A partir de uma reunião realizada na semana passada na sede da OAB Nacional, reunindo CNBB, SOS Florestas, CONIC, Fórum de ex-Ministros de Meio Ambieinte decidimos nos unir no esforço de assegurar a manutenção de uma legislação florestal condizente com o desenvolvimento sustentável do Brasil.
Desta forma, convidamos instituições e cidadãos comprometidos com o futuro sustentável do País para o lançamento do Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável.
Data: Terça-feira, dia 7 de junho
Hora: 9h30
Local: Auditório Sede da OAB – SAS Quadra 5 – Lote 1 – Bloco M – Brasília – DF
Integram o Comitê, até o momento, as seguintes Instituições:
· Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
· Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)
· Central Únicas dos Trabalhadores (CUT)
. Associação Brasileira de Imprensa (ABI)
· Fórum de ex-ministros de meio ambiente
· Movimento SOS Florestas, composto pelas entidades Greenpeace, Instituto Socioambiental (ISA), Apremavi, Imaflora, Instituto Centro de Vida (ICV), Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e WWF-Brasil.
· Via Campesina
· Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf)
· Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social
· Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC)
· Associação Brasileira das ONGs (ABONG)
· Rede de Juventude Pelo Meio Ambiente (REJUMA)
· Movimento Amazônia para Sempre
· Movimento Humanos Direitos
29/06/2011
Preciso saber para onde enviar (endereço ou email) as assinaturas arrecadadas em prol da campanha Um Milhão contra a Devastação, desde já agradeço pela atenção.
29/06/2011
Olá, Alan.
Enviamos um e-ail com a informação.
Att.
Equipe Marina
12/06/2011
Preciso falar com a Marina ou alguém de sua assessoria sobre a fundação do novo partido, favor enviar-me algum numero de telefone ou e-mail.
11/06/2011
O Partido da Transformação Social apoia a luta contra o desmatamento.
11/06/2011
Código funciona e degradação atinge apenas 18% das APPs
Estudo sobre a adequação das propriedades rurais brasileiras à legislação ambiental mostra um porcentual pequeno – 18% – de degradação da vegetação nativa nas Áreas de Proteção Permanente (APPs) às margens de rios e encostas.
A preservação da vegetação nativa é considerada essencial para o equilíbrio da oferta de água e a sustentabilidade do agronegócio. E é um dos pontos de maior conflito na negociação da reforma do Código Florestal.
Proposta aprovada em comissão especial da Câmara no ano passado reduz as Áreas de Proteção Permanente. A recuperação, ainda que parcial dessas áreas, faz parte de acordo negociado com o governo para a votação.
O estudo a que o Estado teve acesso foi feito pela ONG ambientalista The Nature Conservancy (TNC) com base em amostra de 4.207 propriedades localizadas em regiões de cinco Estados: São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pará. Juntas, essas propriedades somam pouco mais de 3 milhões de hectares, ou uma extensão equivalente a 20 vezes o tamanho da cidade de São Paulo.
Ainda de acordo com o levantamento, o cumprimento do atual Código Florestal é inviável ao exigir que os proprietários rurais das áreas pesquisadas mantenham em média 54% dos imóveis rurais com a vegetação nativa. Esse problema poderá ser resolvido com a proposta de descontar as APPs no porcentual de vegetação nativa preservada em cada propriedade.
“É para resolver esse tipo de problema que investimos num acordo”, disse o relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que fechava texto que vai à votação.
O estudo mostra que 80% das propriedades têm algum problema na manutenção da vegetação nativa às margens de rios e encostas mais inclinadas. A área degradada, porém, se limita a 18% da que precisaria ser preservada, segundo a legislação atual.
O atual Código Florestal proíbe o corte de vegetação em uma área de 30 metros às margens dos rios mais estreitos e em encostas com inclinação superior a 45 graus.
Como a negociação em curso entre governo e Congresso obrigaria a recuperação de 15 metros nas margens de rios estreitos já desmatadas, um número maior de produtores rurais teria chance de se regularizar.
Reserva legal.
Já em relação à obrigatoriedade de preservação de vegetação nativa em porcentual dos imóveis rurais, a chamada reserva legal, o estudo observou uma dificuldade maior dos produtores: na média, apenas 33% das propriedades têm vegetação nativa suficiente para se regularizar.
A situação é mais crítica em áreas da fronteira agrícola no centro e no norte do Estado de Mato Grosso. A área mais degradada é ocupada pelo plantio de grãos. Nas propriedades pesquisadas, a área de vegetação nativa preservada, já descontadas as áreas de preservação permanente, alcança 1,3 milhões de hectares. Outros 388 mil hectares precisariam ser replantados ou compensados.
O estudo da TNC mostra que, com exceção das áreas de fronteira agrícola consolidadas no Mato Grosso, os demais municípios pesquisados dispõem de propriedades com vegetação nativa suficiente para compensar a falta de reserva legal em terras da mesma região.
Medida pode aumentar desmatamentos, diz especialista
O novo Código Florestal, que deve ir à votação na Câmara dos Deputados, poderá favorecer a derrubada de mais florestas e acabar prejudicando a própria agricultura. O alerta é do cientista José Galizia Tundisi, especialista em recursos hídricos do Instituto Internacional de Ecologia e membro titular da Academia Brasileira de Ciências. Ele acredita que a matéria ainda não está “madura” e seriam necessários mais debates para aperfeiçoar o projeto.
“Nós ainda temos muitos assuntos para esclarecer. Um deles é a necessidade de se discutir mais a importância das florestas para a quantidade e a qualidade da água. O fato de que a agricultura possa sofrer uma expansão à custa do desmatamento vai prejudicar o suprimento de água no país e contribuir para prejudicar a própria agricultura. Isso é um contrassenso.”
O principal ponto de divergência entre a opinião do cientista e a proposta do relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP) é a falta de garantia na preservação da chamada reserva legal, porção de mata nativa que os agricultores têm obrigação de manter. O novo texto torna possível para o produtor rural abrir mão da área verde em sua propriedade, podendo manter parcela proporcional em outra região ou até em outro estado, desde que no mesmo bioma.
“Essa reserva legal é necessária na propriedade. Nós temos que proteger os mosaicos de vegetação, as florestas remanescentes, para garantir a qualidade da água e a recarga dos aquíferos, que beneficiam a agricultura e a quantidade de alimentos. Quem trabalha com água e recursos florestais sabe perfeitamente que a diminuição de qualquer quantidade de vegetação pode prejudicar o ciclo da água e consequentemente a produção agrícola. Cerca de 30% da água que estão presentes na atmosfera são repostas pelas florestas.”
Para o cientista, é preciso melhorar a produtividade, em vez de simplesmente aumentar as áreas de plantio. “Não se pode aumentar as áreas agrícolas à custa do desmatamento. Porque isso vai prejudicar a biodiversidade e inviabilizar a produção de alimentos. Vai faltar água para a agricultura.”
Reforma da lei ambiental foi preparada por leigos visando lucro’”
3 de maio de 2011
De O Estado de S.Paulo
O engenheiro agrônomo Alceo Magnanini, de 85 anos, é o último remanescente do grupo de especialistas que se reuniu entre 1963 e 1965 para elaborar a lei florestal que vigora até hoje e deve ser modificada nos próximos dias pela Câmara. Crítico do projeto, ele defende o enrijecimento do Código Florestal.Alceo Magnanini, de 85 anos, formou-se engenheiro agrônomo na antiga Escola Nacional de Agronomia. Trabalhou no Conselho Nacional de Geografia, no Museu Nacional e no antigo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (atual Ibama). Participou do grupo que elaborou o atual Código Florestal. Hoje trabalha no Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
O deputado Aldo Rebelo chegou a propor a redução de 30 para 15 metros do limite mínimo de proteção de mata ciliar, mas recuou e manteve em 30 metros. Qual seria o impacto?
É um absurdo total. Todos os estudos mostram que o limite de 30 metros é muito pequeno. O ponto de vista do Aldo e da bancada ruralista é de que as árvores ali seriam necessárias para defender contra a erosão. A proteção de mata ciliar é para proteger a fauna e a flora. E isso só pode ser feito por cobertura florestal, uma faixa de proteção da natureza em evolução natural. Plantar árvores não adianta. Tem de restaurar a floresta.
E o que acontecerá se isso não for feito?
Uma tragédia como a da região serrana do Rio. Caíram árvores, não floresta. Naquela região houve plantio de café. Aquilo é resto de floresta e não segura uma precipitação como aquela.
Mas houve um recuo por parte do deputado.
Em linguagem militar, ele criou uma distração. Chama-se atenção para um assunto sem significado e o importante é deixado de lado. Eles insistem na mata ciliar, mas o que importa realmente é a reserva legal. Teremos na Amazônia uma repetição da destruição da Mata Atlântica: grandes áreas sem ninguém, com o solo envenenado, esgotado. E estamos jogando esse solo no mar, com a erosão dos rios. É um atentado à soberania nacional. É um cara (Aldo Rebelo) que está trabalhando contra o futuro do Brasil.
O senhor acha que a lei será aprovada?
Sou um descrente. Acho que vão mexer na lei, flexibilizá-la.
Como o senhor mudaria a lei?
Na minha opinião de ecologista, que teve 50 anos de experiência após elaborar o código, a lei deve ser mais restritiva. Agricultura e pecuária não precisam de novas áreas, têm de aumentar a produção, mas não às custas de novas áreas. O Brasil precisa diminuir suas áreas agrícolas e de pecuária e fazer a intensificação dos processos.
Como foi elaborado o código de 1965?
O grupo foi chamado em 1963, e estudamos a matéria por dois anos. Em 1964, a lei estava pronta e fizemos as audiências públicas. Em 1965, a lei foi apresentada. Querem mudar a lei, ótimo. Mas quem deve dar o embasamento são os técnicos, agrônomos, veterinários, especialistas em conservação do solo. Eles devem preparar e encaminhar ao Congresso para que os congressistas votem a lei. Fizeram o contrário. A nova lei foi preparada por leigos, visando o lucro.
Defesa do Código Florestal
O relatório apresentado pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) com mudanças no Código Florestal, aprovado em Comissão Especial da Câmara dos Deputados, beneficia os latifundiários do agronegócio.Mais preocupante para a Reforma Agrária é a anistia a todos os produtores rurais que cometeram crimes ambientais até julho de 2008. Áreas que não cumprem a função social e, de acordo com a Constituição, deveriam ser desapropriadas e destinadas para os trabalhadores rurais sem-terra, continuarão nas mãos dos latifundiários.Ou seja, com a aprovação do novo código, o Congresso Nacional modificará a Constituição apenas para atender os interesses daqueles que monopolizam as terras em nosso país.Enquanto as empresas do agronegócio comemoram discretamente, os ruralistas estão eufóricos com a possibilidade de legitimar o desmatamento já realizado e abrir a fronteira agrícola sobre as nossas florestas e áreas de preservação.Até agora, muitas vozes se levantaram contra essa proposta, como as igrejas, entidades ambientalistas, parte importante do movimento sindical e movimentos populares, especialmente a Via Campesina Brasil, que manifestaram repúdio ao projeto.Um abaixo-assinado colheu milhares de assinaturas para sensibilizar o Congresso, parlamentares progressistas pediram vistas ao relatório e o Ministério do Meio Ambiente se colocou contra as propostas. O próprio governo, cujo o partido político do deputado Aldo Rebelo compõe a base parlamentar, veio a público para criticar o projeto.
Esperamos que a pressão da sociedade consiga evitar a destruição da legislação ambiental e a devastação do conceito de função social da propriedade, que determina a realização da Reforma Agrária. Em vez de acabar com o Código Florestal, precisamos manter os seus princípios e aperfeiçoá-lo, preservando a natureza em benefício de toda a população e das gerações futuras.
SAIBA A POSIÇÃO DO MSTVia Campesina rechaça proposta de Aldo Rebelo para o Código Florestal
A Via Campesina reafirma a sua posição pela manutenção do Código Florestal e contra o relatório de Aldo Rebelo.
Em defesa da preservação ambiental – nota com a posição oficial do MST
“Código Florestal deve ser preservado” – Manifesto rejeita mudanças propostas por Aldo Rebelo no Código Florestal
A ofensiva do agronegócio contra o povo brasileiro
Colaboração e Pesquisa: Eloisio Godinho – Secretário Geral do PTS : Textos do Jornal do Movimento Sem Terra e Estado de São Paulo
11/06/2011
boa tarde sou morador do município de Jambeiro-SP que infelizmente é administrado pelo sr. Casquinha deste partido, o qual vem fazendo uma péssima administração, é ridículo o trabalho que ele faz e agora para coroar o seu final de mandato, sabe-se lá com quais objetivos ele quer instalar em uma pequena cidade um aterro regional de lixo para receber o lixo de várias e várias cidades, ou seja, umas 100x a mais do que a cidade gera e a população é contra vem se manifestando porém ele não está nem aí.
Gostaria de saber o que o PV, partido verde, da ecologia, acha disto?? Apóia o que o seu afiliado vem fazendo???
aguardo retorno…
11/06/2011
Parabéns pela iniciativa, nossas florestas tem que ser preservadas! a natureza , o planeta, agradece!
09/06/2011
marina esteja sempre a frente
defendendo nossas matas!!!!!!!!!!!!
08/06/2011
Acredito que realmente o novo Código Florestal não foi amplamente debatido como querem alguns que o defendem piamente. Em primeiro lugar o Brasil não precisa ampliar as atuais áreas já cultivadas por nossos agricultores, o que precisaríamos era de uma política séria de busca de produtividade pois, em pleno século 21 ainda estamos a utilizar de tração animal para arar a terra.
Para quem tem o hábito de viajar pelo
interior do Brasil repara em algumas regiões que milhares de hectares estão abandonados então o problema não é a falta de terras.
A pressão pela aprovação do Código Florestal se dá por lobistas pagos por muitos latifundiários e especuladores imobiliários e empresários da grilagem de terras.
Mas, digamos que nada disto possamos levar em conta, então o maior argumento pela aprovação é a licença que será dada para que se continue a desmatar. E, desta forma continuaremos a extinguir uma série de espécies principalmente vegetais que nem mesmo a ciência tem conhecimento. Nós
estaremos limitando o futuro das novas gerações e eliminando uma série de postos de trabalho que poderiam ser criados com a utilização da nossa biodiversidade que é riquíssima e iningualável. Desde a década de 70 estudos científicos já comprovavam a viabilidade econômica da edxploração sustentável das nossas florestas. Concordo desta maneira que o Código Florestal tem que realmente ser debatido e uma série de alterações deverão ser incluídas em um novo formato do Código. Aproveito ainda para me manifestar contra a construção da usina de belo monte no rio xingú
08/06/2011
Parabéns a todos por esse iniciativa. Mas, e nós 20 milhões de eleitores seus, ficamos onde nesse comitê?
08/06/2011
Diante da lamentável votação que revogou o Código Florestal, veio em meu socorro a poesia do Mário Quintana: “Eles passarão. Eu passarinho”. E parafraseando Quintana: eles correntão, nós passarinho. Asas à mobilização. Não desanimem. Vamos trabalhar para corrigir esse inaceitável retrocesso no Senado. Falem com os senadores de seus estados. Por Marina Silva
E eu respondo:
Diante da lamentável votação que revogou o Código Florestal eu afirmo indignação em nome de quem não aceita a safadeza desses políticos nojentos e digo mais: O homem, pela enciclopédia é definido como “animal”, um ser racional, social, moral, bípede, mamífero, bímano e que compreende e articula linguagem compreensível e ocupa o primeiro lugar na escala zoológica; ser humano. Mas será que os senadores deste país compreendem isso? Não, pois se portam de maneira a definir seus cérebros como os de asnos! E mesmo e principalmente “os asnos” deveriam compreender que a Natureza deve ser preservada! Vamos dizer NÃO a esses débeis!!
Maria Cavalcanti
08/06/2011
De que forma a sociedade pode participar desse comitê?
08/06/2011
Como formiguinhas verdes vamos carregando alimento para as nossas lutas em tudo quanto é lugar deste país, haverá o momento de avançarmos todos juntos, quem sabe nas eleições de 2012 e de 2014 ou em outras circunstâncias e instâncias, em manifestações, atos públicos, campanhas, nem sempre eleitorais, por exemplo agora na questão nacional do Código Florestal e/ou na busca das energias mais ecológicas e mais econômicas para o Brasil que não as megausinashidrelétricas, termelétricas, nucleares, pelo amor de Deus.
08/06/2011
Marina, primeiramente parabenizar a todos que organizaram a inauguração do comitê, depois parabenizar as entidades que ali participaram e representaram um pouco de cada gente e fazer uma avaliação sobre a participação dos jovens neste evento de muita importância para o futuro do nosso Brasil.
Sugiro que o comitê junto com todos os interessados fizesse uma mobilização com o alvo de atingir a atenção do jovem para o lado ambiental. Por que, não adiantaria nada lutar,lutar e lutar e o futuro próximo que é os nossos jovens que futuramente nossos representantes na câmara, senado e outros vir e deixar que toda essa luta seja em vã. E desperdiçar todas as nossas conquistas e entregar a essas pessoas que só visam o lado deles e esquece o lado que é de benefício do povo.
Mobilização é convocação já para os Jovens Brasileiros entrar nessa luta a favor do meio ambiente e contra o código florestal. Assim teremos não só 1 milhão contra devastação e sim milhões contra a devastação.
Participei da inauguração e estarei a disposição do comitê para juntos conquistarmos e quebrar essas barreiras que se levantam contra o meio ambiente.
Sou Carlos Vinicius sobrinho do (Carlos vicente).
07/06/2011
Adair, discordo do que você disse, mesmo que respeite sua manifestação. Acredito que a Marina não se calou por omissão nem por interesse eleitoreiro; muito pelo contrário, o que motivou o não-apoio a nenhum candidato foi justamente uma postura antieleitoreira, a atitude mais correta quando um candidato é maduro o bastante para não tratar seus eleitores como posse, como gado. A Marina foi muito coerente ao não apoiar Dilma ou Serra, e, com isso, ela não conquistou um curralzinho eleitoral, mas consegui congregar um movimento social, uma parcela da população que, até então, parecia desligada da vida política. Eu apoiei e continuarei apoiando o não-apoio da Marina aos projetos do PT e do PSDB.
07/06/2011
Oi Marina, como não achei seu e-mail resolvi mandar por aqui mesmo esse texto que eu escrevi para meus amigos que foram seus eleitores.
OPINIÃO
Marina Silva – eleições 2010
Quase me arrependi do meu voto no primeiro turno para presidente da república. Quando foram definidos os candidatos à presidência pensei na possibilidade de votar em Marina Silva (candidata do Partido Verde). A sua história de mulher guerreira, corajosa, alfabetizada aos 16 anos de idade, e a sua luta pelo uso sustentável da nossa biodiversidade me impressionou.
Inconformada com as denúncias de corrupção de alguns petistas me recusava a votar em Dilma Rousseff (candidata do Partido dos Trabalhadores). Acredito que a grande maioria dos votos obtidos por Marina no primeiro turno seguiu essa mesma linha de pensamento. Entretanto, no decorrer da campanha eleitoral fiquei atenta as informações veiculadas pelos meios de comunicação de massa e por veículos alternativos.
Li artigos e depoimentos, ouvi opiniões de cientistas políticos, historiadores e de renomados professores universitários, com o objetivo de firmar a minha posição política. Observei que existiam candidatos com experiência administrativa no setor público e outros com experiências em debates, discursos e palanques. Alguns ocuparam cargos públicos até bem sucedidos e a maioria era honesta e com história de vida ilibada.
Mas o que estava em jogo não era o futuro do Brasil e a vida de todos os brasileiros ?
Portanto, fui além e refleti o momento histórico, a atual conjuntura política, econômica e social. Entendi que o candidato precisava de um projeto político que viabilizasse direitos que ainda não atingiram uma expressiva parcela de brasileiros e que garantisse as recentes conquistas.
Conclui que a competência e a experiência administrativa no setor público são imprescindíveis. Mas, de que adianta estes adjetivos se não houver metas, planos e compromissos para acabar com a miséria deste grande e rico país de bens naturais?
A dúvida era saber qual candidato, plano de governo ou partido político reunia as melhores condições para honrar com este compromisso.
O setor público não pode e não deve ser administrado como uma empresa que visa lucros. Para construir e garantir uma vida digna aos excluídos e administrar socialmente, o presidente da república precisa de muita determinação política e visar sempre preservar o interesse público.
É preciso também sobreviver à guerra das correlações de força na sociedade, na qual sabemos da existência de setores e pessoas que não se importam com a fome, com a miséria e com a violência social. É necessária uma luta intensa para o detentor do poder presidencial, que propõe a defesa de princípios inquestionáveis, conseguir acabar com a desigualdade social no Brasil.
Neste cenário de tamanha complexidade não há espaços para “ingenuidade”, “amadorismo” e “omissão”. O cargo de presidente da república é um dos mais importantes do país, é a nossa maior autoridade. Um candidato a este cargo deve ter postura política e coragem para defender sua posição, não pode ficar “em cima do muro” e deve sim satisfação ao eleitor.
Eu, enquanto pessoa comum posso guardar sigilo sobre o meu voto. Mas em quem Marina Silva votou para presidente no segundo turno? Votou em branco? Anulou?
Omitir-se publicamente foi no mínimo uma postura ingênua e cômoda se foi para garantir dividendos políticos futuros. Apostar no quanto pior melhor ou considerar que está tudo errado para furtar-se a participar do jogo democrático (em um momento tão especial como esse) eu entendi que foi falta de responsabilidade em nome de um projeto pessoal. Fiquei decepcionada e ao mesmo tempo aliviada por ter mudado meu voto no primeiro turno.
“O que me preocupa não é o grito dos maus, é o silêncio dos bons.” (Martin Luther King)
São Paulo,SP, 28/11/ 2010
Adair de Almeida
Assistente Social aposentada
07/06/2011
Pessoal,
Vocês viram o “debate” sobre o Código Florestal que foi ao ar neste domingo na Band? Eu só fui ver agora, e não sei se eu choro ou dou risada.
Fico me perguntando, em primeiro lugar, como é possível fazer um “debate” quando só é apresentado um visão de um determinado problema? Infelizmente, eu não tenho nenhum dicionário à mão comigo para verificar o conceito, mas acredito que o programa Canal Livre da emissora Band deveria ser menos pretencioso. “Ponto de vista” até vai, mas dizer que o programa foi um debate é, no mínimo, sub-estimar a inteligência dos telespectadores. Pelo menos nesta linha de pensamento do programa é possível entender a razão pela qual o sr Aldo Rebelo diz a todos os cantos (e parece acreditar nisso) que houve debate a respeito do novo Código Florestal.
Após ver o programa, eu fiquei extremamente preocupado. Como é que pode um deputado evitar o confronto partindo para o ataque agressivo? De dois coisas uma, ou ele esta mal-informado ou ele usa de má fé para desinformar e impor os seus argumentos. Ele classifica todas as ONGs ambientalistas como “Lobby Ambiental a favor de interesses internacionais e contra a soberania brasileira”. Recentemente já circulou uma mensagem neste sentido aqui nesta lista de discussão, mas eu ainda não tinha visto os argumentos ditos pela criatura e, pior, eu não tinha visto a capacidade que jornalistas aparentemente de renome se deixam levar por estes argumentos. De fato o sr Aldo Rebelo desconhece como funciona a forma de incentivos e a filosofia destas ONGs. Uma coisa é receber dinheiro de governos para lutar por causas ambientais em todo o mundo, outra coisa é ser marionetes de política imperialista. Esta bem, vamos dar um crédito ao sr. Aldo Rebelo e vamos meditar sobre a seguinte questão: se o Greenpeace (por exemplo) é uma espécie de “lobby ambiental de grandes potências” quais os interesses que ela esta defendendo ao lutar contra a caça predatória de baleias? Por acaso os países europeus que financiam estas ONGs estão tentando tirar a soberania de países já desenvolvidos como o Japão (principal interessado no consumo de baleias)? Que países ou interesses políticos estas ONGs ambientais estariam defendendo quando foram protestar no Golfo do México quando da ocasião do maior desastre ambiental provocado por uma empresa petrolífera britânica dentro de território americano? Enfim… é engraçado, para não dizer trágico, testemunhar que políticos e jornalistas, que sempre padeceram da famosa “síndrome do cachorro vira-lata”, são capazes de mudar o discursso para impor as suas opiniões em nome de um suposto nacionalismo.
O Programa Canal Livre com o sr Aldo Rebelo é um misto de distorção de números e fatos, acusações levianas distribuidas a diferentes setores da sociedade e a apresentação de apenas um lado da história, um verdadeiro samba de uma nota-só, com o devido perdão do Mestre Tom Jobim. Mas não me sai da cabeça se tudo isto não tem um pouco de culpa nossa. O sr Aldo Rebelo quebrou o decoro parlamentar por, pelo menos, duas vezes no programa Canal Livre ao descaracterizar ações do IBAMA e MPF. Dois órgão federais sendo acusados levianamente e ninguém faz nada. Qual o posicionamento das ONGs frente às acusações deste deputado? Quais os caminhos que temos buscado para apresentar as idéias defendidas pelos ambientalista. SBPC, ABC, PV, WWF, Greenpeace… Um monte de sigla que reune ao redor de si outro monte de gente. Será que este povo todo não tem força para exigir que os jornalistas (que defendem tanto a democracia) concedam o mesmo espaço aos ambientalistas? Tenho certeza que tem gente muito competente por aí, a exemplo da Senadora Marina Silva, que pode apresentar números e fatos igualmente impressionantes aos apresentados pelo sr Aldo Rebelo, os quais consigam afastar dos ambientalista o título de lobistas.
Abraços
07/06/2011
Unidos os dois fatos de hoje, a pressão para que o Congresso Nacional se responsabilize por uma mudança na estrutura das megausinas e da energia no país e a fundação, por vários setores da população, do Comitê Brasil Pelas Florestas e Pelo Desenvolvimento Sustentável, o resultado é um avanço para as lutas de Marina Silva, do PV, das entidades socioambientais, dos cientistas, da juventude e de todos os que lutam para criar o futuro da Nação.