Um estudo recente da Organização Mundial da Saúde demonstrou que os garçons que trabalham em estabelecimentos comerciais onde é permitido o fumo respiram o correspondente a 10 cigarros por dia. Esse é apenas um dos muitos problemas de saúde provocados pelo tabaco com a anuência das leis brasileiras vigentes.
Ontem demos um passo importante para mudar essa situação. Apesar do lobby fortÃssimo da indústria do tabaco, a Comissão de Constituição e Justiça aprovou, por 6 votos contra 3, um projeto de lei do senador Tião Viana para proibir o fumo em locais coletivos fechados. Eles conseguiram adiar essa votação por um ano, mas, graças a uma articulação de senadores de diferentes partidos, ela aconteceu.
O projeto de lei agora será apreciado pela Comissão de Assuntos Sociais para, se tudo der certo, ser enviada ao plenário do Senado nos próximos meses. Só então ela será votada. Deixo aqui o meu compromisso de acompanhar de perto o trâmite e fazer o possÃvel para o projeto ser aprovado.
Um dos motivos para o projeto ter sido votado ontem é que os especialistas do Inca, o Instituto Nacional do Câncer, abraçaram a causa e foram incansáveis na tarefa de explicar e esclarecer os parlamentares sobre as consequências do consumo do tabaco. Aqueles que defendem os interesses dessa indústria foram submetidos ao constrangimento ético de ver as consequências das escolhas que estão fazendo.
Essa é uma disputa de toda a sociedade e se você se manifestar, procurar os seus representantes eleitos, mandar um email para ele, e conversar sobre esse assunto com os seus amigos e familiares, vamos continuar produzindo esse constrangimento. Esse é um esforço que, neste instante, poderá fazer a diferença para a saúde dos brasileiros.