O Lipe Cunha assistiu o programa do PV, gostou da ênfase dada ao tema da educação pública e quer saber o que precisa ser feito para mudar e melhorar o ensino.
É dificil falar de uma ou duas soluções que resolveriam todo o nosso problema. Aqui vão cinco itens a serem implementados agora que conseguimos praticamente universalizar o Ensino Fundamental.
1) Os resultados das últimas avaliações do ensino mostram que nem 30% dos alunos têm desempenho adequado em português e matemática, tanto na quarta série, como na oitava e ensino médio. Queremos que todas as crianças e jovens aprendam todos os conteúdos, valores e habilidades necessários.
2) Precisamos que a formação inicial do professor esteja mais conectada com a realidade da sala de aula. O professor deve ter uma formação continuada consistente para estar atualizado em termos de conteúdo e, ao mesmo tempo, satisfeito nos aspectos de carreira e salário. Precisamos cuidar para que a lei vigente seja cumprida, para tornar a profissão mais respeitada e atrair novamente bons profissionais.
3) Dados de organismos internacionais como o Cepal apontam para a necessidade de 12 anos de escolaridade para o indivíduo sair de um estado de pobreza, ou seja, a conclusão do ensino médio. Hoje apenas 61% dos alunos concluem o Ensino Fundamental e 44% o Ensino Médio. É preciso criar condições para que todos os alunos concluam essas etapas na idade correta, sem repetência, para que possam participar da vida do país de forma digna e produtiva.
4) Existe uma grande demanda dos jovens que se dizem desinteressados pela escola e que procuram por cursos técnicos e profissionalizantes. Não se trata de abrir mão de uma visão mais ampla, humana e cultural, mas de promover uma atualização dos currículos em seus aspectos culturais e nos relacionados ao mundo do trabalho.
5) O brasileiro tem direito a ir para a escola dos 4 aos 17 anos. Estudos nacionais e internacionais demonstram a importância da educação infantil como forma de melhorar o aprendizado nas séries iniciais. Precisamos, então, garantir que a lei seja cumprida e que as crianças possam ingressar na escola já aos 4 anos.
Estes pontos foram elaborados com a ajuda da socióloga Neca Setubal, presidente do Cenpec, uma das ONGs mais respeitadas do país em educação.
29/09/2010
Marina, e a saúde e a violência?
27/04/2010
Acho que o problema está nos três lados aluno , professor e escola até porque concordo com lado dos professores até porque no colégio onde estudo os professores faltam até demais ,fazem paralisação e deixam a nossa educação de lado,escola precisa deixar o pagamento dos nossos professores em dia e aumentar um pouco mais que está muito pouco,e alunos vamos levar os estudos mais a sério e não fazer bagunça em sala de aula porque que eu saiba sala de aula é lugar de estudar e não de brincar ,bater nos colegas ,e xingar professores,e vamos respeitar um pouco mais os professores
26/02/2010
Aposentado do INSS tambem vota!
26/02/2010
SOU ACADEMICA DO CURSO DE hISTÓRIA,PRETENDO SER PROFESSORA JÁ QUE MEU CURSO É LICENCIATURA, PORÉM TENHO UMA INCERTEZA DANADA AO VER QUE O ENSINO PÚBLICO NAO É VALORIZADO, O EDUCADOR É O PROFISSIONAL MAIS IMPORTANTE E MAIS MAL PAGO NO BRASIL, É TRISTE CONCLUIR QUE PARA SER MELHOR CAPACITADO PARA ENFRENTAR O VESTIBULAR E O MERCADO DE TRABALHO É NECESSÁRIO PAGAR E QUEM NAO TEM CONDIÇOES PARA TAL PROEZA NAO ENTRA NA UNIVERSIDADE. ENQUANTO A REDE PRIVADA INVESTE EM CADA VEZ MAIS NO ENSINO O GOVERNO INVESTE TÃO POUCO NA EDUCAÇAO PÚBLICA.E FICA SEMPRE ESSA INDAGAÇAO SERÁ QUE NAO ENTENDEM QUE PARA MELHORAR, DESENVOLVER,CRESCER SUA INFLUENCIA NO MUNDO NAO É PRECISO ” SER O CARA” MAS INVESTIR NA BASE DE TUDO, NA EDUCAÇÃO?
23/02/2010
Valorizar o Professor não implica apenas em melhorar o salario, mais passa por isso tambem, quem disser o contrario no minimo estara sendo hipocrita.
O Governo do Acre , melhorou o salario do professor, hoje he quem no Brasil melhor paga o Professor, paralelo a isso, o Governo da Floresta vem investindo na formação e qualificação desses profissionais.
Professor he PROFISSÂO, não sacerdocio, qualquer um que tenha o discursso de sacerdocio, que doe o seu pagamento. Quem encara educação como Profissão faz isso de forma seria, busca alternativas mas não faz milagres, faz realidade constroi possibilidades e precisa de bons salarios.
OBS. Se interessar, sou gestor de Escola Publica no Acre e temos uma proposta de avaliação de desempenho , nada de fantasioso ou extraordinario, soh realidade. (email- nomeiodamata@hotmail.com)
Muito prazer , sou professor por profissão meu nome eh Mario Marcelo
22/02/2010
Oi, Marina.
Achei na internet e coloquei no meu blog um vídeo (em três capítulos) sobre a experiência da escola vocacional, fechada pela ditadura no final dos anos 60. Acho que pode ajudar nesse debate. Procure no youtube por “Sete vidas eu tivesse” ou veja no http://tempoalgum.blogspot.com
21/02/2010
GOSTARIA DE FALAR COMO MAIORIA MAS, INFELIZMENTE ISSO AINDA NÃO É VERDADE. RETORNO À ESCOLA AOS 49 ANOS DE IDADE, (1999). A ESCOLA SONHADA DA INFÂNCIA NÃO ESTAVA MAIS LÁ. A IMAGEM DO GRUPO ESCOLAR DE SAPOPEMBA – SP, DOS ANOS 60,(COM REPRESSÃO MILITAR E TUDO) PEQUENO E ACOLHEDOR, PERMANECE IMACULADA. A DESPEITO DISTO, PERMANEÇO NA ESCOLA. GRADUO-ME EM LETRAS,(2005)TORNO-ME MESTRE EM EDUCAÇÃO EM 2009 (UnB).ESCOLHO APRENDER A TRABALHAR COM EDUCAÇÃO COM O MOVIMENTO POPULAR. A EDUCAÇÃO NÃO ME SUSTENTA FINANCEIRAMENTE, MAS COMPLEMENTA-ME COMO SUJEITO INTEIRAMENTE! NÃO ACEITO MAIS, O DISCURSO DO SALARIO E CONDIÇÕES,VIVIDAS PELOS PROFESSORES EM TODOS OS AMBITOS DA EDUCAÇÃO NO BRASIL. TAMBÉM NÃO ACEITO MAIS O DISCURSO DA EVASÃO DO EDUCANDO E SUA CULPABILIDADE PELO FECHAMENTO DAS ESCOLAS PUBLICAS COM ENSINO DE EJA. AINDA SEMI-ANALFABETA AO TRABALHAR DURO PELA SOBREVIVÊNCIA MINHA E DA FAMÍLIA, APRENDO BEM CEDO QUE O RESULTADO DE TRABALHO HONESTO E SERIO, TEM RETORNO GARANTIDO, INCLUSIVE FINANCEIRO. ESTOU NA LUTA PELA EDUCAÇÃO QUE TEM COMO CURRÍCULO, O DA VIDA DE CADA SUJEITO ONDE ELE ESCOLHE O QUE QUER APRENDER. COMO METODOLOGIA A CONTRUÇÃO COLETIVA, ONDE CADA UM (A) COMPARTILHA E SOMA O QUE QUER APRENDER. UMA EDUCAÇÃO ONDE O CONHECIMENTO ESTEJA DISPONÍVEL A QUEM O DESEJAR, NÃO CONFINADO E DESTINADO A ALGUNS POUCOS. SIGO NO MEU MICRO LÓCUS, INCENTIVANDO ADULTOS A RETORNAREM A ESCOLA E ASSIM, COMPRANDO A BRIGA, DESSES QUE AINDA NÃO PODEM BRIGAR SOZINHOS COM O ESTADO (SOCIEDADE POLÍTICA)POIS, DE VERDADE ESTE NÃO QUER SABER DELES. CONSIDERO O ANALFABETISMO DIVÍDA SOCIAL DO BRASIL (SOCIEDADE POLÍTICA) PRA COM O SEU POVO (TODA A SOCIEDADE CIVIL). AOS QUASE 60 ANOS DE IDADE,SOBREVIVO DO MEU PRÓPRIO NEGOCIO. FORMEI MEUS FILHOS, E COMEÇO A FORMAR MEUS NETOS.DO MEU TRABALHO COMO EDUCADORA, GANHO A CADA DIA A ALEGRIA DE CONSTITUIR-ME, E ESTAR AJUDANDO NA CONSTITUIÇÃO DE SUJEITOS CONSCIENTES DA SUA RESPONSABILIDADE SOCIAL.
21/02/2010
Educação começa em casa, e a valorização do professor deve ser um exercicio continuo..
20/02/2010
Em primeiro lugar, colocar professores preparados em sala de aula. Em segundo lugar, oferecer salários dignos para que os bons professores tenham condiçoes de atuar na rede pública. Uns 2.000,00 por 20 horas seria algo plausível e traria muita gente boa e idealista ao magistério público. Eu mesmo, não leciono em escolas públicas porque não consigo manter minha família com o salário. E há muitas outras coisas a se fazer…. mas essas são o básico do básico num país de professores semi-alfabetizados, mal remunerados e desprestigiados.
20/02/2010
Acabei de receber esta mensagem por email e gostaria de deixar registrada aqui:
“Todo mundo ‘pensando’ em deixar um planeta melhor para nossos
filhos…
Quando é que ‘pensarão’ em deixar filhos melhores para o nosso
planeta?”
Passe adiante!
Precisamos começar JÁ!
Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe
o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos
os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive…”
20/02/2010
Adoro a Marina!! Ela é realista. o dinheiro existe sim, tem como melhorar muito esse país. Tem tanto dinheiro que o LULA até emprestou p/ o FMI….
20/02/2010
Manifestação de desejos e como tal caminha na linha de todos os demais programas de governo. O importante é saber como executar cada medida e como medir o resultado de cada uma
19/02/2010
Essa questão é complexa! Não existe uma única solução! Mas acredito que TODOS, governo e sociedade devem se unir para resolver obstáculos! Perdemos a cada governo oportunidades de inserir nossos jovens cada vez mais no amplo campo da sabedoria!
Vejo vários problemas: Norte e Nordeste, longe de grandes centros tecnológicos, professos com salários ridículos, infraestrutura das escolas do ensino em geral, um verdadeiro descado!
No Sul e Sudeste, falta estímulo para os jovens permanecerem estudando, isso, demonstra que os modelos de aprendizado precisam reformular-se completamente! No ensino médio, creio que avançamos, mas em Estados que dedicaram à construção de escolas de cursos técnicos!
Na estrutura das Universidades, precisamos quebrar paradigmas! O Vestibular no Brasil, hoje é uma verdadeira confusão! Isso não pode mais continuar! Estamos segregando as pessoas e com isso, sempre, desde o início da primeira universidade lá em 1800, continuamos por eletizar nossa complexa sociedade! Precisamos mudar urgente tudo isso! Todavia! Não vejo esse movimento no Brasil! Penso que estamos fadados ao mero acaso! E assim continuamos a valorizar apenas as mulheres do carnaval e os jogadores de futebol! Pois, acreditem, a maioria dos nossos adolescentes pensam nisso, pois com total influência da mídia! Poucos desejam ser Médicos, Advogados, Engenheiros, Administradores, etc… Simplesmente triste!
19/02/2010
Senadora gostei do seu artigo,e confio que só a senhora que aprendeu convivendo com a natureza, vai poder dar um rumo nestes pseudoplanejadores de Brasilia. Agora vem a pergunta,de onde vem o recurso para sairmos do discurso e melhorar a educação neste país?A constituição brasileira “garante” a todos o direito a escola dos 4 aos 17 anos,mas a verdadeira mudança ao nosso ver, esta na forma de planejar, uma nova educação descentralizada,esta tem que oferecer qualidade as presentes e futuras gerações nos biomas;seja do urbano,da floresta,do cerrado e do pantanal e não ficar enganando com a “escola”, que o estado acha que ensina, e aluno finge que aprende,vemos que chegou a hora de servir educação com as mudanças do triangulo da sustentabilidade(economicamente viável,socialmente justo e ambietalmente correto),o importante para a criança é aprender convivendo no seu bioma,assim vamos reconhecer o recurso da diversidade cultural e educacional de todos os povos remanescentes.
19/02/2010
OBrigado pela resposta! Como estão falando aí, não somente a satisfação do professor de ir dar aula, é necessário também que o aluno seja estimulado a ir para escola por vontade própria e isso pode ser feito em parceria com a família, isto é, as escolas deveriam se aproximar mais dos responsavéis por meio de feiras, atividades e eventos feitos pelos alunos.
19/02/2010
Sinceramente, sinto falta de propostas mais concretas sobre como suprir o déficit de vagas no ensino médio/técnico – o grande corte na exclusão no Brasil…
19/02/2010
brunoisa
@brunoisa:
Problema educacional brasileiro esta no egoísmo em transmitir o conhecimento, tornando algo elitizado e “endeusado” alcançado por poucos, fala-se muito em epistemologia da educação no mundo universitário, mas Nossos Proprios Doutores, Phds, mestres, guardam para si o conhecimento…, o academico por sua vez, repassa isso, para o ensino fundamental, médio etc.
Um efeito cascata que necessita ser mudado.
Como? Valorizando os professores, os mestres? doutores? Não sei! Acho que essa questão vai alem de valores financeiros.
É uma questão de bom senso, é uma questão de humanizar, patriotismo, e querer evoluir. Epistemologicamente falando: é uma questão de força de vontade de TODOS, de romper o paradigma da educação, enraizado em nossa cultura.
19/02/2010
Tudo que foi dito anteriormente é realmente necessário, mas acredito que os pais têm um papel primordial nessa fase de aprendizagem, o incentivo maior tem que vir de dentro de casa.
19/02/2010
Acho que o MEC poderia flexibilizar mais as grades curriculares para que escolas (públicas e privadas) com conceitos pedagógicos alternativos possam surgir… escolas que ofereçam uma alternativa à esse modelo ‘professor-ensina-aluno-aprende’…
Escolas com pedagogia libertária, construtivista, que valorizem a realização de sonhos e projetos ao invés de simplesmente passar conteúdo.
Esse tipo de escolha já era chata e desinteressante na minha época quando não existia nem Internet no Brasil. E computadores eram um privilégio de poucos (eu tinha um mas era *a* exceção da cidade e custou o preço de um carro).
Com esse tipo de flexibilidade eu poderia escolher qual modelo funciona melhor para meu filho.
Entendo que para isso ser possível seria necessário ‘padronizar’ os vestibulares para que eles aplicassem avaliações que valorizassem mais o raciocínio (e a interpretação) do que a pura e simples assimilação de conteúdo.
Mas o ENEM, mesmo que aos trancos e barrancos, aponta para essa direção.
Outra questão importante que precisa ser tratada: os pais dos alunos precisam participar da escola e da vida estudantil de seus filhos.
A participação dos pais é mais importante, até, do que ter escola em 2 turnos. Não que uma escola de 2 turnos seja ruim, mas eu daria prioridade a estimular a participação dos pais.
Tenho condições de pagar escola particular para meu filho. Mas cogitei colocá-lo em uma escola pública se me fosse dada a opção de participar das atividades estudantis dele na escola (apoiar os professores, questioná-los, interagir com eles, etc). Mas isso não foi possível.
Com relação a salários e professores eu tenho uma opinião muito dura sobre eles.
Meu pai me ensinou que a recompensa pelo que fazemos (salário) é proporcional ao que fazemos e nunca o contrário disso.
Então eu não admito que em plena “era da informação” alguns professores digam que não estão preparados porque ganham pouco (salvo excessões como os casos de escolas no meio da floresta amazônica ou no sertão nordestino onde o acesso à informação ainda é restrito).
Eu acho um absurdo que um professor que escreva bilhetes com erros absurdos de português entre de greve por conta dos baixos salários. O correto, obviamente, seria se aprimorar e aí sim pedir aumento. E só então, se o aumento não vier, entrar em greve.
As greves de professores como as que enfrentei na minha época de escola (e que mais recentemente praticamente acabaram) só serviram pra prejudicar os inocentes: os alunos.
19/02/2010
De todos os pontos, o que mais me prendeu a atenção e me agradou foi a consciência de que, a profissão professor precisa de uma renovação, tanto salarial como social.Tenho 18 anos e gostaria muito de ensinar, porém não tenho coragem, pois ser professor no Brasil é viver em uma crise constante. Isso prova o quanto o Ensino brasileiro está precário e o quanto necessita-se de uma reformulação e para ela eu conto com a Marina.
19/02/2010
Sou professor e concordo com o que foi dito acrescentando apenas a importância de descentralizarmos o ensino. Dando condições para que os municípios realizem essa função.
19/02/2010
Precisamos de fato valorizar mais nossos educadores para que estes tornem a sala de aula mais interessante. A educação abre novos horizontes e ajuda a enxergar as possibilidades de um futuro melhor. Em muitas escolas o que se vê hoje são alunos apenas cumprindo horário, bem como professores. De modo que a escola tem se tornado uma mera obrigação ao invés de um centro de prazeroso crescimento. Isso precisa mudar e mudar urgentemente! Precisamos de professores melhor capacitados e mais estimulados. Muitos estão no limite do estresse e precisam inclusive de ajuda psicológica. Não sei como o governo pode mudar tudo isso, mas precisa mudar e confio em Marina Silva para fazer isso.