A criação da Empresa Brasileira de Seguros S.A. (EBS), estatal destinada a explorar operações de seguros, divulgada hoje (13) pelo jornal O Globo, foi uma das pautas de entrevista coletiva concedida por Marina Silva no Rio de Janeiro.
A candidata do PV lembrou que a sociedade brasileira, quando necessário, “já fez o seu freio de arrumação em relação às privatizações”, interditando ações exorbitantes como as relacionadas a Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica.
“O que a gente não pode é, em períodos eleitorais, simplesmente um criar um ministério daqui, outro criar uma estatal de lá”, ressaltou.
“Vira um concurso de quem propõe mais coisas e todos falando que o Estado tem de ser eficiente em uma contradição muito grande. Então, eu acho que o que for criado tem de ser pela necessidade do Estado no provimento de serviços e não simplesmente porque a gente quer que aquele investimento seja feito pelo Estado.”
Ainda sobre a mesma temática, a presidenciável foi questionada sobre a necessidade ou não da criação da “Segurobrás”, 12ª estatal do governo Lula.
“No princípio, eu acho que a proliferação de mais e mais empresas talvez não seja a saída para os problemas brasileiros, por outro lado, existem alguns serviços, eu insisto, que precisam ser atendidos por parte da sociedade. O desafio da Banda Larga no Brasil é um desafio imenso.”
Para finalizar, Marina defendeu o “Estado presente de forma eficiente, onde ele se faz necessário, sem tolher a criativa da iniciativa privada nos seguimentos em que ela pode atuar com tranqüilidade”.
Ouça as três perguntas feitas à presidenciável sobre a questão das privatizações:
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Ouça também outras partes da coletiva:
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20/09/2010
Concordo com vc Leandro…e as propostas quanto aos militares???
16/07/2010
Tudo bem, não devemos propor tudo; mas gostaria de ouvir algo sobre os militares.
Nenhum candidato tem plano. O militar é a classe federal concursada pior remunerada. E olha que estamos longe de termos 1% da população como militares(mínimo aceitável – EUA 5% , Israel 30%.