Postado em 29/04/2011 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral

Pelo adiamento da votação do Código Florestal

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O presidente da Câmara dos Deputados, Deputado Marco Maia, disse à imprensa que colocará o relatório do Deputado Aldo Rebelo que propõe mudanças viscerais  no Código Florestal Brasileiro em votação na próxima terça-feira, dia 3 de maio. O relator confirma que apresentará o texto final na próxima segunda-feira, dia 2, para que a votação ocorra no máximo até quarta-feira, dia 4. Sem tempo para a sociedade analisar e se manifestar sobre a proposta.

A falta de transparência e o açodamento na votação não são coerentes com a democracia em que vivemos, com a importância e o aprofundamento que o tema merece. Não existe consenso ainda na proposta defendida pelo relator. Por isso, mais uma vez, é necessário que os cidadãos se manifestem sobre o que está sendo feito em seu nome.

O Código Florestal diz respeito a todos nós. É a principal lei que protege nossas florestas e biodiversidade. Já perdemos 93% da Mata Atlântica, mais da metade do Cerrado e da Caatinga e quase 20% da Amazônia. As perdas de florestas são tão assustadoras em todo o mundo que a Organização das Nações Unidas (ONU) definiu 2011 como o Ano Internacional das Florestas. A intenção é fazer uma convocação aos governos, empresários e cidadãos do mundo para a responsabilidade de recuperar as áreas já degradadas e  protegermos adequadamente o que ainda nos resta.

Padecemos também de graves problemas de contaminação dos rios e aquíferos por agrotóxicos e adubação excessiva. E para piorar, a maior parte de nossa contribuição para o agravamento da crise climática vem da forma como produzimos carne e grãos, ou seja, de como usamos nossas terras e florestas. Fontes que respondem por quase 70% das emissões de gases de efeito estufa.

Na última década conseguimos importantes conquistas na luta contra o desmatamento. O ritmo de destruição da Amazônia caiu cerca de 70% nos últimos seis  anos, evitando que fossem lançadas na atmosfera mais de quatro bilhões de toneladas de CO2. Em decorrência disso, o Brasil pode criar uma Política Nacional de Mudanças Climáticas e assumir compromissos de redução das emissões de gases de efeito estufa. Metas assumidas pelo Brasil na Conferência de Copenhagen pelo próprio Presidente Lula.

Mas esses promissores resultados são apenas o começo de uma mudança gigantesca que precisamos fazer para conseguir desenvolvimento com sustentabilidade. Podemos fazer nossa economia crescer, mas sem destruir nosso meio ambiente. E a maior garantia que a sociedade pode ter de que continuaremos avançando é a existência de uma forte governança ambiental no país, da qual o Código Florestal é o principal esteio. Ele estabelece os limites para o uso do nosso solo, de modo a permitir que todas as atividades econômicas possam acontecer de forma cuidadosa para preservar a qualidade de vida de todos nós e das próximas gerações.

No lugar de discutir a atualização do Código Florestal para diminuir a proteção das florestas e conferir anistias aos que descumpriram a lei, deveríamos debater uma política florestal que melhore a proteção das florestas, que crie políticas de incentivo para promover o desenvolvimento do setor agrícola e florestal e a geração de empregos e melhoria da renda no setor rural numa escala muito maior. E, obviamente, discutir os ajustes necessários e as políticas de apoio para que os produtores possam superar os passivos ambientais e para que nossa agricultura possa ganhar em qualidade.

Somos uma potência ambiental, detemos mais de 20% das espécies vivas conhecidas, 11% da água doce e a maior floresta tropical do mundo, que produz mais de 20 bilhões de toneladas de água por dia, além de uma rica diversidade de biomas. É essa riqueza natural que nos permite ser um dos campeões mundiais de produção agrícola.

Não podemos decidir sobre o futuro de nosso desenvolvimento dessa forma. A dificuldade de se chegar a um consenso entre o governo e o relator do projeto, a falta de transparência e participação social com que ambos estão discutindo demonstram, claramente, a falência desse tipo de negociação. Os cientistas nacionais estão clamando por participação, assim como os agricultores familiares, entidades ambientalistas e profissionais de vários setores.

Todas essas razões me levam a fazer um apelo à Presidente Dilma Rousseff e aos deputados pelo adiamento, por alguns meses, da votação anunciada para a semana que vem. Para tanto, poderíamos adiar o prazo de averbação da reserva legal previsto para 11 de junho, de forma que tenhamos um ambiente menos açodado para o diálogo.

Marina Silva, 53, ex-senadora do Acre pelo PV, foi candidata do partido à Presidência da República em 2010 e ministra do Meio Ambiente do governo Lula (2003-2008)

Postado em 29/04/2011 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral

Marina Silva participa de encontro do Transição Democrática no Sul e no Rio de Janeiro

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Neste fim de semana, a ex-senadora Marina Silva participa de duas atividades do movimento Transição Democrática do PV, que tem como proposta promover um amplo debate sobre a renovação das estruturas do partido e suas lideranças. Neste sábado, ela estará em Porto Alegre e, no domingo, no Rio de Janeiro.

O Transição Democrática tem se reunido desde março em diversos estados para defender que o PV se relacione com seus filiados de forma participativa e interativa. Dentre as propostas está a de que o partido passe a integrar seus filiados em processos de decisão, incluindo a eleição das suas direções municipais, estaduais e nacional.

Os dois eventos deste fim de semana são abertos a filiados, simpatizantes, parlamentares e candidatos do PV nas eleições passadas.

Em Porto Alegre, o encontro do Transição Democrática será realizado neste sábado a partir das 14h na Câmara Municipal. No Rio de Janeiro, a reunião ocorre no auditório do IAB a partir das 10h.

Segue a agenda de encontros:

Sábado, dia 30 de abril
Porto Alegre (RS)
14h – Câmara Municipal de Porto Alegre – sala Ana Terra, na avenida Loureiro Silva, 255

Domingo, dia 1º de maio
Rio de Janeiro (RJ)
10h – IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil), na rua do Pinheiro, 10

Postado em 29/04/2011 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral

Erros do Correio Braziliense

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Na edição da última segunda-feira, dia 25, o jornal “Correio Braziliense” publicou reportagem sobre evento promovido pelo Movimento Transição Democrática em Brasília para discutir os processos de democratização do Partido Verde.

O texto contém diversos equívocos apontados em carta enviada ao jornal pelo presidente do Diretório Estadual do PV em São Paulo, Maurício Brusadin.

Leia a seguir a íntegra da contestação:

São Paulo, 27 de abril de 2011

Ao diretor de Redação do “Correio Brazilienseâ€

Ref.: Solicitação para corrigir erros de informação

Prezado Sr.,

O texto assinado por Vinicius Sanssine, na edição de 27 de abril (“Marina Silva isolada entre os ‘verdes’â€), é uma peça de desinformação que não faz jus à tradição do bom jornalismo praticado pelo “Correio Braziliense†ao longo de sua história.

A reportagem oferece aos leitores uma série de equívocos desde a sua primeira linha, o que proporciona uma compreensão distorcida dos fatos.

Na disputa presidencial de 2010, Marina Silva não protagonizou uma “campanha milionáriaâ€, como afirma o repórter. As despesas eleitorais totalizaram R$ 24,1 milhões, cerca de 80% menos do que os valores empenhados pelos adversários, conforme informações postas ao conhecimento da opinião pública pela Justiça Eleitoral.

A reunião realizada no último dia 25, em Brasília, pelo Movimento Transição Democrática, foi organizada para reunir dirigentes, ex-candidatos e filiados do Partido Verde (PV) brasiliense, adeptos do movimento, com o intuito de debater as propostas e estratégias para a democratização das dinâmicas e estruturas internas do partido e ampliar o diálogo do partido com a sociedade. Portanto, a presença da militância no primeiro dia útil após um feriado prolongado revela expressivo interesse pela transformação do PV.

Como a própria Marina esclareceu em entrevista coletiva na última segunda-feira, o Transição Democrática não foi formado para “destituir†A, B ou C. Seu objetivo é criar os canais que estimulem a militância verde a participar e a se integrar efetivamente nas decisões partidárias.

A atividade realizada em Brasília correspondeu plenamente às expectativas do Movimento Transição Democrática e serviu para ampliar a adesão do quadro partidário às propostas do movimento que já conta com o apoio de lideranças como Fernando Gabeira, Alfredo Sirkis, Aspásia Camargo, Sérgio Xavier, Ricardo Yang, Fábio Feldmann, José Fernando Aparecido Filho, Maurício Brusadin e a grande maioria dos filiados que anseiam e esperam poder votar e ser votado nas estruturas internas do PV.

No início da reunião realizada em Brasília, na última segunda-feira, o deputado federal Alfredo Sirkis e o presidente do PV estadual de São Paulo, Maurício Brusadin, coordenadores do Movimento Transição Democrática, tiveram problemas com o tráfego aéreo, congestionado após o feriado prolongado. Eles, e tantas outras lideranças do PV, têm acompanhado regularmente as atividades promovidas pelo Movimento Transição Democrática em todo o Brasil. Maurício Brusadin, inclusive, chegou a tempo de participar do encerramento da atividade realizada em Brasília, onde foi um dos oradores.

Por fim, na sua série de equívocos, a reportagem afirma ainda que a ex-senadora é dona de um apartamento em Brasília. Marina e sua família moram em uma casa alugada no Distrito Federal.

Em nome do tradicional respeito do “Correio†a seus leitores, os integrantes do Movimento Transição Democrática esperam que estes esclarecimentos sejam devidamente tornados públicos.

Maurício Brusadin
Presidente do Diretório Estadual do PV em São Paulo