Aviso: O texto a seguir menciona partes da história do filme Avatar de James Cameron e, por isso, pode tirar a surpresa de quem ainda não o assistiu.
Teve um momento, vendo Avatar, que me peguei levando a mão à frente para tocar a gota d´água sobre uma folha, tão linda e fresca. Do jeito que eu fazia quando andava pela floresta onde me criei, no Acre.
Lembranças
A guerreira na’vi bebendo água na folha como a gente bebia. No período seco, quando os igarapés quase desapareciam, o cipó de ambé nos fornecia água. Esse cipó é uma espécie de touceira que cai lá do alto das árvores, de quase 35 metros, e vai endurecendo conforme o tempo passa. Mas os talos mais novos, ainda macios, podem ser cortados com facilidade. Então, a gente botava uma lata embaixo, aparando as gotas, e quando voltava da coleta do látex, a lata estava cheia. Era uma água pura, cristalina, que meu pai chamava de água de cipó. E aprendíamos também que se nos perdêssemos na mata, era importante procurar cipó de ambé, para garantir a sobrevivência.
Me tocou muito ver a guerreira na’vi ensinando os segredos da mata. Veio à mente minhas andanças pela floresta com meu pai e minhas irmãs. Ele fazia um jogo pra ver quem sabia mais nomes de árvores. Quem ganhasse era dispensada, ao chegar em casa, de cortar cavaco para fazer o fogo e defumar a borracha que estávamos levando. A disputa era grande e nisso ganhávamos cada vez mais intimidade com a floresta, suas riquezas e seus riscos.
A gente aprendia a reconhecer bichos, árvores, cipós, cheiros. Catávamos a flor do maracujá bravo pra beber o néctar, abrindo com cuidado o miolinho da flor. Lá se encontrava um tiquinho de mel tão doce que às vezes dava até agonia no juízo, como costumávamos dizer.
É incrível revisitar, misturada à grandiosidade tecnológica e plástica de Avatar, a nossa própria vida, também grandiosa na sua simplicidade. Sofrida e densa, cheia de riscos, mas insubstituível em beleza e força. Éramos muito pobres, mas não passávamos fome. A floresta nos alimentava. A água corria no igarapé. Castanha, abiu, bacuri, breu, o fruto da copaiba, pama, taperebá, jatobá, jutai, todas estavam ao alcance. As resinas serviam de remédio, a casca do jatobá para fazer chá contra anemia. Folha de sororoca servia pra assar peixe e também conservar o sal. Como ele derretia com a umidade, tinha que tirar do saco e embrulhar na folha bem grande, que geralmente nasce em região de várzea. Depois amarrava com imbira e deixava pendurado no alto do fumeiro para que o calor mantivesse o sal em boas condições. Aprendi também com meu pai e meu tio a identificar as folhas venenosas que podiam matar só de usá-las para fazer os cones com que bebíamos água na mata.
Ficção e realidade
O filme foi um passeio interno por tudo isso. Chorei diversas vezes e um dos momentos mais fortes foi quando derrubam a grande árvore. Era a derrubada de um mundo, com tudo o que nele fazia sentido. E enquanto cai o mundo, cai também a confiança entre os diferentes, quando o personagem principal se confessa um agente infiltrado para descobrir as vulnerabilidades dos na’vi. E, em seguida, a grande beleza da cena em que, para ser novamente aceito no grupo, tem a coragem de fazer algo fora do comum, montando o pássaro que só o ancestral da tribo tinha montado, num ato simbólico de assunção plena de sua nova identidade.
O filme também me remeteu ao aprendizado ao contrário, quando fui para a cidade e comecei a aprender os códigos daquele mundo tão estranho para mim. Ali fui conduzida por pessoas que me ensinaram tudo, me apontaram as belezas e os riscos. E também enfrentei, junto com eles, o mal e a violência da destruição.
Impossível não fazer as conexões entre o mundo de Pandora, em Avatar, e nossa história no Acre. Principalmente quando, a partir da década de 70 do século passado, transformaram extensas áreas da Amazônia em fazendas, expulsando pessoas e comunidades, queimando casas, matando índios e seringueiros. A arrasadora chegada do “progresso” ao Acre seguiu, de certa forma, a mesma narrativa do filme. Nossa história, nossa forma de vida, nosso conhecimento, nossas lendas e mitos, nada disso tinha valor para quem chegava disposto a derrubar a mata, concentrar a propriedade da terra, cercar, plantar capim e criar boi. Para eles era “lógico” tirar do caminho quem ousava se contrapor. Os empates, a resistência, a luta quase kamikaze para defender a floresta, usando os próprios corpos como escudos, revi internamente tudo isso enquanto assistia Avatar.
A ficção dialoga muito profundamente com a realidade. Seres humanos, sem conhecimento sensível do que é a natureza, chegam destruindo tudo em nome de um resultado imediato, com toda a virulência de quem não atribui nenhum valor àquilo que está fora da fronteira estreita do seu interesse imediato. No filme, como o valor em questão era a riqueza do minério, a floresta em si, com toda aquela conectividade, toda a impressionante integração entre energias e formas de vida, não vale nada para os invasores. Pior, é um estorvo, uma contingência desagradável a ser superada.
Síndrome do invasor
Encontrei na tela, em 3D e muita beleza plástica e criatividade, um laço profundo e emocionante com a nossa saga no Acre, com Chico Mendes. E percebi que, assim como no filme, éramos considerados praticamente alienígenas, não humanos, não portadores de direitos e interesses diante dos que chegavam para ocupar nosso espaço.
É uma visão tão arrogante, tão ciosa da exclusividade do seu saber, que tudo o mais é tido como desimportante e, consequentemente, não deve ser levado em conta. É como se se pudesse, por um ato de vontade e comando, anular a própria realidade. Como se o que está no lugar que se transformou em seu objeto de desejo, fosse uma anomalia, um exotismo, uma excrescência menor.
E, afinal, essa arrogância vem da ignorância e da falta de instrumentos e linguagem para apreender a riqueza da diferença e extrair dela algum significado relevante e agregador de valor. Numa inversão trágica, a diferença é vista apenas como argumento para subjugar, para estabelecer autoritariamente uma auto-definida superioridade. Poderíamos chamar tudo isso de síndrome do invasor, cujo principal sintoma é a convicção cega e ensandecida, movida a delírios de poder de mando e poder monetário, de ser o centro do mundo.
No Acre nos deparamos com muitos que viam nossos argumentos como sinônimo de crendices, superstição. Coisa de gente preguiçosa que seria “curada” pelo suposto progresso de que eles se achavam portadores. Por outro lado, também chegaram muitos forasteiros que, tal como a cientista de Avatar e o grupo que a seguiu, compreenderam que nosso modo de vida e a conservação da floresta eram uma forma de conhecimento que poderia interagir com o que havia de mais avançado no universo da tecnologia, da pesquisa acadêmica e das propostas políticas de mudanças no modelo de desenvolvimento que eram formuladas em todo o mundo. Com eles, trocamos códigos culturais, aprendemos e ensinamos.
Avatar nos leva a tomar partido
Fiquei muito impressionada como esse processo está impregnado no personagem principal de Avatar. Ele se angustia por não saber mais quem é, e só recupera sua integridade e identidade real quando começa a se colocar no lugar do outro e ver de maneira nova o que antes lhe parecia tão certo e incontestável. Sua perspectiva mudou quando viu a realidade a partir do olhar e dos sentimentos do outro, fazendo com que a simbiose presente no avatar, destinado a operar a assimilação e subjugação dos diferentes, se transformasse num poderoso instrumento para ajudá-los a resistir à destruição.
Pode-se até ver no filme um fio condutor banal, uma história de Romeu e Julieta intergalática. Não creio que isso seja o mais importante. Se os argumentos não são tão densos, a densidade é complementada pela imagem poderosa e envolvente, pelo lúdico e a simplicidade da fala. Se houvesse uma saturação de fala, de conteúdos, creio que perderia muito. A força está em, de certa maneira, nos levar a sermos avatares também e a tomar partido, não só ao estilo do Bem contra o Mal, mas em favor da beleza, da inventividade, da sobrevivência de lógicas de vida que saiam da corrente hegemônica e proclamem valores para além do cálculo material que justifica e considera normais a escravidão e a destruição dos semelhantes e da natureza.
Achei meu “povo”
E, se nada mais tenho a dizer sobre Avatar, quero confessar que aquele povo na’vi tão magrinho e tão bonito foi para mim um alento. Quando fiquei muito magra, na adolescência, depois de várias malárias e hepatite, me considerava estranha diante do padrão de beleza que era o das meninas de pernas mais grossas, mais encorpadas. Sofria por ser magrinha demais, sem muitos atributos. Agora tenho a divertida sensação de que, finalmente, achei o meu “povo”, ainda que um pouco tarde. Houvesse os navi na minha adolescência e, finalmente, eu teria encontrado o meio onde minhas medidas seriam consideradas perfeitamente normais.

25/03/2010
muito bom
23/03/2010
ENTENDO QUE TODOS OS QUE LUTAM POR UM MEIO AMBIENTE SAUDÁVEL E QUE VIRAM O FILME AVATAR VIAJARAM NO IMAGINÁRIO DO COMBATE TRAVADO NA TELA…CONTINUAMOS NA LUTA POR AQUI.
ABRAÇO FRATERNO
21/03/2010
Querida Marina,
desde Barcelona, alguém que não te conhece mas te admira, a ti, a tua trajetória, ao Chico Mendes e que também sonha com um mundo, ia dizer humano, mas não só humano: um mundo de toda a vida, creatividade e beleza que as tuas lembranças guardam. Que tenha muito sucesso!
19/03/2010
A propósito de Avatar, o jornalista Daniel Piza escreveu em seu blog que a “visão de mundo” do filme é “ingênua e inconsistente”. Travei um longo debate com ele, querendo mostrar que, apesar do clima “Romeu e Julieta”, como diz nossa pré-candidata, a “visão de mundo” expressa na película é muito mais complexa do que o crítico está preparado para reconhecer. Arrogante, ele não cedeu um milímetro, apelando para a ridicularização dos meus argumentos. Agora, lendo o texto de Marina, sinto-me reconfortado. Que a senadora tenha muito êxito na caminhada deste ano eleitoral, comunicando à sociedade brasileira essa sua visão de mundo tão iluminada, tão marcada pela experiência sensível da realidade. O que enxergamos num filme, o modo como expressamos tal leitura, diz muito a respeito de cada um de nós. Sucesso comunicacional e eleitoral em 2010, Marina!
19/03/2010
Que este olhar e esta respeitável visão conquistem cada vez mais espaço para a edificação de uma sociedade mais consciente e integrada ao todo. com sincera admiração, Adilson.
19/03/2010
Querida, que doce olhar para o mundo onde o que é realmente importante para que sejamos inteiramente felizes e autosuficientes. Ainda que esteja ao alcance de poucos é confortante que compartilhemos isso.
18/03/2010
Sem comentários. Esse nosso Brasil é muito bom. Muito legal vermos pessoas como essa chamada Marina Silva. Que ela saiba que tão longe do Acre, no Rio de Janeiro, tem uma pessoa que nem a conhece pessoalmente, mas torce muito pelo seu sucesso. Porque eu acredito que esse texto é mais uma mostra de que a Marina é diferente dos demais políticos que são os “responsáveis” pelo nosso país. Espero ter o merecimento de conhecer a senadora algum dia. Um forte abraço!
18/03/2010
Como é de praxe, sempre busco informações sobre você e hoje me surpreendi!!! Que texto maravilhoso sobre o filme! É uma interação sobre sua realidade e as cenas do filme! Como és guerreira! Mulher de fibra! És merecedora de todo nosso respeito! Conte comigo e… continue segurando a bandeira do Senhor Jesus!
17/03/2010
Nossa, é uma análise do filme tão óbvia, simples e clara mas que por incrível que pareça ninguém até o momento se deu ao trabalho de fazer. Talvez devido à essa arrogância ou superioridade auto-proclamada de alguns que desconsideram a obra de James Cameron como cinema pipoca. Obrigado Marina por abrir nossos olhos frente à óbvia beleza do mundo e à clareza dos valores morais que nós seres humanos deveríamos almejar para nossas vidas.
17/03/2010
Maravilhosa mensagem.
Mas como sem tecnologia serão resolvidos os problemas de águas poluidas que ainda mata milhões de crianças?
E o problema da fome que coloca a margem da vida e do crescimento bilhões de pessoas?
O que fazer sem educação em massa com as bilhões de pessoas que são o rejeito da sociedade?
Como desenvolver uma rede, semelhante até a do filme, sem tecnologia, para que todos conheçam os problemas uns dos outros?
Beijo
Bia
15/03/2010
(trecho final da música Saga da Amazônia, de Vital Farias)
…
Foi então que um violeiro chegando na região
ficou tão penalizado que escreveu essa canção
e talvez, desesperado com tanta devastação
pegou a primeira estrada, sem rumo, sem direção
com os olhos cheios de água, sumiu levando essa mágoa
dentro do seu coração
Aqui termina essa história para gente de valor
prá gente que tem memória, muita crença, muito amor
prá defender o que ainda resta, sem rodeio, sem aresta
era uma vez uma floresta na Linha do Equador.
MINHA QUERIDA MARINA
QUE DEUS TE ABENÇÕE E TE ILUMINE NA SUA JORNADA, GENTE DE VALOR, QUE TEM MEMÓRIA, MUITA CRENÇA E MUITO AMOR!!!!
Um abraço brasileiro.
Jorge
15/03/2010
BELO E EMOCIONANTE DEPOIMENTO, COMO TUDO O QUE A SENHORA DIZ E FAZ. A SENHORA SERÁ A PRESIDENTE DESETE PAÍS. QUE DEUS ILUMINE A SUA LONGA CAMINHADA.
15/03/2010
Oi Marina, que coisa mais linda este texto seu… quanta pureza e realidade… a comparação pode ser sentida por quem, assim como eu, viveu em uma comunidade Oasqueira e alí aprendeu a conhecer e respeitar os mistérios da Mãe Natureza.
Fiquei feliz ao ler o texto que uma amiga me enviou. Grato por suas palavras.
11/03/2010
Marina, por essa — e muitas outras! — é que Marinei. Tô com vc e não abro!
Marilda Varejão, jornalista e ex-petista
10/03/2010
Marina
Acredito que este é o ano das mulheres. Mas da Mulher de Fibra, Guerreira, nascida e criada nos movimentos sociais.
Moro em Valente na Bahia… uma cidadezinha pequenina, mas bastante acolhedora. Tô c vc.
09/03/2010
Esse texto foi encaminhado para os diretores de AVATAR?
Se não foi, deveria.
muito bom!
Estou com você Marina!
Vc é a nossa esperança!
09/03/2010
Marina, em todo momento que assitia ao filme, via a história do brasil, desde sua descoberta, e como foram tratados os nativos. Sua analogia é perfeita.
Infelizmente a historia real não acaba como no filme. A natureza não se une contra seus invasores, pelo contrário, ela vai como uma ovelha muda ao matadouro. Ela aceita ser destruída.
E quando a natureza morre, nós morremos com ela. Essa é a maior tragédia.
Ela não se levanta contra os seus destruidores, ela vai morrendo aos poucos, e quem acaba sentindo a dor da morte da natureza muitas vezes nem foi quem a causou, e sim quem a amava.
09/03/2010
Marina, sempre me senti estranha, pois tambem fui criada num mundo “Pandora”, mas o progesso existe, e fui arremessada a Cidade Grande para estudar, quando cheguei, tinha uma necessidade emorme de dizer as pessoas como era o meu mundo, mas com o passar dos dias percebi que as pessoas riam e me chamavam de “bixo do mato”. Mas nunca me calei e ao longo da vida sempre tive um ou outro amigo que me escutava, sempre procurei um nome e esses amigos e não conseguia, hoje entendo que mesmo ele não vivendo em Pandora, em sua alma existe uma semente chamada Avatar.
Parabens! Por voce conseguir transmitir tão bem o que um dia se viveu.
Se um dia me nos encontrarmos vamos rir muito, pois tambem era muito magrinha, me identifiquei demais com o filme.
E hoje sinto o maior orgulho em dizer sou uma Avatar, e tenho amigos Avatar, voce eh uma delas.
Obrigada e um grande abraço.
08/03/2010
Extraordinária e bela visao da natureza do povo nato, unido ao Universo em que vive e dele aprendendo tudo. Reconhecimento do Divino e belo, maravilhosamente narrado. Muito emocionante e que eu tambem me identifiquei quando do meu tempo de criança, em Belem do Pará. Surpreendemente verdadeiro os horrores da chegada do “progresso”, de um lado e da destruiçao do outro, sem que ambos pudessem se conjuminar no aprendizado e na descoberta do verdadeiro PROGRESSO, onde ambos se descobrem e se beneficiam, elevando-se juntos no conhecimento e grande ode as maravilhas da Natureza ofertada por Deus para nos nutrir e crescer em todos os sentidos.
08/03/2010
É um relato comovente e assim como você quem tem um mínimo de sensibildade e contato com a terra mesmo que seja na cidade, se identifica com cada palavra sua.
Um grande Abraço e muitas Felicidades e Sucesso.
08/03/2010
Lindo texto Senadora! Sua história de vida tb é tão linda quanto o filme.
07/03/2010
Senadora! Entendo perfeitamente o que quer dizer com o lindo texto que escreveu sobre o filme.
Mais do que revolução tecnológica no cinema, mais que diversão e talvez alguns clichês, Avatar realmente tocou em feridas que acho que estavam esquecidas. Fiquei tocada com a sutileza e a beleza do filme também.
Mais uma vez, parabéns pelo texto! Fico feliz de saber da sua sensibilidade pra entender o mais importante do filme: a mensagem!
Abraços!
07/03/2010
Me emocionei tanto vendo o filme e lendo seu lindo texto baseado no mesmo, me emocionei ainda mais. Mesmo nao tendo vivido tantas coisas assim, me emociono porque acho tao triste vivermos nesse mundo e nao termos consciencia disso. Pandora é tao colorida e rica quanto a nossa floresta amazonica e simplesmente não damos o mesmo valor. http://5egundo5.blogspot.com/
07/03/2010
Maravilhosa a análise analógica da nossa Senadora. Viva ela e nós que temos o privilégio de ter numa pessoa tão digna entre os brasileiros.
07/03/2010
parabens senadora pelo texto tao esclarecedor e a sensibilidade de falar dasua e nossa historia tao triste e que deixa tao pouca esperança nos governantes vou ver o filme com outra pespectiva mais brasileira.que deus de forças para sua luta por um brasil melhor e mais justo…
07/03/2010
gostaria de dizer que, talvez, por causa da minha inabilidade com o computador, em um determinado momento não apareceu o meu comentário; daí, eu ter achado que teria havido uma recusa do moderador.
grato pela atenção.
07/03/2010
Compartilho os sentimentos e a visão sua – já adulto, vivi em uma comunidade rural durante seis anos; lá, pude sentir um pouco do que vc comenta; assinalo tb a diferença das leituras cristãs mais conhecidas.
07/03/2010
Gostei muito do post e, por indicacao do Juliano, acabei truduzndo-o em italiano, minha lingua mae, aqui:
http://fracardi.wordpress.com/2010/03/07/marina-silva-avatar-e-la-sindrome-dellinvasore/
Abraco
07/03/2010
Emocionante!
06/03/2010
Obrigada Marina Silva, a guerreira doce e sensível que precisamos manter viva dentro de nossa existência Humana neste momento do planeta. Um forte abraço,
Anna Claudia Agazzi – Fare Arte das exposições Amazônia Brasil feitas com Eugênio no passado.
06/03/2010
Espetacular !!! Vamos divulgar.
06/03/2010
Eu não vivenciei suas experiências mas compreendo cada palavra escrita por você, ainda me choca saber que o planeta está sucumbindo à ganância de humanos mais porcos e gananciosos do que os que apareceram no filme. É triste.
06/03/2010
Deu até vontade de assistir o filme de novo para ver com novos olhos tais questões!
05/03/2010
Que emoção! Desde Madrid, desde o velho mundo, muito obrigado. Os brasileiros tem fé num futuro melhor, algo que aqui esta meio perdido. Muito obrigado mesmo.
03/03/2010
Obrigado pelo texto Marina; ajudou-me a reencontrar e a reaver o avatar que exite em mim.
03/03/2010
Que beleza de leitura. Uma grande contribuição para uma boa compreensão filme.Ressalto que se trata de comentários de uma seguidora de Cristo, com uma visão bem diferente de outras leituras cristãs que me chegou ao conhecimento. Parabéns distinta Ministra e Senadora… O sonho continua, Brasil Urgente Marina presidente! Que Deus conceda a lucidez necessária ao povo Brasileiro para que, por intermédio do voto, façam a vontade D’Ele. Com abraço e muita luta!
03/03/2010
Gratificada foi o que senti após a leitura de um texto tão verdadeiro. Reconhecimento é o sentimento que todos deveriam ter ao ler esse texto da nossa futura Presidente do Brasil, como uma personagem digna de elogios.
03/03/2010
Lindo texto. Já compartilhei com a minha rede no facebook. Bjos,
Lelê
03/03/2010
Após a leitura,
Somente resta o silêncio reverente e a gratidão pela oportunidade de termos contato com a mensagem tão contundente do filme e pela partilha emblemática da nossa querida Marina!
Por outro lado fortalece o compromisso de luta, dos que trabalhamos com Educação Ambiental, no esforço de tornar concretos, na prática, os Princípios do Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global.
Tal como para a personagem central do filme, são momentos urgentes os que nos conclamam para termos a coragem de acreditar y de tentar na luta, até as últimas consequências, num total desapego dos nossos interesses e vaidades pessoais a favor da vida per se …
Obrigada Marina, por mais esta desinteressada contribuição, para iluminar e fortalecer nossa luta …
03/03/2010
Senadora, fiquei emocionado com o texto. Parabéns!
03/03/2010
Marina presidente. EU VOTO.
02/03/2010
Senadora Marina…lindo texto…fiquei com vontade de assistir, novamente, o filme…E muita vontade de fazer a estória inversa, esquecer todos os “ganhos” de um caminho e se conectar com aquilo que fica e perdura no eterno. Obrigada por estar presente em nosso país e por termos uma clara opção para a próxima eleição.
02/03/2010
Muito bonito mesmo!!!Se tivesse mais palavras escreveria e escreveria, mas basta!!
abraços
Jailson
02/03/2010
Bacana o seu texto. Muito sincero. Como sempre você se aprofunda em temas que passam despercebidos pela maioria do pessoal que está no Congresso Nacional.
02/03/2010
Eu também chorei quando vi a derrubada da grande árvore, tanto que chegou a molhar o óculos 3D. Com certeza, Avatar não é ficção. É realidade, história. Os navis são “filhos do Brasil” de verdade. Acreditem!
02/03/2010
Você me emociona Marina. Mais do que uma resenha, trata-se de uma aula de história sobre as lutas enfrentadas em 70. Uma aula de sensibilidade com o meio ambiente, com a culturas tradicionais, com a importância com o próximo e a necessidade de percebermos que não somos melhores que os outros. Que nossa Cultura não é superior a do outro. Seu texto me encanta pela sensibilidade, pela esperança…e nesse momento, é disso que estamos precisando.
02/03/2010
Senadora essa gente do estradeiro é doente,querem devorar a Floresta são invasores,se possivel vão querer plantar pera,uva e maçã,na Floresta… mas são passageiros e precisam de cultura e educação,do homem remanescente que aprendeu convivendo como a Senhora e seu pai no bioma Floresta, Cristo quando esteve na terra, também tratou desses doentes,que Deus lhe dê muita saude,para a Senhora continuar a sua missão.Não é Cristo que precisa de nós,mas nós que precisamos de Cristo.Não é a Senhora que precisa de nós,mas nós neste Planeta, que precisamos da Senhora.
02/03/2010
Assisti o filme Avatar ontem e hoje me deparo com esse texto que descreve tudo o que compreendi e admirei no filme. Me emocionei em vários momentos. Fico feliz de ter uma futura candidata a presidência com a sua história e com o seu modo de ver o mundo.
02/03/2010
Que belo texto! Mesmo não tendo vivido nada do que a senhora relatou, posso entender o quanto sente falta daquela vida. Infelizmente, no nosso mundo de hoje não podemos sonhar com uma Pandora.
Abraços e sorte.
02/03/2010
Que lindo Marina, obrigada por dividir “sua Pandora” conosco.
Abraco