Postado em 10/02/2010 por Marina | Categoria(s): Geral

É possível gerar energia de maneira sustentável

16 Comentários


O Daniel Oliveira deixou o seguinte comentário sobre o artigo Pandora é aqui?, que fala da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte:

“Acho que os índios e animais tem todo o direito de ficarem onde estão… No entanto, o caos social vai se instalar no país se nada for feito com relação a geração de energia elétrica. Qual a sua proposta para a geração de energia a curto/médio/longo prazo para suprir essa mesma demanda?”

Bom, isso não é coisa que se responda em poucas palavras.

A geração de energia a médio e longo prazo depende da realização de um planejamento energético. Isso significa pôr em prática uma série de ações como:

- Estimular ações do Proinfa, o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica, para desenvolver outras fontes de energia que temos grande potencial, como eólica e biomassa.

- Agilizar os trabalho de revisão de inventário de aproveitamentos hídricos e de avaliação integrada de bacia para dispor de maior número de projetos que sejam viáveis tecnicamente para o licenciamento.

- Implantar programas de melhoria de eficiência do sistema para reduzir as perdas de energia, que são muito altas, desde a geração, até a transmissão e distribuição.

- É preciso também incentivar as pessoas e as empresas a economizarem energia, usando os meios de comunicação e a estrutura de educação formal e informal.

- Dar cada vez mais força para a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), para que ela possa antecipar projetos e um olhar sobre a matriz energética brasileira, tendo como referencia o potencial que o país tem e o crescimento que queremos ter.

É a partir dessas combinações que se deriva uma política energética de médio e longo prazo.

O termo geral é pensar uma matriz energética limpa e diversificada. Devemos evitar ao máximo usar as fontes não renováveis como é o caso do diesel, carvão e gás. Investir em fontes diversificadas de energia, por sua vez, evita a depêndencia de uma única fonte.

Se dependermos só da hidreletricidade, por exemplo, com o agravamento dos fenômenos de mudanças climáticas, poderemos sofrer graves consequências se houver secas e os reservatórios baixarem.

Comentários

  1. Afonso Cruz
    28/02/2011

    Acho que tá na hora de o PV, atravez da figura de Marina Silva, buscar no anonimato boas ideias. Não raramente, grandes sulucões aparecem em pequenos e simples atos, estes que passam despercebidos aos olhos de logo alcance dos cientistas.

  2. Romario Ráwlyson
    12/02/2010

    Há alguns anos a nação e o mundo foi surpreendida com o lançamento do Biodiesel, hoje, porém a bola da vez e o Pré-sal todos estão felizes com o numero de empregos as riquezas que serão gerados, mas será que ninguém pode parar para pensar que estamos investindo numa fonte de energia que prejudica nossas vidas, a especulação político-finaceira do Pré-sal não deve ser motivo de orgulho para os brasileiros, mas de vergonha, eu me sentiria orgulho se ao invés do Pré-sal o programa do Biodiesel fosse ampliado, se aproveitássemos melhor as condições ideais de vento para produção de energia eólica no NE (onde moro).

  3. Cícero Franco
    12/02/2010

    Não basta pensar só a matriz energética, mas também como ela é gerada. Se a geração for concentrada, teremos um modelo centralizador de energia que, apesar das perdas no transporte, gerarão poder a quem o detiver. Se tivermos, entretanto uma geração pulverizada e compartilhada, as pessoas serão cada vez mais donas de sua própria geração de energia e compartilharão o excedente. Mas, neste modelo, o poder se dilui, propiciando cada vez mais a autogestão do próprio indivíduo.

  4. Ana Fernandes
    11/02/2010

    Marina e Equipe Marina,

    Eu não achei boa essa identidade do blog “Marina com as cores do Brasil”. Não bateu bem com a idéia que eu tenho da candidata. Ficou muito lúdico.

    Atte,
    A.F. – estudante de comunicação

  5. É PRECISO ANTES DE MAIS NADA ABANDONARMOS ESSA VISÃO DICOTÔMICA DA RELAÇÃO HOMEM-NATUREZA, NÃO NOS ESQUEÇAMOS QUE O HOMEM É NATURAL E EM CONSEQÜÊNCIA DISSO SUAS AÇÕES TAMBÉM SÃO NATURAIS. O QUE DE FORMA ALGUMA JUSTIFICA NOSSA AÇÃO IRRESPONSÁVEL E INSUSTENTÁVEL PARA COM O PLANETA,PARA COM NOSSOS IRMÃOS E IRMÃS, PARA COM AS DEMAIS ESPÉCIES QUE JUNTAMENTE CONOSCO DIVIDEM O ESPAÇO.

  6. O Brasil não é só um exportador de minério de ferro e soja, mas também é um triste exportador de cientistas e pesquisadores que não conseguem espaço para desenvolver suas pesquisas em solo pátrio. Nessa área de energia então as coisas vão de mal a pior… Nas últimas semanas observamos a demanda energética bater recordes. Reflexo de um verão atipicamente quente e de um consumo irracional de aparelhos de condicionadores de ar, pouco nas residências e muito mais nos estabelecimentos comerciais. Observamos calados a maneira irracional como empregamos uma energia nobre, que é a energia elétrica, tanto para aquecer, quanto para vencer a carga térmica imposta pela radiação solar, quando poderíamos utilizar essa mesma radiação solar em coletores de alta eficiência num circuito de resfriado de líquido do tipo chiller de absorção, na tecnologia então chamada de refrigeração solar.
    Países como a China e a Índia mantém pesquisas sérias e desenvolvem tecnologias de resfriadores de líquido por ciclo de absorção química, que gastam 1/10 do que gastam os resfriadores de líquido elétrico (com fluído de trabalho com gás freon R22). Veremos, em breve, a China nos exportar sistemas de ar condicionado solar, nos mesmos contêineres em que hoje nos exportam as suas usadas usinas termoelétricas a carvão…
    Não há espaço para desenvolvimento de tecnologias, só para uma importação criminosa e sem compromisso com a ciência. Quem perde com isso são nossas universidades, nossos engenheiros subempregados como “facilitadores de produção”, os cientistas atados pela falta de aparelhamento e a sociedade por ser condenada a um consumo de recursos sem planejamento, limitada, ineficiente e excludente.

  7. Gabi Juns
    11/02/2010

    Os modelos de Osório e do Ceará são de sucesso. É um atraso continuar sujando a matriz com nuclear, carvão e diesel.
    Hidrelétricas são uma boa solução. Mas nenhuma usina deve ser construída afetando tantos povos de forma negativa. Porém, é fato que a usina em Belo Monte vai sair, todas saem.
    Precisamos de uma real representante dos povos. Urgente.

  8. Gostaria de saber se a senhora buscará uma política fiscal que taxe os poluidores que causam danos as terceiros (questão da externalidade e poluidor-pagador)? Sei que isso não é algo simples, mas quero saber se buscará isso.

    Obrigado

  9. Felipe Barros
    10/02/2010

    Marina, agora sou eu quem faço uma pergunta. Vi o seu comercial na Tv e percebi que a sua candidatura dará um enfoque grande para a educação pública. Muito bom! Entretanto, não ficou muito claro para mim quais são os seus projetos para mudar e melhorar o ensino público. Gostaria de saber. Acho que o ensino como um todo (principalmente o ensino fundamental e médio) deve ser revisto e passado por uma reforma estrutural e ‘acadêmica’ profunda e séria, como tentou o mestre Brizola. Talvez você possa fazer uma parceria com os governos estaduais e municipais, para ampliar a mudança. Bem, é isso.

  10. Luiz Carlos Pôrto
    10/02/2010

    No Brasil, infelizmente, a eficiência energética é negligenciada. Não é considerada uma fonte de energia!! E é a fonte mais barata e sustentável.

  11. Saudações Verdes!
    Estou conselheiro e ombudsman do IAD- Instituto de Autodesenvolvimento que vem pesquisando energias alternativas:Biomassa e fotovoltaica.
    http://www.alcoolcombustivel.com.br e http://www.energiaz.com.br.
    A nossa região,a Zona da Mata pobre,possui terras mal utilizadas que poderiam produzir biomassa consorciada ao leite sem prejudicar a agricultura local.

  12. Falando em eólica, vejo em Osório no RS um projeto impressionante. Uma usina eólica maravilhosa! Creio que existe muita alternativa no Brasil! Precisamos é de gente competente no governo para por em prática. Gente que consiga olhar além do ‘quadrado’. Por isso, Marina Presidente!

  13. Marcos Melhado
    10/02/2010

    Querida Ministra Marina Silva! Se ao longo dos últimos 50 anos no Brasil, se houvesse na administração pública, uma ação forte na educação do povo, e nas corretas estruturas necessárias para obtenção de energia, creio que hoje o consumo no país, seria em 20% menos do que é hoje! Lembro, que falo apenas na educação do povo! A educação do povo está diretamente relacionado com os níveis de utilização dos recursos naturais e consequente poluição do país! A educação é uma saída para o Brasil! Entretanto, nunca nesse país vimos tanta coisa errada! Antes de pensarmos em sustentabilidade, precisamos ensinar o povo em todas as camadas da sociedade, à cuidar do solo, das águas, e riquezas do país! Abraços!

  14. Cesáurio
    10/02/2010

    O Brasil tem abundância de calor solar. É um absurdo gastarmos uma energia nobre como a hidrelétrica, que custa inundação de vastas áreas, ou termoelétrica, que custa queima de combustível, para AQUECER ÁGUA em chuveiros, instantaneamente, na hora do banho… Isto só se justifica na região sul, e no inverno! Deve-se incentivar os aquecedores solares. Isto é apenas um exemplo.

  15. Laisa
    10/02/2010

    Segundo a legislação ambiental, tais empreendimentos têm a obrigação de investir parte de seu valor em compensação ambiental. Não tá na hora de complementar ou regularizar essa lei (seja qual for o dispositivo legal pertinente) de forma que tal compensação seja feita, não só da maneira já prevista, mas também através de investimentos em energia eólica, solar e afins?

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Postado em 10/02/2010