Honrado com o convite para assinar esta coluna semanal, começo minha participação com um tema polêmico, que preocupa todos os envolvidos com a causa ambiental. Pouco mais de seis meses atrás, em Copenhague, o mundo se reuniu para debater a construção de política global de combate às mudanças climáticas.
O Brasil se adiantou e chegou à COP 15 com uma das mais avançadas metas entre todos os participantes, a redução de emissões de CO2 entre 36,1% a 38,9% das emissões projetadas até 2020.
Estas metas se refletiram na promulgação da Lei de Mudanças Climáticas, no final de 2009, que, mesmo precisando de regulamentações, mostrou o reconhecimento do Estado de que há um problema, e seu compromisso em agir.
Agora, de forma açodada, um grupo de parlamentares em fim de mandato decide propor desastrosa reforma no Código Florestal. As propostas apresentadas pelo deputado Aldo Rebelo estão afinadas com o que há de mais atrasado na gestão do território rural e na manutenção de serviços ambientais fundamentais.
Além disso, vai contra a capacidade do país de cumprir seus compromissos internacionais em relação às mudanças climáticas e à própria lei sancionada pelo presidente Lula. A proposta da Comissão Especial da Câmara praticamente revoga a legislação brasileira de combate às mudanças climáticas.
Eliminação de áreas de proteção permanente, redução de matas ciliares que preservam cursos d’água e nascentes e anistia a desmatadores contumazes vão comprometer ainda mais a capacidade do país em cumprir suas metas de redução de emissões.
E devemos ter em conta que o Brasil está entre os cinco maiores emissores de CO2 do mundo, um pouco mais que 50% desses gases têm origem no desmatamento e em atividades relacionadas ao uso do solo.
Por sorte, a proposta sobre o Código Florestal não deverá ir a plenário na Câmara neste ano. Vai pousar nas mesas dos futuros congressistas, que poderão retomar os debates e aprimorar a construção de uma lei que permita ao Brasil exercer sua legítima liderança global em segurança ambiental, além de estabelecer regras claras para as fundamentais atividades do agronegócio e da agricultura familiar, que garantem alimentos, riquezas e bioenergias para o Brasil.
Este é um dos muitos desafios que Câmara e Senado deverão enfrentar. Paira, ainda, sobre as cabeças e corações dos futuros legisladores a missão de fazer a reforma política, que tem na Lei da Ficha Limpa o elemento norteador, e regulamentar vários artigos da Lei de Mudanças Climáticas para estabelecer como o Brasil vai cumprir suas metas de emissões e levar o país a um futuro de desenvolvimento econômico e social justo.
Publicado originalmente na Folha de S.Paulo no dia 12 de julho de 2010.
15/09/2010
OS INIMIGOS DA NATUREZA TEM QUE SER EXPOSTOS E LEVA-LOS AOS TRIBUNAIS DA JUSTIÇA , E EXPULSA-LOS DO NOSSO CONVIVIO,POIS SE NÃO RESPEITAM A SI PROPRIOS E PORQUE NÃO SE JULGAM DIGNOS DE VIVER SAUDAVELMENTE! SERÃO OBVIAMENTE CONDENADOS NO TRIBUNAL DA JUSTIÇA DE DEUS ,POIS PECAM CONTRA A NATUREZA! E SEUS PROPRIOS CORPOS! FLORESTAS,RIOS, E ANIMAIS SEJAM PRESERVADOS , NOSSO BEM MAIOR!! AR PURO PARA NOSSOS FILHOS E OS FILHOS DESTA TERRA! MARINA E RICARDO YUNG,LUTEM E NÃO DESISTAM TODAS AS PESSOAS DE BOM SENSO DESTE PAÍS, ESTARAÃO ENGROSSANDO COM VCS NESTA GUERRA!!
09/09/2010
SE A MARINA NÃO SE ELEGER, A AMAZÔNIA BRASILEIRA VAI DESAPARECER…ISTO É SÉRIO, RESIDO NA BACIA AMAZÔNICA E TODAS AS NOITES PASSAM CAMINHÕES DE TORAS PELAS ESTRADAS DE TERRA DE NOSSA REGIÃO (NORTE DE MATO GROSSO) QUE EU CHEGO A CHORAR, POIS IMAGINO COMO AQUELAS ÁRVORES DEVERIAM SER TÃO BELAS E ABRIGAR TANTA VIDA! NÃO É CULPA DE QUEM DESMATA, MAS QUEM DESMATA DE FORMA IRREGULAR, SEM O MANEJO SUSTENTÁVEL, POIS SE ESSES CAMINHÕES TRANSITAM À NOITE, COM CERTEZA É PARA DRIBLAR A FISCALIZAÇÃO, OU SEJA, ESTÃO RETIRANDO ÁRVORES DE ÁREAS DE PRESERVAÇÃO E ISTO SIM É UM PROBLEMA. AGORA VEM O LULA COM ESSA DE ANISTIA, QUE ANISTIE OS MADEIREIROS QUE TRABALHAM COM MANEJO, POIS PRESERVAM A FLORESTA, AGORA VEM UM BANDO DE GRILHEIROS DE TERRA, RETIRAM A MADEIRA E ATEIAM FOGO, QUEIMANDO O BANCO DE SEMESTES E OS ANIMAIS COMO JÁ VIMOS,UMA FAMÍLIA DE MACACOS QUE MORRERAM QUEIMADOS TODOS ABRAÇADINHOS. vOCÊS PRECISAM VER O DESESPERO DOS ANIMAIS QUANDO PASSAM O CORRENTÃO PARA ABRIR ÁREAS DE PASTAGEM. A CENA FAZ O FILME AVATAR PARECER TEATRINHO, DE TANTA MONSTRUOSIDADE. VÁ LÁ MARINA E TODA EQUIPE, POIS ESSES CANDIDATOS, NÃO VIRAM O QUE NÓS AQUI ESTAMOS VENDO TODOS OS DIAS E NOITES. QUE DEUS NOS AJUDE.
20/08/2010
Sobre a proposta de mudança no Código Florestal, sabendo que irá para o plenário somente após as eleições minha dúvida é qual é a posição do nosso partido quanto a essa mudança? Ela realmente é necessária, e caso for quem deve propor as mudanças? Políticos, ruralistas com interesses econômicos com a flexibilidade que um novo código traria? Ou as Universidades e outros que tem qualificação para discutir e avaliar a melhor maneira para a sustentabilidade de nossas florestas?
13/07/2010
Prezada Sra. Marina, acho muito interessante a sua proposta de investir 7% do PIB na educação, como tem dito o Senador Cristovam Buarque. Até para um desenvolvimento sustentável real, o investimento na educação é muito importante, mais ainda que o samba de uma nota só da “erradicação da pobreza”(não que não ache importante este tema). Muitos fazem deste samba sua plataforma eleitoral. Mas com educação real e de qualidade, o povo saber escolher melhor seu representantes com crítica e tratar do meio ambiente como se deve, com real atenção para não destruírem suas comunidades, etc, etc… e o país!
13/07/2010
Errata: Precisaremos ver e sentir nos bolsos as mudanças climáticas, só assim os caras do século passado acordarão. O difícil é que na maioria das vezes, aqueles que tem poucos recursos serão os que pagarão mais caro, com a própria terra destroçada ou com a vida. Isso não tem nada como ser apocalíptico, é a pura ciência que poucos enxergam, então…!
13/07/2010
Precisaremos ver e sentir nos bolsos as mudanças climáticas, só assim os caras do século passado acordaram. O difícil é que na maioria das vezes, aqueles que tem poucos recursos serão o que pagarão mais caro, com a própria terra destroçada ou a vida. Isso não tem nada como ser apocalíptico, é a pura ciência que pouco enxergam, então…!
13/07/2010
Espero que o Sr. Ricardo Young componha a mesa, dos futuros congressitas, onde irá pousar a discussão sobre o Código Florestal. O Brasil precisa de pessoas como ele, com visão de futuro.
13/07/2010
Acho que a sociedade precisa ser mais informada sobre este assunto tão importante. O debate precisa chegar nas escolas, nas universidades, pois só assim nossas florestas estarão protegidas destes loucos. Precisamos convocar a sociedade para debater o assunto, pois a imprensa está divulgando apenas notas.
No dia 16 de julho vamos iniciar uma luta na divulgação deste tema para a sociedade e demonstrar sua importância.
Dia 16 de julho, todos de verde e amarelo para demonstrar nossa cidadania e a defesa de nosso país.
Vamos mostrar que este país está unido, não somente pelo futebol, mas acima de tudo pela defesa do nosso maior patrimônio: o Brasil.
Somos brasileiros com muito orgulho, e precisamos dar um basta nestas tragédias ambientais que a mídia transmite, nós assistimos e não fazemos nada.
Chega, é hora de agir! Diga não ao retrocesso da legislação ambiental brasileira.
Dia 16 de julho, todos de verde e amarelo!!!!