (in memoriam), representada pela sua filha, Ilana Lerner.
Em pronunciamento no Plenário do Senado, a senadora Marina Silva afirmou que a possibilidade de ter uma mulher na Presidência da República após 500 anos de história é uma conquista das mulheres mas também da sociedade brasileira. A senadora ainda alertou para o cuidado que se deve ter para as conquistas não fazerem desaparecer os desafios que ainda precisam ser superados e completou:
Quando falamos dos direitos das mulheres, às vezes parece ser o direito de uma parte da sociedade. … O direito das mulheres é também o direito dos homens; o direito dos homens é, também, o direito das mulheres, porque nós não somos uma civilização que tem de se perceber cindida. Ela não precisa se perceber cindida, basta se perceber diversa.
Marina terminou o pronunciamento recitando o poema de sua autoria “De Marias, Amélias e Madalenas”:
No sofrimento somos Maria,
Mãe de um Deus crucificado.
Marias, sem alegria.
Dor sem futuro ou passado.
Na renúncia somos Amélia,
de uma triste verdade.
Amélias sem sonho,
desejo ou vontade.
No preconceito, Madalena,
nas praças apedrejada.
Madalenas: ao pecado
e à culpa predestinadas.
Só no amor temos os nomes
e as formas de nossa estima;
Velha mãe, jovem formosa
e, eternamente, menina.
