Um dos editoriais da edição deste domingo (28) do Estadão alerta para o problema do mau uso da água no planeta e, particularmente, no Brasil. A situação é grave. Muitos talvez não saibam, por exemplo, que apenas metade dos domÃcÃlios no Brasil estão ligados a redes de esgoto e que só 20% do esgoto recebe tratamento.
No caso da gestão das águas no Brasil, nós já temos uma lei considerada muito boa e que se convencionou chamar de “Lei das Ãguas”. Ela estabelece uma gestão compartilhada dos recursos hÃdricos relacionando as competência da União e dos Estados.
Temos também o Plano Nacional de Recursos HÃdricos, que segue a mesma lógica: aponta as polÃticas públicas que precisam ser desenvolvidas no âmbito do paÃs. E, de forma independente, vários Estados também desenvolveram os seus planos.
Moral da história: temos uma boa lei, também planos competentes para a gestão dos recursos hÃdricos em nÃvel federal. Então, atualmente, temos dois problemas: a legistação é pouco implementada e o volume de investimento está muito aquém do necessário.
Além disso, falta ainda a compreensão de que uma resposta técnica fragmentada para a questão da água não é suficiente. Saneamento básico é importante, mas também é importante preservar a mata ciliar das regiões das nascentes e estabelecer práticas agrÃcola que ajudem a preservar e não a degradar o ambiente, assim como incluir no processo decisório as comunidades próximas e os demais usuários das águas.