Postado em 20/02/2010 por Equipe Marina | Categoria(s): Eco

Entrevista do cientista político André Singer para a BBC Brasil

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BBC Brasil – E qual deve ser o peso do possível candidato Ciro Gomes (PSB) e da candidata Marina Silva (PV) nessa disputa?

Singer – Ciro Gomes já foi candidato por duas vezes, e ele tem, nessas candidaturas, uma trajetória bem coerente.

Ele está procurando ocupar um espaço de centro-esquerda, que era o espaço original do PSDB e que o PSDB abandonou quando fez uma aliança à direita com o então PFL, hoje Democratas, e uma política mais conservadora.

Nesse sentido, ele (Ciro Gomes) tem razão quando diz que disputa também com o candidato do PSDB, que ele pode tirar votos do candidato do PSDB.

Ao mesmo tempo, como o PT se deslocou em direção ao centro, o PT também passou a disputar esse espaço, a partir de 2002. Então, eu diria que ele (Ciro) tira votos de um e de outro.

Já a candidatura Marina é um pouco diferente. Ela é uma candidatura nova, que tem, a meu ver, um potencial de atrair setores de classe média, sobretudo universitários, que têm muita simpatia pela causa ambientalista.

Ela, de fato, será a primeira candidatura que os cientistas políticos chamam de pós-materialista, porque ela vai tentar sair um pouco da agenda principal, que é a questão da distribuição da renda.

Como eu acho que o Brasil ainda é um país em que a questão da distribuição de renda está muito presente, eu não acredito que ela tenha possibilidade de passar muito de 10% dos votos. Mas esses 10% seriam já uma votação muito significativa e podem ser o fiel da balança.

Leia o texto integral aqui.

Postado em 20/02/2010 por Equipe Marina | Categoria(s): Eco

Marina Silva diz que é urgente implantar a política nacional de mudanças climáticas

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Preocupada com o aumento do número de desastres climáticos causadores de perdas humanas e econômicas, a senadora Marina Silva (PT-AC) disse que é urgente a implementação da lei que institui a política nacional de mudanças climáticas (Lei 12.187/2009), especialmente no que diz respeito às ações de adaptação aos efeitos nocivos do aquecimento global. Em seu discurso nesta sexta-feira (19) no Plenário, Marina citou uma série de estudos nacionais e estrangeiros que comprovam o aumento no número de doenças e de outros problemas na produção de alimentos em função das alterações de clima da Terra.

A senadora explicou que essa “crise ambiental global”, como denominam os cientistas, tem consequências para diferentes setores da vida na sociedade.

- O custo de não encararmos com a devida urgência e prioridade essa questão aumentará enormemente o sofrimento das pessoas e os custos para a sociedade – afirmou Marina Silva, observando que, no Brasil, os efeitos negativos são mais claros na questão da saúde pública.

A senadora explicou que isso acontece porque com a mudança climática, que provoca invernos mais quentes, há maior proliferação de insetos transmissores de doenças como a dengue e a malária. Ela lembrou que as enchentes também aumentam o número de enfermidades transmitidas por meio da água contaminada, como a diarreia e a leptospirose. As doenças, por sua vez, continuou Marina Silva, acabam gerando mais despesas com ações de defesa civil, com o sistema de saúde e de assistência social.

Já em relação aos alimentos, a senadora contou que o aquecimento da Terra provoca queda na produção agrícola e falta de trabalho, particularmente nas regiões mais carentes, como o semiárido nordestino. Por isso, ela defendeu que os governantes adotem medidas de adaptação para essas mudanças, como a construção de cisternas de armazenamento de água e o desenvolvimento de culturas mais resistentes à seca para enfrentar as alterações do clima.

Marina Silva atentou ainda para outras dificuldades que podem advir com as mudanças climáticas, que têm provocado no Brasil fortes estiagens, bem como enchentes. No caso das primeiras, observou, o suprimento de geração de energia elétrica pode ser prejudicado. Já as enchentes, disse ela, agravam ainda mais os problemas ambientais que o país já tem, como a devastação e o assoreamento dos rios, o desmatamento e os deslizamentos de áreas ocupadas irregularmente.

Ao comunicar que irá apresentar na semana que vem requerimento para a realização de uma série de audiências públicas no Senado, destinadas a discutir o problema com a sociedade, a senadora criticou a inação do governo federal diante da questão.

- Mesmo diante de tão preocupantes fatos e desastres naturais, ainda não vemos nenhuma autoridade do governo federal se dispondo a iniciar esse processo de formulação de uma estratégia nacional de adaptação – lamentou a senadora.

Publicado originalmente pela Agência Senado.

Postado em 16/02/2010 por Equipe Marina | Categoria(s): Eco

No Rio, Letícia Spiller defende candidatura de Marina Silva

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Poucos minutos antes de entrar na Sapucaí pela União da Ilha, Letícia Spiller não deixou a seriedade de lado e comentou sobre a política nacional. “Para mudar alguma coisa temos de sair da dobradinha ‘PT-PSDB’. Acho que a cabeça tinha de ser verde”, referindo-se a pré-candidata do Partido Verde, Marina Silva.

Ela ainda parafraseou Dom Quixote e disse que “mais vale uma sabia loucura, que uma sanidade idiota”. Para Letícia, o País vive essa sanidade ao colocar o lixo para baixo do tapete e precisa de um governante corajoso o suficiente para mudar isso.

A atriz é uma das personagens principais da história que a escola carioca, a primeira a se apresentar nesta noite, contará na avenida. Letícia representará Dulcinéia, de Dom Quixote de La Mancha, enredo da agremiação neste ano.

Publicado originalmente no portal Terra no dia 14 de fevereiro de 2010 • 20h50 • atualizado às 21h17. Por Fabiana Leal, direto do Rio de Janeiro