Postado em 14/02/2010 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral

Biomassa produz eletricidade mais limpa a custo competitivo

4 Comentários

a A

O Governo da província canadense de Ontário definiu como meta eliminar o carvão dos processos de produção de eletricidade até 2014. Com a proximidade do fim do prazo, a companhia estadual de energia vem buscando maneiras para substituir o uso do carvão por biomassa produzida nas florestas ao norte do país.

Segundo um estudo financiado pela companhia de energia de Ontário publicado recentemente, a utilização de biomassa junto com o carvão é uma alternativa competitiva financeiramente para reduzir a emissão de gases que geram o efeito estufa.

O estudo aponta que a substituição de 10% do carvão por biomassa nas usinas dos Estados Unidos e Canadá já evitaria a emissão de 170 milhões de toneladas de gases prejudiciais ao clima por ano — o que corresponde a 5% das emissões produzidas pelos setores de eletricidade dos dois países.

O carvão é responsável por 20% das emissões mundiais de gás que produzem o Efeito Estufa.

Essa informação foi publicada no dia 1 de fevereiro no blog Green Inc do New York Times.



a A

Comentários

  1. Sugestão: O Brasil tem uma das maiores áreas costeiras do mundo, e existem inúmeras pesquisas sobre o uso das energias do oceano como fontes baratas e sustentáveis. Desde o aproveitamento das correntes oceânicas (no caso, a corrente do Brasil), até o uso da energia das ondas ou mesmo aproveitar a biomassa oceânica.

    Mesmo sem falar no aprimoramento de energia fotovoltaica e eólica, o Brasil tem muitos recursos pra aproveitar de forma sustentável e limpa e tem a oportunidade de inovar!

    Se a energia nuclear fosse realmente uma alternativa viável, países como França e Estados Unidos estariam tranquilos com relação a seu futuro energético. Coisa que não estão!

    Sorte, Marina! Inovação rima com sustentabilidade! :)

    http://bluecarbonblog.blogspot.com

    http://content.yudu.com/A1h7cb/bluecar/resources/2.htm

  2. Olá Marina,

    Já estive em outros tópicos do blog, certamente não sou estranho aqui.
    Sou estudante de engenharia mecânica da UFRGS e fui aluno do professor Farhang Sefidvash, de origem persa e da fé baha’i.

    http://www.sefidvash.net/personinfo/FS_Historia.pdf

    Entreguei um material ao seu assessor, o Pedro Ivo, sobre a pesquisa que este meu professor desenvolve há 27 anos sobre o projeto acerca de um novo reator nuclear de pequeno porte, o FBNR.
    Também entreguei os dados referenciais do projeto ao Guilherme Leal, durante o FSM 2010.
    No que eu entreguei o material ao Pedro Ivo, pedindo que lhe fosse repassado quando conveniente, entramos num debate acalorado. Ficou dele a promessa de ler e me responder (eu deixei meu email), contrapondo ponto a ponto o artigo do professor, o que infelizmente não ocorreu.
    Fiquei satisfeito com a resposta pois esperava que, pelo menos, fosse feita uma consideração ao programa INPRO da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) nas suas próximas declarações à imprensa. Este programa, lançado em 2001, tem por finalidade desenvolver um reator nuclear que se adeque aos conceitos de sustentabilidade e que dêem uma destinação final e consolidada ao rejeito nuclear do reator.
    Entre 50 projetos do mundo inteiro, o projeto de reator do professor Farhang foi um dos 4 selecionados, em 2006, como um projeto de reator que atende as demandas do INPRO.
    De lá pra cá recebeu financiamento da AIEA para o desenvolvimento de seu projeto, sem receber maiores atenções do governo, sem ter, ao longo desses 27 anos, uma estrutura conveniente para seguir esse trabalho de pesquisa. Hoje o seu projeto, depois de ser exaustivamente modelado computacionalmente, está na fase de prototipação. Atualmente ele foi recebido pelo Senado Italiano (a Itália importa 80% de sua energia e seguirá o exemplo da França, voltando a investir em energia nuclear), para prestar esclarecimentos sobre o seu projeto e sobre o que seria um reator de IV geração.

    http://www-pub.iaea.org/MTCD/publications/PDF/TE_1575_web.pdf

    http://www.sefidvash.net/fbnr/pdfs/JU_UFRGS_2006.pdf

    Estou mandando esta mensagem, triste e desapontado, depois de ler a sua declaração à Carta Capital:

    CC: A senhora é favorável à pesquisa nuclear?
    MS: À pesquisa, sim. Obviamente, ela é fundamental, faz parte da visão estratégica de qualquer país. O que sou contra é do uso para qualquer finalidade que não seja pacífica e também para a geração de energia, porque é cara e não é segura, não se sabe o que será feito com os resíduos. Temos outras fontes, como a eólica, a biomassa, a solar, que também são caras, mas seguras.

    CC: Como pré-candidata, a senhora tem alguma proposta para a utilização dos recursos do pré-sal?
    MS: A visão que precisamos ter do petróleo é de que é uma fonte de energia, infelizmente, necessária por muito tempo até que seja substituída. Uma boa parte dos recursos que vêm daí deve ser destinada para pesquisa, inovação tecnológica, investimentos que nos levem à superação dessa energia. A ideia de que o petróleo do pré-sal vai ser exportado, como se não tivesse problema, porque não vai ser utilizado aqui, é uma falta de compreensão do problema. Não importa onde aconteçam as emissões de CO2, o planeta é o mesmo.

    A motivo do meu desapontamento é que, ou o Pedro Ivo não passou o material à senhora, ou a senhora o desconsiderou por completo. Eu torço para que o Pedro tenha perdido ou esquecido, não quero pensar mal de ninguém.
    A perspectiva da ciência nuclear é, e sempre foi, a produção de energia. Dizer a um cientista que, como candidata, você apóia a pesquisa, mas discorda da produção de energia nuclear, é condená-lo à prisão numa Torre de Marfim.
    Os descaminhos que levaram a ciência nuclear ao desenvolvimento tecnológico de bombas foram o de outros contextos políticos, que não tem par hoje em dia. Não há condições de política internacional que permitam que ocorra uma corrida armamentista nuclear, como ocorreu no passado.
    Por outro lado, não se pensa numa política nacional apostando que a irracionalidade do homem o impedirá de conhecer e desenvolver qualquer técnica que cuja ciência por trás já seja conhecida.
    Eu sei que você não mencionou essa hipótese na entrevista, mas amiúde ouço algo do gênero por aí.
    O outro motivo que me deixou muito chateado na sua declaração, foi a sua posição quanto à continuidade do investimento no Pré-Sal. O Brasil foi o único país do mundo que teve êxito em substituir o petróleo por biocombustível, em larga escala.
    O Brasil é o único país do mundo, que pode ter energia de qualidade, atendendo às rígidas demandas industriais que uma sociedade de baixo carbono necessita (para elaboração de novos materiais, mais leves e mais resistentes), sem emitir sequer 1 grama de CO2, sem queimar 1 grama de carvão e sem precisar de uma gota de petróleo.
    Tudo isso porque além das bacias hidrográficas que nos favorecem, além do privilégio dos regimes de vento que nós temos, além da nossa posição geográfica que nos favorece também com uma ampla incidência solar, o Brasil:

    Tem a 6a. maior reserva de urânio do mundo;
    É o único país cuja Constituição proíbe a construção de artefatos nucleares;
    É um dos 5 países que detém a tecnologia de enriquecimento, possui reservas e domina a tecnologia de geração de energia.

    Além disso a energia nuclear é a ÚNICA fonte térmica capaz de fornecer energia sem emitir GEE (gás de efeito estufa). Por um aspecto de segurança energética, é plausível se colocar fontes cuja produção de energia não depende de regimes não controláveis (como são o de todas as fontes alternativas), em complementariedade com fontes não

    Recentemente vemos o mundo retomando o investimento nessa matriz, só a China, nosso exemplo consagrado, está construindo 21 reatores:

    http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/02/16/obama-anuncia-us8-3-bi-para-1-usina-nuclear-dos-eua-em-30-anos-915873800.asp

    https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2010/1/25/renascimento-atomico

    http://www.iaea.or.at/programmes/a2/

  3. Carlos Musfeldt
    17/02/2010

    Sería interesante que estudiaran, en que áreas degradadas por formas de extracción minera (el mismo carbón por ejemplo) u otras explotaciones;se pueden plantar especies autóctonas o exóticas, que tengan el mejor balance: índice de crecimiento vegetativo – poder calorífico.
    Para ayudar a solucionar tres problemas al mismo tiempo:conservar mas bosques con otros fines,hacer remediación ambiental en áreas degradadas,quemar menos con más calor.

Adicionar comentário

Postado em 14/02/2010