Home

BIOGRAFIA GUILHERME LEAL

Imagem Biografia
“Há pessoas que, arrebatadas pela proximidade do poder, entram na política arrombando a porta. Guilherme Leal é daquelas que pedem licença.” A metáfora é da candidata do Partido Verde à Presidência, senadora Marina Silva (AC), para definir o empresário escolhido por ela e pelo partido para ser o vice na chapa que disputará o Palácio do Planalto.

Copresidente do Conselho de Administração da Natura, principal empresa de cosméticos do país, neófito na política partidária (filiou-se ao PV em setembro de 2009), Leal, 60, tem uma presença marcante na história do ativismo socioambiental brasileiro. É um dos fundadores e membro do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos, ex-presidente do Conselho Deliberativo do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e ex-integrante do Conselho Consultivo da WWF Brasil.

Na década de 1980, o vice escolhido por Marina Silva integrou o Pensamento Nacional de Bases Empresariais (PNBE), núcleo criado com o objetivo de discutir novos caminhos para o setor. A preocupação de Leal com o tema da sustentabilidade e com o preparo de profissionais para atuarem numa nova economia o levou a incentivar uma parceria entre a Natura e o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPE) para a constituição da Escas (Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade).

"Não se trata de uma instituição apenas para formar gente para atuar nas empresas e órgãos públicos, que cada vez mais necessitam de profissionais com uma formação que integre economia e meio ambiente", diz o empresário ao comentar o objetivo da iniciativa. "Queremos criar um centro de referência em sustentabilidade para as Américas, talvez para o mundo, e que forme lideranças para essa nova economia de baixo carbono que está emergindo", ressalta o vice do PV.

Leal dedica-se também ao fortalecimento de seu Instituto Arapyaú para a Educação e o Desenvolvimento Sustentável, cujo significado em guarani corresponde ao tempo-espaço novo, no conceito da constante renovação.

Nos últimos anos, outro tema que tem sido alvo de suas inquietudes é o desenvolvimento do espaço urbano. Em 2007, ao lado de Oded Grajew, seu parceiro de Ethos, fundou o Movimento Nossa São Paulo, voltado para “construir uma força política, social e econômica capaz de comprometer a sociedade e sucessivos governos com uma agenda e um conjunto de metas a fim de oferecer melhor qualidade de vida para todos os habitantes da cidade”. Constituído por 649 empresas, entidades empresariais e de trabalhadores e diversas outras organizações da sociedade civil, o Movimento se propõe a “transformar São Paulo em uma cidade segura, saudável, bonita, solidária e realmente democrática”.

Nascido em Santos, litoral paulista, em 22 de fevereiro de 1950, Guilherme Peirão Leal, obteve sucesso empresarial graças a muita batalha para ter acesso às oportunidades e ao seu esforço empreendedor.

“Sou filho de pais de classe média-média, meu pai era funcionário público, e eu vim de uma família que deu escola boa, mas… acabou o dinheiro. Quando era adolescente, deu para pagar mal e porcamente o Colégio Rio Branco aqui de São Paulo, uma escola privada de boa qualidade. Depois, eu tinha não só de entrar numa faculdade pública, gratuita, como tinha de me virar para trabalhar. Era o mais novo de quatro irmãos e vi que, se eles não conseguissem trabalhar, não iam sobreviver. Então comecei a trabalhar aos 17 anos, foi aí que decidi fazer Administração de Empresas na USP, à noite. Entrei na FEA (Faculdade de Economia e Administração) em 1969”, conta. Antes de entrar na Natura, Leal ocupou uma das superintendências da Fepasa, empresa estatal de transporte ferroviário do Estado de São Paulo. Foi nessa época que conheceu Pedro Passos, que depois viria a se tornar um de seus sócios na empresa de cosméticos. “Fiz um esforço muito grande para combater a corrupção que existia em algumas instâncias e para levar eficiência para a Fepasa. Eu e Pedro fomos demitidos sumariamente depois de quatro anos, e eu não quis continuar em empresa pública, apesar de ter tido convites e oportunidades”, relata.

No final dos anos 1970, apesar de ter filhos pequenos, com o Fundo de Garantia recebido pela demissão da Fepasa e a venda de um pequeno terreno, escolheu a opção de ajudar a construir “uma empresinha de fundo de quintal, que veio a ser a Natura”

De acordo com ele, “foi uma experiência muito rica, dinâmica, inovadora. Lidar com o universo feminino para mim era absolutamente novo, lidar com cosmético, venda direta, distribuir para o Brasil inteiro. Colocar uma empresa de pé foi absolutamente desafiador. Tanto que, depois de oito anos, tive um infarto, aos 37”.

A visão de negócios de Leal, assim como a de seus sócios, Pedro Passos e Luiz Seabra, concilia crenças pessoais e comportamento empresarial ético. Por estar convencido de que o papel de uma empresa não se resume à geração de empregos e de impostos, defende que toda organização pode e deve contribuir para a transformação socioambiental, usando seu potencial para ajudar a construir uma sociedade mais justa, solidária e sustentável. Essa postura imprimiu uma forte identidade à Natura -reconhecida como referência em responsabilidade social corporativa e em inovação baseada na sustentabilidade- e tornou o vice de Marina Silva uma das principais lideranças empresariais do Brasil, bem como o colocou na lista dos homens mais ricos do planeta.

Para ser candidato a vice, Leal renunciou ao cargo de copresidente do Conselho de Administração da Natura. O vice do PV é casado pela segunda vez. Tem cinco filhos. É ardoroso torcedor do Santos Futebol Clube.



Política de Privacidade | Sua Segurança
Todo o conteúdo deste site está licenciado sob a CC-Attribution 3.0 Brazil, exceto quando
especificado em contrário e nos conteúdos replicados de outras fontes.