Aviso: O texto a seguir menciona partes da história do filme Avatar de James Cameron e, por isso, pode tirar a surpresa de quem ainda não o assistiu.
Teve um momento, vendo Avatar, que me peguei levando a mão à frente para tocar a gota d´água sobre uma folha, tão linda e fresca. Do jeito que eu fazia quando andava pela floresta onde me criei, no Acre.
Lembranças
A guerreira na’vi bebendo água na folha como a gente bebia. No período seco, quando os igarapés quase desapareciam, o cipó de ambé nos fornecia água. Esse cipó é uma espécie de touceira que cai lá do alto das árvores, de quase 35 metros, e vai endurecendo conforme o tempo passa. Mas os talos mais novos, ainda macios, podem ser cortados com facilidade. Então, a gente botava uma lata embaixo, aparando as gotas, e quando voltava da coleta do látex, a lata estava cheia. Era uma água pura, cristalina, que meu pai chamava de água de cipó. E aprendíamos também que se nos perdêssemos na mata, era importante procurar cipó de ambé, para garantir a sobrevivência.
Me tocou muito ver a guerreira na’vi ensinando os segredos da mata. Veio à mente minhas andanças pela floresta com meu pai e minhas irmãs. Ele fazia um jogo pra ver quem sabia mais nomes de árvores. Quem ganhasse era dispensada, ao chegar em casa, de cortar cavaco para fazer o fogo e defumar a borracha que estávamos levando. A disputa era grande e nisso ganhávamos cada vez mais intimidade com a floresta, suas riquezas e seus riscos.
A gente aprendia a reconhecer bichos, árvores, cipós, cheiros. Catávamos a flor do maracujá bravo pra beber o néctar, abrindo com cuidado o miolinho da flor. Lá se encontrava um tiquinho de mel tão doce que às vezes dava até agonia no juízo, como costumávamos dizer.
É incrível revisitar, misturada à grandiosidade tecnológica e plástica de Avatar, a nossa própria vida, também grandiosa na sua simplicidade. Sofrida e densa, cheia de riscos, mas insubstituível em beleza e força. Éramos muito pobres, mas não passávamos fome. A floresta nos alimentava. A água corria no igarapé. Castanha, abiu, bacuri, breu, o fruto da copaiba, pama, taperebá, jatobá, jutai, todas estavam ao alcance. As resinas serviam de remédio, a casca do jatobá para fazer chá contra anemia. Folha de sororoca servia pra assar peixe e também conservar o sal. Como ele derretia com a umidade, tinha que tirar do saco e embrulhar na folha bem grande, que geralmente nasce em região de várzea. Depois amarrava com imbira e deixava pendurado no alto do fumeiro para que o calor mantivesse o sal em boas condições. Aprendi também com meu pai e meu tio a identificar as folhas venenosas que podiam matar só de usá-las para fazer os cones com que bebíamos água na mata.
Ficção e realidade
O filme foi um passeio interno por tudo isso. Chorei diversas vezes e um dos momentos mais fortes foi quando derrubam a grande árvore. Era a derrubada de um mundo, com tudo o que nele fazia sentido. E enquanto cai o mundo, cai também a confiança entre os diferentes, quando o personagem principal se confessa um agente infiltrado para descobrir as vulnerabilidades dos na’vi. E, em seguida, a grande beleza da cena em que, para ser novamente aceito no grupo, tem a coragem de fazer algo fora do comum, montando o pássaro que só o ancestral da tribo tinha montado, num ato simbólico de assunção plena de sua nova identidade.
O filme também me remeteu ao aprendizado ao contrário, quando fui para a cidade e comecei a aprender os códigos daquele mundo tão estranho para mim. Ali fui conduzida por pessoas que me ensinaram tudo, me apontaram as belezas e os riscos. E também enfrentei, junto com eles, o mal e a violência da destruição.
Impossível não fazer as conexões entre o mundo de Pandora, em Avatar, e nossa história no Acre. Principalmente quando, a partir da década de 70 do século passado, transformaram extensas áreas da Amazônia em fazendas, expulsando pessoas e comunidades, queimando casas, matando índios e seringueiros. A arrasadora chegada do “progresso” ao Acre seguiu, de certa forma, a mesma narrativa do filme. Nossa história, nossa forma de vida, nosso conhecimento, nossas lendas e mitos, nada disso tinha valor para quem chegava disposto a derrubar a mata, concentrar a propriedade da terra, cercar, plantar capim e criar boi. Para eles era “lógico” tirar do caminho quem ousava se contrapor. Os empates, a resistência, a luta quase kamikaze para defender a floresta, usando os próprios corpos como escudos, revi internamente tudo isso enquanto assistia Avatar.
A ficção dialoga muito profundamente com a realidade. Seres humanos, sem conhecimento sensível do que é a natureza, chegam destruindo tudo em nome de um resultado imediato, com toda a virulência de quem não atribui nenhum valor àquilo que está fora da fronteira estreita do seu interesse imediato. No filme, como o valor em questão era a riqueza do minério, a floresta em si, com toda aquela conectividade, toda a impressionante integração entre energias e formas de vida, não vale nada para os invasores. Pior, é um estorvo, uma contingência desagradável a ser superada.
Síndrome do invasor
Encontrei na tela, em 3D e muita beleza plástica e criatividade, um laço profundo e emocionante com a nossa saga no Acre, com Chico Mendes. E percebi que, assim como no filme, éramos considerados praticamente alienígenas, não humanos, não portadores de direitos e interesses diante dos que chegavam para ocupar nosso espaço.
É uma visão tão arrogante, tão ciosa da exclusividade do seu saber, que tudo o mais é tido como desimportante e, consequentemente, não deve ser levado em conta. É como se se pudesse, por um ato de vontade e comando, anular a própria realidade. Como se o que está no lugar que se transformou em seu objeto de desejo, fosse uma anomalia, um exotismo, uma excrescência menor.
E, afinal, essa arrogância vem da ignorância e da falta de instrumentos e linguagem para apreender a riqueza da diferença e extrair dela algum significado relevante e agregador de valor. Numa inversão trágica, a diferença é vista apenas como argumento para subjugar, para estabelecer autoritariamente uma auto-definida superioridade. Poderíamos chamar tudo isso de síndrome do invasor, cujo principal sintoma é a convicção cega e ensandecida, movida a delírios de poder de mando e poder monetário, de ser o centro do mundo.
No Acre nos deparamos com muitos que viam nossos argumentos como sinônimo de crendices, superstição. Coisa de gente preguiçosa que seria “curada” pelo suposto progresso de que eles se achavam portadores. Por outro lado, também chegaram muitos forasteiros que, tal como a cientista de Avatar e o grupo que a seguiu, compreenderam que nosso modo de vida e a conservação da floresta eram uma forma de conhecimento que poderia interagir com o que havia de mais avançado no universo da tecnologia, da pesquisa acadêmica e das propostas políticas de mudanças no modelo de desenvolvimento que eram formuladas em todo o mundo. Com eles, trocamos códigos culturais, aprendemos e ensinamos.
Avatar nos leva a tomar partido
Fiquei muito impressionada como esse processo está impregnado no personagem principal de Avatar. Ele se angustia por não saber mais quem é, e só recupera sua integridade e identidade real quando começa a se colocar no lugar do outro e ver de maneira nova o que antes lhe parecia tão certo e incontestável. Sua perspectiva mudou quando viu a realidade a partir do olhar e dos sentimentos do outro, fazendo com que a simbiose presente no avatar, destinado a operar a assimilação e subjugação dos diferentes, se transformasse num poderoso instrumento para ajudá-los a resistir à destruição.
Pode-se até ver no filme um fio condutor banal, uma história de Romeu e Julieta intergalática. Não creio que isso seja o mais importante. Se os argumentos não são tão densos, a densidade é complementada pela imagem poderosa e envolvente, pelo lúdico e a simplicidade da fala. Se houvesse uma saturação de fala, de conteúdos, creio que perderia muito. A força está em, de certa maneira, nos levar a sermos avatares também e a tomar partido, não só ao estilo do Bem contra o Mal, mas em favor da beleza, da inventividade, da sobrevivência de lógicas de vida que saiam da corrente hegemônica e proclamem valores para além do cálculo material que justifica e considera normais a escravidão e a destruição dos semelhantes e da natureza.
Achei meu “povo”
E, se nada mais tenho a dizer sobre Avatar, quero confessar que aquele povo na’vi tão magrinho e tão bonito foi para mim um alento. Quando fiquei muito magra, na adolescência, depois de várias malárias e hepatite, me considerava estranha diante do padrão de beleza que era o das meninas de pernas mais grossas, mais encorpadas. Sofria por ser magrinha demais, sem muitos atributos. Agora tenho a divertida sensação de que, finalmente, achei o meu “povo”, ainda que um pouco tarde. Houvesse os navi na minha adolescência e, finalmente, eu teria encontrado o meio onde minhas medidas seriam consideradas perfeitamente normais.


23/06/2010
Como Marina Silva, eu quero um país mais verde, não apenas no pano da bandeira, mas de chão verde, de frondosas árvores que nos abriguem em suas sombras no calor intenso, que umideçam o ar que respiramos, que seja, enfim, o abrigo de toda a biodiversidade, pois também sinto saudades das matas que não vejo mais porque cederam seus espaços para tudo em nome de um pseudo e desordenado progresso.
21/05/2010
Essa é a minha visão também…parece que consigo ver tudo dessa mesma forma. Assim como você Marina, nasci e passei minha primeira infância na mata. Nasci em 1953 na floresta atlântica no Paraná. E também nunca me conformei com a atitude do ser humano em relação a natureza…vi as florestas sumindo dia a dia e chorava por isso…hoje vivo no MS e nem gosto de voltar ao meu Estado de origem por não reconhecer nada do que foi outrora. Aquilo que no meu quarto ano de vida fora uma imensa e exuberante floresta se transformou num reconhecível campo de plantações de soja e milho onde não se podia mais ver uma unica árvore e nem saber com exatidão onde se localizavam as antigas casas que um dia ali existiam…isso tudo aconteceu em apenas uma década…Precisamos mudar os nossos conceitos em relação à natureza e isso com muita urgência…precisamos de programas sérios de recuperação e muita educação no sentido da formação de uma nova consciência ambiental…Agora se me for permitido, como sou seu fã há muitos anos por toda a sua luta e ser matuto também, deixo como sugestão o seu não envolvimento com nenhuma religião…não será benéfico misturar essas duas coisas…religião e política…Deixe sua religião apenas no particular…Assim creio que teremos a melhor Presidente da República que este País já teve…Desejo lhe muita sorte e pode contar com o apoio deste cidadão…
21/05/2010
Querida Marina, saudações fraternais.
Gostaria de saber se você nos autoriza publicar seu artigo: Avatar e a síndrome do invasor no http://www.jornaloaprendiz.com.br?
13/05/2010
graça e paz marina tenho orado muito por você e sei que está escrito no livro do profeta daniel 4:17 esta senteça é por decreto dos vigilantes,e esta ordem por mandamento dos santos;a fim de que conheçam os viventes que o altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens;e o dá a quem quer,e até ao mais humilde dos homens constitui sobre eles
11/05/2010
A SUA DESCRIÇÃO SOBRE O SENTIMENTO QUE O FILME DESPERTA MOSTRA A PESSOA SENSÍVEL E DE VISÃO CLARA QUE VOCÊ É. PLENA É A MINHA ADMIRAÇÃO PELO CONTEÚDO, PELA COMPARAÇÃO SUTIL E AO MESMO TEMPO MARCANTE DA VIDA NA FLORESTA, PELO MODO COMO AS COISAS ERAM APRENDIDAS E APREENDIDAS NO ÂMAGO. A SABEDORIA QUE NÃO SE APRENDE EM FACULDADES E SIM COM A ALMA USANDO PARTE DA LETRA DE GIL EM SUPER-HOMEM:”…QUEM DERA PUDESSE TODO HOMEM COMPREENDER, Ó MÃE (TERRA)QUEM DERA…”
MORENA MARINA, VOCÊ ME ENCANTOU.QUE SEJA VOCÊ A PRIMEIRA “NA’VI” BRASILEIRA A TRAZER A ESPERANÇA E REENCONTRAR O “SEU” POVO.
QUE O COSMOS CONSPIRE SEMPRE A SEU FAVOR E QUE TODOS OS SEUS BONS DESEJOS SE REALIZEM.
BEIJOS DE LUZ EM SEU CORAÇÃO.
01/05/2010
Prezada Marina
Antes de fazer meu comentário, li com atenção todos os demais. As incoerências fazem parte do contexto político: são inevitáveis e possibilitam o exercício pleno da democracia. Os “aproveitadores” já os conhecemos e, com certeza, haverão outros infiltrados: sua luta é maior do que a mediocridade deles. Mas também são humanos e nunca se sabe quando farão sua reforma íntima. Sou da terra de JK: ele não seria quem foi se não amasse suas crenças e adornasse seu dinamismo com a poesia. Dirão outros: mas JK fez isto, fez aquilo… Mas fez muito e sempre por amor ao Brasil. Creio estarmos num divisor de águas. O mundo não poderá se furtar a decidir pela vida ou pela morte, pelo ser humano ou pela máquina (não que a máquina, enquanto máquina seja má – nós as criamos e as tocamos), pelo amor ou pela violência. Mas, não dá para ser omisso. Muitos de nós não saberiamos navegar na hipocrisia. Só quero lhe agradecer por sua fidelidade aos seus valores e princípios. Tenho notado que os desesperados vão se valer do seguinte jargão: A Marina é a melhor, mas não tem chance. Conversa fiada: a Marina tem fé e qualquer que seja o resultado ela ganhará porque sua opção sempre foi pela vida. Se houver perda será nossa – de nosso pobre país, que vem pagando a duras penas o preço de suas opções incoerentes. Agradeço-lhe por resgatar-me a esperança e, continuado seu esforço pelo crescimento humano, sua torcida e sua luta pela vida, terás não um apoiador político, mas um verdadeiro companheiro de ideal.
30/04/2010
É uma candidata inteligente. Tem suas limitações definidas, até pelo que já passou quando saiu do seu mundo verde-selvagem, para o escuro-concreto. Eu não vejo outro projeto de governo como paradigma para superar o de Marina. GUERREIRA!!!
29/04/2010
AVATAR e a frase que nos leva a pensar,
dita pela personagem ao responder ao
pedido de cura para a ciêntista que está
morrendo: “A NATUREZA NÃO TOMA PARTIDO”.
A Natureza não é um mero objeto a nos
servir,está acima das nossas orações
mesquinhas – ela é SOBERANA – vide os
últimos acontecimentos no mundo…é a resposta aos nossos “tezouros culturais”.
28/04/2010
Em plena capital baiana, outros avatares lutam por uma Unidade de conservação que querem destruir. A do Vale Encantado. E a vergonha da especulação imobiliária está invadindo APPs. Somos formigas ou gigantes? O segredo é não desistir nunca.
Ajude-nos. PARQUE ECOLÓGICO DO VALE ENCANTADO DE PATAMARES , ainda sem poligonal. Propositalmente pelo poder!
19/04/2010
Marina, linda flor, você é a própria beleza das matas e suas palavras tão simples e profundas são nosso acalanto diante das lutas incessantes da vida, têm cheiro de lírio branco. Boa sorte, paz, luz e perseverança sempre: você chegará lá! Com carinho, Adélia.
15/04/2010
Marina, por acaso você já leu o Mito de Protágoras que está no diálogo “Protágoras” de Platão? Acho que poderia ser extremamente útil para você (e, por extensão, para nós todos).Sorte e bênçãos para você!
15/04/2010
que texto Maravilhoso!!! me emocionei também pelo resgate que fez de suas memorias quando criança. Sou professora universitária em Fortaleza-Ce, e sempre trago suas reflexões e seus textos para leitura e debate em sala de aula. este será um deles. Tem minha admiração há muito tempo, agora meu voto. um grande abraço.
14/04/2010
Cara Marina,
A estória de Avatar pode ser comovente e emocionante, mas quando vejo o diretor James Cameron falando que vai recorrer ao senado americano para impedir a construção da usina de Belo Monte o filme já começa a perder seu encanto. Não que eu seja a favor da usina, mas fico desconfiado se esta indignação dele não é mais um passo na estratégia de marketing daqueles que querem internacionalizar a amazônia?
Faz uns meses está passando no canal da Warner várias propagandas de ongs sobre a “defesa” da floresta amazônica. Aí vem o filme Avatar e depois James Cameron vem aqui com este discurso intervencionista.
A pergunta que fica é: porque o Cameron vem aqui com este discurso e não foi ao senado americano na época do encontro de Copenhagen (e em outros encontros entre países) para forçar os EUA a serem mais flexíveis e mudarem a postura de não querer mexer na sua política econômica e ambiental?
Isso sem falar em muitas outras situações questionáveis da postura dos EUA no mundo.
Seria o filme Avatar mais uma jogada no marketing que tenta convencer as pessoas no Brasil e no mundo que se deve internacionalizar a Amazônia?
Gostaria de saber o que você acha disso.
13/04/2010
Lindo texto,emocionante!
Parabéns!
13/04/2010
É claro que essa visão sua me tocou, mas não consigo deixar de comentar: o filme me desapontou por mostrar os agressores (os exploradores e militares) como pessoas más, monstros sem coração. Como é possível proteger algo quando existe tanto ódio contra seus inimigos? Tenho a sensação de que os Na’vi, ao expulsarem e humilharem seus invasores, perpetuaram uma guerra que pode acabar com sua destruição. Espero que na vida real consigamos proteger nosso mundo sem acirrar inimizades. Afinal, todos nós temos coisas que gostaríamos de proteger.
13/04/2010
Cada vez que te vejo falar, ou algo que tenha escrito, admiro mais e mais a pessoa que você é. É importante que pessoas como você estejam em evidência, e possam servir como exemplo de retidão, de sencibilidade, de ternura, humildade e tantas outras coisas boas que você expressa simplesmente sendo você mesma. Beijos e muita saúde, força, sorte e luz no seu caminho.
13/04/2010
Olá Marina!
Ontem tive a honra de ouvi-la pessoalmente no TUCA! Já acomanhavam o moviemtnomarinasilva.org.br, mas o brilhantimso de suas palavras arrebatam nossas esperanças de uma política limpída, nos inspira um patriotismo e a uma maior participaçao político-sociabiental. O mundo já a reconehceu com alguém que pode salvar o Planeta(que responsa ein? =D), como os brasileiros ainda não visualirazam isso, apesar de óbvio? Nao sei, sei que nessa eleições – a minha primeira – tens meu voto garantido e no que depender de nós e o Movimento, serás eleita!
Sua história, trajetória e simplicidade não tem precedentes, e sua similiridade e identificação com “Avatar”, só nos faz te admirar ainda mais!
Não exagero ao dizer que Te amamos (eu sim!)!
bjOs, boa sorte e que Deus te acompanhe no labro dessas eleições.
13/04/2010
Acredito nesse seu jeito modesto, sereno e acima de tudo sincero, pois vc é a representatividade de uma vontade de mudança. Portanto, essa luta não é só sua, acredite!!! O povo do acre está com você nesta nova jornada… Sucesso!!!
13/04/2010
Marina, ficamos orgulhosos por ter vc ser brasileira!
12/04/2010
Olha sou politicamente ativo, e já tinha meu voto definido desde de o ano passado. Contudo comecei a te ver falando, busquei reportagens suas, li e reli sua história e… Karaca!!! mudei de opinião (coisa raríssima) meu voto desde de já é seu Marina. Boa Sorte como nossa presidente!
12/04/2010
“A gente aprendia a reconhecer bichos, árvores, cipós, cheiros. Catávamos a flor do maracujá bravo pra beber o néctar, abrindo com cuidado o miolinho da flor.”
Cuidado, você não pode dizer que começou a estudar aos 16, e sim que entrou na escola com essa idade, pois antes você deve ter aprendido muito com a cultura regional.
Brincadeira! Sucesso Marina, torço por você, quero te ver presidente!
12/04/2010
Marina,
Quanto mais você expõe suas idéias, con-
vicções e sensibilidade, mais te admiro!
Abraço.
12/04/2010
Marina, sua fala transborda coragem, persistência e crença. Longa vida a você e aos seus anseios. Meu voto é seu. Ainda há uma esperança no fim do túnel.
Grande abraço.
11/04/2010
Inspirada, hein.
Sei que soa meio estranho.
Mas é bom ver que políticos também assistem a filmes.
Boa Sorte, Marina.
11/04/2010
Fico impressionado com sua inteligência e sensibilidade, que nos contagia a querer ouvi-la. Eu e minha família estamos torcendo por você e por seu projeto de desenvolvimento com sustentabilidade.
11/04/2010
Marina, que belo relato você fez. Sou de Rondônia, mas atualemente estou morando em Rio Branco. Parabéns pelas suas conquistas e que elas sejam maiores daqui pra frente. Você merece.
Beijos e sorte.
11/04/2010
Emocionante seu relato! Realmente esse filme tem muito de real.
Com seu histórico de vida vc poderá nos ajudar a reverter esse quadro!
11/04/2010
James Cameron ….Foi mandado por Obama para impedir a construçao dessa hidrelétrica e assim prejudicar o crescimento do brasil, com essa historia de preservaçao da natureza. Devemos buscar o equilíbrio entre a preserçao e desenvolvimento do País…
11/04/2010
Marina,
Seu texto e sua realidade são mais bonitos q o próprio filme, pq foram vividos, sentidos de verdade, não em Hollywood, apesar de q tb achei a produção fantástica. Além de candidata a presidente vc é ótima de texto, parabéns!
11/04/2010
Marina! extraordinária a beleza de teu relato. Como sou amazônida, urbano, pouco conhecedor das florestas, mas sou autoctone pela natureza, tenho registros neurológicos dos encantos das florestas nas poucas que estive no interior da Amazônia. No ano passado, tuitei para você, falando dos riscos e das incompreensões que surgiriam por seres candidata do PV, e onde milita Zequinha Sarney, “membro do abominável clã Sarney” disse em meu relato que, Zequinha é “fogo amigo” e que precisavas libertar-te de tão malfadada companhia. Mas a política se faz reunindo os contrários ” A democracia é a melhor forma de governar, por conseguir reunir os contrários” Votarei em teu honrado nome e história, não votarei no PV, e independente de estares em um partido que tem como filiado o cidadão Zequinha Sarney. Votarei em ti, por seres maior que o PV, maior que Lula e Dilma maior que Zequinha e sua tão ignominiosa história.
Com carinho
Izidoro de Castro
11/04/2010
Concordo com o Paulo. Infelizmente não há como votar na pessoa Marina, sem que votemos em seu partido…partido este que conta com a “síndrome do invasor” do Sarney. Realmente uma incoerência…uma pena…
10/04/2010
A Marina reune valores e princípios que gostaríamos de ver em um presidente deste país. Para isso ela precisa de um Partido e o PV e a Marina têm um grande problema a resolver: José Sarney Filho !!?? não dá para votar na Marina, sem votar no PV e com “Sarney”, não dá, eu não consigo aceitar essa incoerência
09/04/2010
Aqui em Santana de Parnaíba estamos carecendo de uma Marina.
Mas se vc for o exemplo no Planalto, como Governante do país, quem sabe muitos irão se sentir motivados à mudanças.
Siga com fé na vitória!!
Conte com o meu voto e apoio.
09/04/2010
Clareza, sensibilidade visão ampliada (holística)e transdisciplinar… tudo o que o Brasil está precisando! A começar pela Educação.
Marina, vc já tem o meu voto.
Siga em frente com certeza de sua vitória: a 1ª Presidente Yin do Brasil, com força Yang!!!
08/04/2010
Que clareza, que lucidez! A gente aqui em casa tea louco pra se engajar e fazer passar a sua visão adiante. Como podemos acompanhar mais de perto? Sentimos falta de um espaço onde seja possível discutir propostas mais concretas… sinalize, por favor! E nós estaremos lá!
05/04/2010
Interessante o James Cameron pegar carona e se engajar na cruzada contra Belo Monte. Vejam a mega-mansão onde ele mora, em Malibu:
http://wikimapia.org/5835345/James-Cameron-house
http://virtualglobetrotting.com/map/james-camerons-house
Ele deve consumir muita energia numa mansão dessas, não é? Agora vejam as usinas hidrelétricas (como Belo Monte) que fornecem luz para sua casa, além das lojas, hospitais e escolas que ele usa e os estúdios de cinema onde ele faz filmes como Avatar:
http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_power_stations_in_California#Hydro-electric
Então por que o James Cameron, para que seu discurso soe com um mínimo de autenticidade, primeiro não abdica da energia hidrelétrica que ele usa na Califórnia para só depois vir aqui no Brasil nos dizer para não usarmos essa mesma energia hidrelétrica?
31/03/2010
Nunca vi tanta sensibilidade em uma só pessoa. Acaba de ganhar meu voto para sempre. Bjs no coração.
31/03/2010
Lindo texto. Fale ao povão, Marina. Força!
28/03/2010
Marina ………….encontrei tbem o meu povo , encontro vc! Desejo q encontre logo, logo bra’si (!)suficientes pra essa transformação de vida em VIDA!conte comigo!um forte abraço, heloisa
28/03/2010
Marina,vc precisa ser presidente e penso que tem de falar mais ao povao ,que é a massa eleitora.Todos sabemos de sua capacidade e inteligência,portanto ,dirija-se ao povao com uma linguagem MUITO SIMPLES,sem modismos acadêmicos ( que muitas vezes sao criados e usados incorreta/ dentro de nossa língua)Quero vê-la no comando, para livrar um pouco o país ,e tbém o planeta, de tanta agressao.SORTE!
26/03/2010
Bela visão de Mundo Marina.
Bjos e muita sorte!