Postado em 31/08/2010 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral

Estiagem, queimadas e poluição afetam saúde dos brasileiros e evidenciam ação débil do governo

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Pétria Chaves/CBN

Os últimos dias foram extremamente críticos para a saúde de milhões de brasileiros em razão do clima seco agravado pelas queimadas e pela poluição nas grandes cidades. Na sexta-feira (27), 70% do território nacional ficou sob risco de fogo, e São Paulo, a maior cidade do país, viveu o segundo dia mais seco de sua história.

O ar seco e com grande concentração de monóxido de carbono (devido às queimadas) ou de ozônio (causada pela poluição dos carros) faz a população sofrer com problemas respiratórios, irritação nos olhos, alergias e aumento da pressão e, além disso, intensifica o risco de enfartes e derrames. As crianças e idosos são as vítimas mais freqüentes da poluição do ar.

Neste domingo (29), Marina Silva, candidata do PV à Presidência, criticou a falta de ações preventivas e emergenciais dos governantes. “Falta clareza dos governos para alternativas que substituam o uso do fogo, sobretudo nesses períodos de renovação das pastagensâ€, declarou. Em caráter emergencial, a criação ou ampliação de rodízios de automóveis nas grandes cidades poderia ajudar a aliviar a péssima qualidade do ar.

Em relação às queimadas, Marina Silva defende uma ação firme do governo para suspender a prática nessa época do ano, incluindo “sala de situação†de combate ao fogo nos lugares mais críticos, como Rondônia, onde mais de mil crianças foram internadas neste mês por conta de transtornos respiratórios.

- Emergencialmente, o que pode ser feito

Dados da estiagem, das queimadas e da poluição:

- Amplitude da estiagem
- Quantidade de queimadas
- Qualidade do ar e saúde
- Aumento da frota de veículos nas principais cidades do Brasil

Postado em 30/08/2010 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral

‘Marina Silva está no jogo da sucessão’, afirma coordenador

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O coordenador-executivo da campanha do PV à Presidência da República, João Paulo Capobianco, reafirmou nesta segunda-feira (30) que Marina Silva está efetivamente no jogo da sucessão presidencial e que os números demonstram a viabilidade da candidatura.

“O crescimento de determinados nomes nas pesquisas na verdade nos abre uma janela de oportunidades. Vamos trabalhar dobrado nos próximos 30 dias para demonstrar ao eleitor que nossa proposta é a melhor para o país e para deixar claras nossas diferenças com as demais candidaturasâ€, disse.

Ao comentar informações veiculadas neste final de semana em portais da internet, Capobianco negou que exista uma avaliação da coordenação da campanha ou mesmo da Executiva do PV de que Marina Silva esteja fora da disputa em função dos números apresentados pelas últimas pesquisas de intenção de voto. “A coordenação não tem essa avaliação e ninguém está autorizado a fazer declarações em nome da coordenação.â€

Para o coordenador-executivo, a eleição não está decidida, a dinâmica eleitoral está em curso e o eleitor ainda está decidindo em quem votar. “Eleição é um bicho vivo, que reage a todo momento. Chegamos à reta final da campanha mesmo com poucos recursos e com pouco tempo de TV e estamos confiantesâ€, afirmou.

“Tentar passar uma visão de já ganhou e especular com isso é um desrespeito pelo eleitor e pela democracia. O eleitor ainda tem um mês para decidirâ€, disse.

Marina Silva tem apontado a despolitização dessa campanha em que duas candidaturas apostam no mesmo modelo de desenvolvimentismo baseado em obras. A presidenciável do PV defende a necessidade de haver um segundo turno para que haja o necessário debate político que até agora foi impedido.

“Ausência de segundo turno seria ruim para o Brasil e ruim para a democraciaâ€, disse Capobianco. O coordenador anunciou ainda o início de uma nova fase da estratégia de comunicação de Marina.

“Até agora, Marina usou seu horário eleitoral e suas aparições em público para apresentar propostas. Agora é hora de a candidata ressaltar a diferença de visão que existe entre sua proposta e a dos demais candidatos. Ao contrário dos outros dois candidatos, Marina vê o bom momento do país como ideal não para gastar em obras caríssimas de infraestrutura como se fossem um fim em si mesmas. O momento favorável tem que ser usado como uma janela de oportunidade para investir nas pessoas, através da educação, da inovação tecnológica, para resolver os problemas estruturais que o Brasil ainda enfrentaâ€, afirmou Capobianco.

Postado em 30/08/2010 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral

“O Brasil precisa assumir o desafio de fazer do etanol uma commodityâ€, diz Marina

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Três anos depois de ter participado pela primeira vez da Fenasucro (Feira Nacional Sucroalcooleira), Marina Silva voltou nesta segunda-feira (30) ao evento, não mais como ministra do Meio Ambiente, mas ainda assim para apresentar suas propostas para o setor sucroenergético.

Em sua fala para os produtores de etanol, a candidata do PV defendeu que o Brasil precisa achar uma nova narrativa para esse produto, intensificando a boa propaganda que já faz em outros países. “O Brasil precisa assumir esse desafio de transformar o etanol em uma commodity.â€

Em sua visão, o papel do governo deve ser criar incentivos econômicos para ampliar a base de produção de etanol a partir de práticas sustentáveis. Para Marina, o país deve encabeçar a busca pela certificação da mesma forma que hoje há o certificado FSC para o setor florestal. “Quem vai dar o termo de referência seremos nósâ€, afirmou.

“O Brasil é o país que reúne as melhores condições para fazer essa mudança de paradigma. A gente não precisa fazer isso da noite para o dia. A gente tem é que estar convencido de que, quando temos o compromisso ético e político de que queremos fazer da forma certa, a gente já tem até os meios técnicos”, disse Marina.

Ouça coletiva de imprensa realizada após a participação na Fenasucro, realizada em Sertãozinho, interior de São Paulo.

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Durante sua passagem em 2007, ganhou o apelido de “Dama Verdeâ€, alusão à primeira ministra do Reino Unido entre 1979 e 1990, Margareth Tatcher, conhecida como “Dama de Ferro”. Agora, porém, se apresenta como a candidata do PV à presidência da República para discutir práticas de cultivo da cana de açúcar e produção de etanol e energia de biomassa.

“O pessoal de História tem essa mania de contexto”, brincou Marina logo no começo de sua apresentação antes de falar sobre as condições atuais do Brasil e os avanços que tivemos até o momento.

Sobre as conquistas do país, a senadora elencou a reconquista da democracia e a consolidação de uma sociedade civil vigorosa, além da estabilidade econômica adquirida no governo de Fernando Henrique Cardoso e a redução dos índices de pobreza atingidos por Lula. Contudo, afirmou a necessidade preservarmos e, principalmente, integrarmos esses ganhos.

“Somos um país que tem uma atitude de dilapidação de seu patrimônio. Não só o patrimônio econômico. Nós estamos dilapidando nosso patrimônio social quando não investimos na educação de qualidade, nós estamos dilapidando nosso patrimônio natural e as finanças públicas”, lembrou Marina sobre o desvio para o ralo da corrupção de quase o mesmo montante que é investido no ensino.