Quando Marina Silva deixou o PT e ficou claro que a ex-ministra do Meio Ambiente e senadora seria candidata a presidente pelo PV muita gente avaliou que ela conseguiria alterar um pouco o jogo já desenhado: a repetição do confronto entre tucanos e petistas. Escrevi que, no máximo, ela amenizaria a eficiência do discurso feminista da ministra Dilma Rousseff (seriam duas as mulheres candidatas e não uma) e ajudaria a levar a disputa para o segundo turno. De resto, tudo seguiria igual.
Continuo pensando assim. Mas, confesso, Marina me surpreendeu positivamente. Naquele primeiro texto, de agosto do ano passado, ponderei que o maior feito da senadora seria colocar na arena o debate ecológico. Lamentava, porém, que ela fosse repetir o seu histórico de ambientalista refratária ao mercado e de viés utópico. Não parece ser esse o caminho que ela seguirá.
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