Postado em 25/05/2012 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral

Vetos não corrigem retrocessos no Código Florestal

9 Comentários


O objetivo central dos vetos parciais ao projeto de lei do Código Florestal anunciados pelo governo na coletiva de hoje, é recompor a proposta do Senado. Mas o texto que saiu de lá foi amplamente rejeitado pela sociedade brasileira devido aos inaceitáveis retrocessos que continha.

Por essa razão, o Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável e de diferentes e amplos setores da sociedade brasileira pediu à Presidente Dilma que o vetasse integralmente. Infelizmente, ela não agiu assim.

Ao assumir publicamente esse objetivo, somos levados a acreditar que a Presidente Dilma não manteve o seu compromisso, assumido na campanha eleitoral, de vetar qualquer lei que reduzisse a proteção das florestas e anistiasse desmatadores ilegais. A promessa era: “Sobre o Código Florestal, expresso meu acordo com o veto a propostas que reduzam áreas de reserva legal e preservação permanente, embora seja necessário inovar em relação à legislação em vigor. Somos totalmente favoráveis ao veto à anistia para desmatadores.”

Dos 84 artigos, 12 foram vetados. Outros 72, com graves retrocessos à proteção das florestas, foram mantidos.

Infelizmente, a falta de transparência e a não divulgação dos vetos e das modificações impede que a sociedade possa já fazer uma análise técnica do alcance do veto parcial.

Veja a nota do Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável

Comentários

  1. Fábio Pacheco
    05/06/2012

    A análise deve ser qualitativa e não quantitativa.
    Criticar por criticar, a VEJA já faz isso.
    Dizer que é retrocesso e coisa e tal é o que não falta ser dito por pessoas que entendem “tudo” nas redes sociais por aí.

    12 foram vetados, outros trinta e tantos foram modificados.

    Ta aí, o que é que foi vetado. O que é que foi modificado. O que é que passou.

    Disso ninguém fala. Pro bem ou pro mau, nenhum dos lados se põe a críticar com coerência o novo código florestal. Ambientalistas reclamam. Ruralistas reclamam. Estou vendo mais oportunismo em críticar a presidenta e enfraquecer sua popularidade do que uma verdadeira luta por suas crenças.

    Vou ter que esperar sair em um jornal sério como o Le Monde Diplomatique Brasil, porque infelizmente o que eu ando vendo por aí é promoção política mesmo…

  2. Lafaiete
    28/05/2012

    Um Código Florestal para ser cumprido exige outras mudanças necessárias:

    A SOLUÇÃO PARA O BRASIL ESTÁ, BASICAMENTE, ATRELADA À EDUCAÇÃO.

    É PRECISO INVESTIR CERCA DE 15% DO PIB NO ORÇAMENTO DA EDUCAÇÃO, OFERECENDO ESCOLA COM TEMPO INTEGRAL ÀS NOSSAS CRIANÇAS:

    CAFÉ, ALMOÇO, JANTA, ESPORTE, CULTURA, TRANSPORTE, NAS CIDADES E NO CAMPO. AS FORÇAS ARMADAS, A IGREJA E OUTRAS ORGANIZAÇÕES PODEM E DEVEM, INCLUSIVE, PARTICIPAR DESSA GRANDE MOBILIZAÇÃO NACIONAL.

    SEM CRIANÇAS NAS RUAS, TODAS NA ESCOLA, O TRÁFICO PERDE SUA GRANDE FONTE DE RECRUTAMENTO.

    COM UMA MEDIDA DESSE PORTE SÃO BENEFICIADAS A SEGURANÇA E A SAÚDE.

    CRIANÇA ALIMENTADA É SINÔNIMO DE SAÚDE PARA ELA E SEUS PAIS. O PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA PERDE SENTIDO, PODE SER INCLUSO NESSE PROGRAMA.

    GRANDE PARTE DESSE INVESTIMENTO PODE VIR; INICIALMENTE, DENTRE OUTRAS ORIGENS; DA DÍVIDA PÚBLICA, NEGOCIANDO COM A ÁREA FINANCEIRA. ELA TEM QUE ENTENDER QUE É PARA O BEM DE TODOS.

    ISSO É UMA REVOLUÇÃO PACÍFICA! MUDA TUDO QUE SE TEM AÍ. FORA DISSO, NADA MUDA! É A PERPETUACÃO DA MISÉRIA, DO MEDO ETC.

  3. Lafaiete
    28/05/2012

    Para repensar tudo que está ocorrendo:

    Como ter um código florestal que garanta o avanço econômico com sustentabilidade?

    Como podemos sair desse marasmo na educação, investindo pelo menos 15% do PIB?

    Estamos atentos, que sem esse patamar de investimento o Brasil continuará sendo,apenas,esse grande país tropical?

    Já se pensou nessas transformações sendo realizadas pelos partidos atuais; se por algum outro interesse comprassem essa idéia?

    Temos pessoas dignas, honestas e esclarecidas que possam, com muita dureza, encampar o dever de mudar esse estado de coisas, ao lado do nosso povo que protesta, sofre, devido a tudo isso que se vê?

    Qual o caminho a ser trilhado?

  4. Marco Esch
    27/05/2012

    Olá Marina, obrigado por vc sempre encabeçar lutas tão grandes, que o povo em geral, às vzs nem toma conhecimento. Sou de ONG Ambiental tbm e sei como é difícil lutar pelo meio-ambiente. Acabo de gravar e lançarei em julho, um CD de Bossa Nova Cristã num formato inédito no país. Mas peço q vc dê uma atenção para a música ambiental VERDES SINAIS que está no YOU TUBE NO LINK: http://www.youtube.com/watch?v=pdeAxaxlv94
    pEÇO Q VC POSSA ME AJUDAR A DIVULGAR ESSA MÚSICA EM ESPECIAL, mas se quiser divulgar o CD como um todo agradeço tbm.

    A Paz pastora!

    Bjs.

  5. Marina pelo amor de Deus o que podemos fazer nos diga…. vamos mobilizar o país, preparar o povo para uma Comoção Nacional em prol da Amazonia e nossa Mata Atlantica…algo tem que ser feito.

  6. MARINA NÃO PARE DE LUTAR PELA NOSSA FLORESTA

    VC É A VOZ DO POVO

    LUTE ATE O FIM

  7. Felipe Iani
    26/05/2012

    Infelizmente a falta de trasnparencia governamental ainda é um dos maiores problemas da nossa democracia.

  8. Virgínio Beltrami
    26/05/2012

    É importante se destacar que o veto pode ser derrubado novamente pelo congresso.
    Este é o nosso processo decisório democrático.
    Me parece que ao decidir por manter a proposta aprovada no Senado, a presidenta Dilma procura cobrar o acordo estabelecido anteriormente e quebrado na Câmara dos Deputados.
    É claro que esta situação não resolve a divergência gritante existente no Código Florestal, mas é também evidente que a presidenta usa de uma estratégica tática compreensível diante do perfil do Congresso Nacional e das perspectivas reais do momento.

  9. Acho que a Presidente agiu com cautela em relação ao codigo florestal. Parece que as partes mais prejudiciais do projeto foi vetado e ela não quiz radicalizar pensando nas negociações com o congresso.

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Postado em 25/05/2012