Postado em 07/12/2010 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral

Na COP-16, Marina alerta para o risco de retirada de poder fiscalizatório do Ibama

14 Comentários


Em sua primeira intervenção durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, (COP-16) realizada em Cancún (México), a senadora Marina Silva (PV-AC) voltou a chamar atenção para as dificuldades que poderão ser criadas à ampliação do processo de proteção ambiental, caso sejam aprovadas mudanças no artigo 23 da Constituição Federal com o objetivo de transferir aos Estados e municípios o poder fiscalizatório que hoje é de competência do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais).

Durante encontro promovido pelos movimentos sociais e pelo Observatório do Clima, rede brasileira para debate sobre as mudanças climáticas globais, Marina afirmou que, se for levado a cabo a iniciativa dos deputados federais, o Brasil terá muitas dificuldades para cumprir as metas assumidas pelo governo para redução do desmatamento e das emissões de gases efeito estufa.

O Senado tem até o dia 17 para apreciar o projeto da Câmara e enviá-lo à sanção presidencial. “A sociedade civil precisa cobrar coerência do governo com metas e esforços feitos ao longo dos últimos anos, feitos pelo próprio governo, para evitar a degradação ambiental no país”, disse a senadora.

De acordo com Marina, as alterações no artigo 23 criam condições para que se promovam mudanças também no Código Florestal, como desejam setores do agronegócio para facilitar o avanço de suas atividades em detrimento da preservação das florestas.

Sobre a proposta de revisão do Código Florestal em tramitação também na Câmara, a senadora afirmou que sua discussão será adiada porque o atual governo não pretende deixar para a próxima gestão, da presidente eleita Dilma Rousseff, a responsabilidade de vetar ou não as proposições do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP).

“Para evitar o desgaste político, o governo adota uma postura que abre a oportunidade para que se faça a discussão adequada sobre o assunto”, comentou a parlamentar.

O Código Florestal, lembrou Marina, foi elaborado para proteger as florestas. O que se opõe a isso deve ser rejeitado. “Imaginem o que significaria alterar os Estatutos da Criança e do Adolescente ou o do Idoso para retirar os tópicos que protegem crianças e idosos. Esses dispositivos perderiam sua razão de ser. O mesmo vale para o Código Florestal.”

A legislação florestal precisa ser atualizada, concorda Marina, mas sem que isso afete os ganhos da Constituição de 1988 as políticas de manejo sustentável florestal.

“Temos que debater como introduzir políticas públicas em áreas de florestas e como aumentar a produção do agronegócio pelo ganho da produtividade”, ressaltou a ex-presidenciável do PV. “Hoje, por exemplo, há um emprego para cada 400 hectares. As novas tecnologias já permitem que se crie um emprego em cada 80 hectares.”

“Não podemos aceitar que um grupo que não se conforma com os avanços conquistados na Constituição de 1988 tente a qualquer momento promover o retrocesso”, concluiu Marina.

Comentários

  1. Marina Silva ter atuação, brilhante e competente, no fórum de Cancun – COP16 – é normal para uma mulher decente, inteligente e abençoada pelo PAI Celestial. Quero expressar meu orgulho em ser contemporâneo de uma mulher deste quilate. Viva Marina 2014!

  2. rayana
    09/12/2010

    Creio que os agricultores familiares num tem tanta culpa, quanto foi mencionado, pois, eles não tem culpa por que foi que imposto para eles e eles tiveram que obedecer,já que não tiveram muitas..oportunidades na vida, principalmente para estudar, e relembrando que antes na agricultura tradicional eles usavam a agricultura agroecológica o seja sustentável, mas veio a gricultura “moderna” que só agrada os ricos e destroi os recursos naturais “agronegócio” e mudou tudo. acho que o que precisa ser mudado primeiro e esse Capitalismo selvagen em que um pedaço de papel vale mais que vidas, nossa como o homem é inteligente, rsrsrs
    e depois nós mesmos pararmos com o nosso comodismo, de deichar as coisas andar do jeito que estão, só reclamando sem fazer nada, vamos nos levantar num tem ninguém morto aqui, eu acho.
    vamos tirar as vendas dos olhos e lutar por um mundo melhor, senão depois vai ser tarde demais, e deichar de ficar culpando quem num tem nada aver, é só mais uma vítima.
    VAMOS ACORDAR ANTES QUE SEJA TARDE DEMIAS!!

  3. MARINA OS VERDES CATARINENSES CONTAM COM VC, APESER Q DEVERIAMOS TER REPUDIADO CODIGO AMBIENTAL CATARINENSE, MAS A SITUACAO NA EPOCA NAO ERA FAVORAVEL. CONTE COMIGO

  4. soniamg
    07/12/2010

    Acho que, nessa luta para a preservação do meio ambiente e das conquistas já alcançadas, a sociedade tem de se organizar e se posicionar. A senadora precisa ter apoio. Não pode ser somente uma voz falando no deserto.

  5. GUILHERME NOVELI
    07/12/2010

    PIOR QUE RETROCEDER , É TER O PODER NAS MÃOS E NÃO LEVAR EM CONSIDERAÇÃO AS CONSEQUENCIAS CAUSADAS PELO IMPACTO AMBIENTAL . SABEMOS DA LUTA DA SENADORA E O QUANTO TEM FALADO SOBRE ESSE ASSUNTO , MAS OS INTERECES DOS LATIFUNDIARIOS , AGRICULTORES E MADEREIROS É PASSAR COMO UM TRATOR EM CIMA DAS LEIS E DOS LIMITES DA NATUREZA . É MUITO DIFICIL FAZER COM QUE PESSOAS SE CONSCIENTIZE DA DEGRADAÇÃO QUANDO A INTERECE EM JOGO . POR ISSO A FISCALIZAÇÃO DEVE SER ATRAVES DO GOVERNO FEDERAL E APLICAR PESADAS MULTAS E NO DESCOMPRIMENTO A DESAPROPRIAÇÃO , JA QUE A UNIÃO TEM PODER , ACREDITO QUE FALTA PULSO NA FISCALIZAÇÃO . É NECESSARIO USAR DAS FORÇAS ARMADAS .PARA PROTEGER ATIVISTAS , RESERVAS INDIGENAS E PEQUENOS AGRICULTORES QUE PRATICAM DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVÉL E PROTEÇÃO AMBIENTAL .

  6. Jose Paulo Remor
    07/12/2010

    É intrigante como pode regredirmos.
    A Suécia é um pais verde e altamente prospero que nem sentiu a crise.
    Estou escrevendo o artigo sobre esse pais incrivel e logo venho a postar no meu blog

    novaordempolitica.wordpress.com

    Nada de mal tem em copiarmos essa politica verde e sustentavel deles e depois melhorarmos. Mas as barreiras ainda são enormes.

  7. Com grande preocupação e vivencia diuturna ao meio ambiente, elaborei um Projeto Ambiental para municipio de Itaí/SP com foco a elaboração de Lei/Código Ambiental ao municipio. Assim gostaria parecer da Marina Silva ao mesmo.

  8. Estou redigindo o final da monografia ambiental para FAAP/SP e gostaria de publicar. Quero te convidar para escrever o prefácio. Sabe como faz para patentear?
    escrevi acerca do artigo 23
    Saudações Verdes

    • Equipe Marina
      07/12/2010

      Fernando,

      Mande sua monografia para: equipemarina@gmail.com

      Vamos encaminhá-la para apreciação da Marina, Mas não podemos prometer o prefácio, pois a agenda dela está comprometida neste final de ano.

      Att.

      Equipe Marina

  9. Não é possível visualizar a mensagem na íntegra!

    • Equipe Marina
      07/12/2010

      Márcia,

      Por aqui está tudo bem. Tente novamente. Atualize a página.

      Att.

      Equipe Marina

  10. Maykon
    07/12/2010

    Realmente temos que nos mobilizar e ressaltar aos grande produtores que usem as novas técnicas e aprimorem cada vez mais o agronegócio. Ainda temos milhares de hectares sub-explorados e com criação extensiva, pois, é bem mais barato e rende mais lucros aos produtores a exploração de áreas intactas.

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Postado em 07/12/2010